Quinta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário

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Neste domingo, 25/10, quinto dia do novenário de Nossa Senhora do Rosário, tivemos o padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, na direção da novena. Ele fez a sua homilia baseada no Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos, episódio “A cura do cego Bartimeu” (Marcos 10. 46-52) e, como disse o padre Josemar, “providencial este tema em relação à proclamação do Evangelho desta noite”: A promoção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária exige a disponibilidade servidora de todos.

Ivone Clementino, Lucíola Libório e Iracy Ferreira de Castro

Ivone Clementino, Lucíola Libório e Iracy Ferreira de Castro

A penitência da água hoje foi cumprida pelas senhoras Ivone Clementino, Iracy Ferreira de Castro e Lucíola Libório, representantes da quadra 06 e fieis defensoras das causas de Jesus Cristo.

Coral Infantil Irmã Joana Margarida.

Coral Infantil Irmã Joana Margarida.

Outro destaque da noite foi a participação do coral infantil Irmã Joana Margarida que deu um brilho todo especial à noite deste domingo.

Como já fiz em outros dias do novenário, aqui segue a transcrição da homilia do padre Josemar Mota:

Preparação para a leitura do Evangelho.

Preparação para a leitura do Evangelho.

“Meus queridos irmãos, minhas queridas irmãs, os rádio-ouvintes, os internautas que nos acompanham de tantos lugares do mundo inteiro, os noiteiros de hoje, a comunidade Extensão Nova, os motoristas, mecânicos, motociclistas, Vila Ayrton Sena, loteamento José Clementino, Quadras 6, 14 e 15; a minha saudação às irmãs de São José presentes aqui em nossa comunidade; aos padres José Benedito e padre Edmundo.

Padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, BA.

Padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, BA.

Meus irmãos e minhas irmãs, a festa do padroeiro e da padroeira é um momento importante na vida da comunidade, quando esta comunidade se reúne em torno de Jesus para ouvir a sua palavra a fim de que a caminhada desta comunidade seja iluminada pela palavra do Senhor, que é o próprio caminho apresentado para que nós vivamos a sua proposta de salvação e de libertação. O tema desta festa nos leva a refletirmos sobre o dom do serviço dado à Igreja, à comunidade pelo próprio senhor. E o subtema desta noite muito bem escolhido e providencialmente para esta noite, ‘A promoção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária exige a disponibilidade servidora de todos’. Providencial este tema em relação à proclamação da palavra do Evangelho que nós acabamos de ouvir. Para compreendermos a proposta deste tema de hoje temos que estarmos atentos à palavra do Evangelho que nos foi proclamada. Primeiro, diz a leitura do Evangelho, que Jesus vai passando junto com seus discípulos e uma grande multidão, certamente os mais diversos interesses ali em torno de Jesus, e ali surge alguém à beira do caminho, um cego, mendigo, um pedinte, alguém que era totalmente dependente dos outros que porventura lhe desse umas pequenas moedas. Alguém que era dependente de tudo, porque tinha sido excluído, marginalizado da vida social da comunidade. E aquele homem que está à beira do caminho, Bartimeu, escuta dizer que Jesus de Nazaré está passando por ali. E, naquele momento, digamos que mesmo cego fisicamente, aquele homem conseguiu ver a luz que era Cristo Jesus passando naquele momento, passando ali onde ele estava. E qual a atitude daquele pobre homem? ‘Jesus filho de Davi tende piedade de mim’. E ele gritava pedindo clemência, misericórdia, colocando a sua esperança, a sua vida naquele que certamente tinha ouvido falar das suas palavras, das suas obras e as pessoas queriam que ele se calasse. Mas ele gritava mais alto. Meus amados irmãos, a oração não passa despercebida ao coração de Deus. A oração feita com fé e confiança não passa despercebida aos ouvidos de Deus, porque principalmente a oração dos pobres e abandonados, dos tristes… a oração daqueles que vivem excluídos e marginalizados à beira do caminho. Lembremos que no livro do Êxodo, quando o povo de Deus está escravo no Egito, Deus chama Moisés e lhe diz: ‘eu vi a miséria do meu povo, eu ouvi o seu clamor e desci para libertá-los’. Este deus que tem sentimento, que age em favor do seu povo, que escuta o clamor do seu povo, ouviu o clamor daquele homem que estava à beira do caminho e no clamor daquele homem nós vemos milhares e milhares de irmãos que foram excluídos, marginalizados, porque a sociedade não entendeu a proposta de Deus. Naquele homem milhares e milhares de irmãos à beira do caminho, porque a nossa falta de amor, de solidariedade de compromisso em fazer com que sua vida seja valorizada, a nossa falta de amor, de solidariedade, de compaixão o excluiu. Quantos irmãos e irmãs vivem à margem da sociedade porque a nossa falta de amor e de solidariedade os excluiu? Quantos irmãos que estão á beira do caminho e nós nos tornamos surdos aos seus apelos aos seus gritos? Nós nos tornamos indiferentes à vida daqueles que sofrem e que clamam pela nossa misericórdia, pela nossa solidariedade. Assim como aquele homem, milhares de pessoas ou algumas pessoas chegaram querendo que ele se calasse. Quantas vezes também nós encontramos na sociedade pessoas que querem que os pobres não se organizem. Pessoas que querem que aqueles que estão sofrendo continuem sofrendo. Pessoas que visam apenas o poder e a riqueza como meio para usufruir dos irmãos e das irmãs, tirando-lhes aquilo que é necessário para a sua sobrevivência, porque a sua busca desenfreada pelo poder, pela riqueza, movidos pela ganância, não consegue ouvir o seu clamor e não consegue enxergar aquele que está caído à beira do caminho. E, assim como alguns tentaram calar aquele homem, nós também encontramos na sociedade pessoas que querem que aqueles que estão sofrendo, que aqueles que vivem no submundo da marginalidade também se calem, não se organizem. Uma sociedade onde as pessoas, as minorias não se organizam é muito mais fácil quem está no poder mandar e desmandar do jeito que bem entender. Mas, como nós vimos no evangelho, Jesus em dado momento manda chamá-lo e vejamos que gesto bonito de alguns que também estavam lá. Quando Jesus disse chamai-o, alguém ou algumas pessoas chegaram para aquele homem e tornaram-se um instrumento, um bom samaritano, um instrumento de Deus. ‘Coragem! Levanta-te! Êle está te chamando!’ São palavras de fé e esperança que fazem com que os irmãos se reanimem, que fazem com que aqueles que sofrem, aqueles que estão à beira do caminho, passem a refletir e coloquem-se de pé numa atitude de alguém que está disposto a lutar para que a vida seja plena. E quando aquele homem escuta o chamado daqueles irmãos que lhe foram solidários, obedecendo a palavra de Jesus, diz o evangelho que ele deu um pulo e foi até Jesus e Jesus lhe perguntou: ‘O que você quer que eu faça por voce?’ E vejamos que ele não pediu nem poder nem riqueza, pediu uma única coisa: ‘Senhor que eu veja’, e Jesus lhe diz: ‘A tua fé te curou’. Meus amados irmãos, em nossa sociedade para que vivamos o dom do serviço dado por Jesus à comunidade como continuadora da sua missão, nós somos convidados a pedir ao senhor que cure as nossas cegueiras do individualismo, do egoísmo, da indiferença. Que cure a cegueira da nossa vida que nos impede de ver aqueles que estão à beira do caminho. Que cure a cegueira da nossa vida que nos impede de sermos irmãos e irmãs uns dos outros e vejamos que diante daquele homem a palavra de Jesus realizou-se quando o senhor anuncia a sua missão: ‘eu vim para evangelizar os pobres, libertar os cativos, dar vista aos cegos, anunciar o ano da Graça do Senhor’, é uma nova maneira de viver, porque ser seguidor do Cristo é uma maneira de ser e de viver e se colocar no mundo como testemunha da sua palavra, ajudando aqueles que estão à beira do caminho a ingressar no caminho, no caminho da vida, no caminho da paz, para que a sociedade torne-se, segundo o grande sonho de Deus, uma sociedade de irmãos, onde não haja excluídos nem marginalizados, onde não haja desigualdade, onde a renda seja distribuída, para que não haja pessoas sofrendo, passando fome ou na miséria. Mas, irmãos e irmãs, porque a palavra de Deus nos une para que sejamos irmãos e nos comprometamos com a palavra de Jesus, com a sua proposta de salvação, porque meus queridos irmãos, não basta ter fé em Jesus é necessário termos a fé de Jesus agindo para que a Igreja seja continuadora da sua missão, impulsionada pelo Espírito Santo; uma Igreja que coloque-se a serviço de todos , principalmente dos mais pobre e marginalizados; daqueles que foram excluídos e que esta igreja seja a presença de Jesus salvando, resgatando, devolvendo a dignidade às pessoas que estão privadas do direito à vida. Meus amados irmãos e irmãs, no término desta palavra do Evangelho, São Marcos nos diz que aquele homem tornou-se um discípulo de Jesus. Ele não somente viu Jesus, entendeu que Jesus estava passando; não somente o encontrou, mas tornou-se um discípulo dele e é preciso que nós também nos tornemos cada vez mais discípulo do Senhor, pedindo a Deus que cure, como eu já disse, a nossa indiferença o nosso egoísmo, a nossa maneira de estar diante do outro com um olhar que discrimina, que ridiculariza, que o exclui e que cure também os nossos ouvidos para, como Jesus, ouvirmos o clamor daqueles que sofrem, para que a nossa igreja seja uma igreja a serviço da vida e da dignidade. Celebrando, meus amados irmãos, a festa de Nossa Senhora do Rosário, a nossa querida mãe e Padroeira, que identificou os seus sonhos com os sonhos de Deus, que proclamou as maravilhas de Deus, uma nova humanidade onde a igualdade, a fraternidade e a justiça não sejam palavras bonitas, mas sejam palavras colocadas em prática em nossa vida, em nossa sociedade. Que Nossa Senhora, nossa mãe, nossa companheira desta caminhada, interceda a Jesus para que nós estejamos cada vez mais a serviço da vida, solidários das pessoas, comprometidos com o Evangelho de Jesus para que todos tenham vida e a tenham em abundancia. Amém.”

Vejam mais algumas fotos:

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