Remansense passa no mais concorrido vestibular do Brasil, o da FUVEST, e vai estudar Direito na USP.

Família Coelho Régis - Central da Pizza

João Henrique de Souza Coelho Régis – Comemorando com a família o resultado do vestibular da FUVEST – Direito-USP.

Uma observação sobre a matéria do jornalista Carlos Laerte (texto abaixo), para fazer justiça:  João Henrique de Souza Coelho Régis é de Remanso-BA, filho do ex vice-prefeito Hugo Coelho Régis. Não tem muita ligação com “os Coelho” de Petrolina, apesar do nome muito parecido (ficou sem o Régis no texto).

Aluno do colégio Plenus é aprovado na FUVEST e vai cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP)

JOAO_HENRIQUE
O estudante petrolinense João Henrique de Souza Coelho, de 18 anos, foi um dos 392 aprovados na FUVEST para cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP), a mais conceituada instituição de ensino da América Latina. Aluno do colégio Plenus, ele conta que para alcançar seu objetivo praticamente “morou na escola”.

Aprovado no segundo curso mais concorrido da universidade paulista, atrás apenas de Medicina, João Henrique alcançou 658,2 pontos na média geral absoluta e 82 em redação. O que lhe reservou o 194º lugar entre os novos calouros. “Passar em Direito na USP foi meu único alvo, então me dediquei bastante. Em 2017, quando estava me preparando, participei de vários simulados do Plenus, das bancadas de redação, das provas semanais. Eu passava o dia na sala de estudos do colégio”, relata.

Tendo superado a concorrência de 10.742 vestibulandos só em Direito, o rapaz afirma que seu objetivo é a USP porque é a universidade com maior peso no país. “Ela está no topo das qualificações, nível educacional e é a mais procurada. É uma faculdade tradicional e que tem uma das melhores avaliações de mercado do Brasil, então por mais que eu passasse em outras, meu objetivo era ela”, explica João Henrique, que também foi aprovado em instituições como UNIVASF, UFPE e UFPR, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O jovem sempre teve facilidade nas áreas de Português, Literatura, Redação e Matemática. Mas, segundo ele, as ciências exatas da FUVEST tiveram um alto nível de dificuldade. “As questões do vestibular da USP foram mais difíceis que as demais que respondi no ENEM, por exemplo, o que me fez prestar mais atenção aos enunciados”, comenta.

De acordo com o aluno, a “bagagem acadêmica” que adquiriu na escola em 2017 foi determinante para seu êxito. “Cara, a qualidade educacional dos professores do Plenus por si só já é muito relevante. Mas, para além disso, recebíamos todo apoio necessário, tínhamos educadores sempre disponíveis seja no colégio ou em aplicativos. Tudo isso me fez sentir mais confiante”.

Para a Diretora Pedagógica do Plenus, Sílvia Santos, a aprovação de João Henrique na USP é o coroamento da proposta educacional do colégio. “Sempre buscamos dar todo apoio e estrutura aos nossos alunos, para que eles possam alcançar seus objetivos. O Plenus não brinca com sonhos. Aqui, nós acreditamos que cada ação bem realizada, com foco no futuro de nossos estudantes, produzirá excelentes resultados”, salientou.

Em números parciais, a gestora ressalta que até agora o colégio já conseguiu uma grande aprovação nas principais universidades do Vale do São Francisco e do país, com vários alunos tendo alcançado as primeiras colocações em cursos como Medicina, Direito, Engenharia, Ciências da Computação, dentre outros. “Para nós isso é motivo de comemoração, uma vez que reforça nosso comprometimento e nos consolida de vez como a melhor escola de Petrolina e a 19ª de Pernambuco”, conclui.

 

Em Remanso João Henrique estudou na Escola Girassol.

Hugo Régis, José Hugo e Sheila Fabrini - Central da Pizza

Hugo Régis, José Hugo e Sheila Fabrini – Pais e irmão de João Henrique, felizes com a aprovação de João Henrique.

João Henrique, Tovinho Régis, Caio, Letícia e Mariana - Centr

Denise Reges, João Henrique, Tovinho Régis, Caio Coelho Régis, Letícia Régis e Mariana Régis.

Anúncios

Praça lotada no segundo dia de Novena de Nossa Senhora do Rosário

img_6849

Nesta terça-feira, 22/10, segundo dia do novenário de Nossa Senhora do Rosário, a praça Manoel Firmo Ribeiro ficou lotada de fieis para acompanhar o Padre Guilherme Mayer, pároco da Paróquia Santo Antônio, de Pilão Arcado, na discussão do sub-tema “Sem saneamento básico, ‘nossa casa comum’ deixa de ser um bom lugar para viver”.

img_6900

Ação de Graça, hora das belas encenações durante a Novena.

Todas as noites a participação da comunidade é fundamental para o bom andamento da novena. Sempre tem alguma novidade durante a celebração, com várias encenações ligadas à temática do novenário. A hora da Ação de Graça é um dos momentos mais esperados, devido às surpresas que os noiteiros sempre trazem para este momento.

Os noiteiros deste sábado foram: Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, Profissionais da Saúde, Grupo AA, CAPS, Vicentinos e Quadras 07 e 10.

As fotos de que destaco para hoje (as outras estou postando no meu Facebook:

img_6948img_6944img_6938img_6931img_6919

img_6978img_6975img_6973img_6968img_6948img_6944img_6938img_6931img_6919img_6911img_6908img_6907img_6887img_6877img_6865img_6856img_6853img_6845img_6828img_6826img_6822img_6815img_6808img_6804img_6799img_6797img_6792img_6788img_6787img_6783img_6782

img_6785

Começa o Novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA

img_6603

Ontem, 21/10, começou o novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso, Bahia. Com o tema “Iluminados pela palavra de Deus, cuidemos da ‘Nossa casa comum'”, os devotos de Nossa Senhora do Rosário estarão em festa até o próximo dia 30, quando encerra-se a festa da Padroeira com a procissão pelas ruas da cidade.

img_6591

O tema de ontem foi “Casa comum, nossa responsabilidade”. O celebrante da noite foi o padre Isael Brito, da Paróquia Catedral Diocesana Nossa Senhora das Grotas, de Juazeiro. Noiteiros: Legionários(as), Rosário Permanente, Carismáticos, Minstros(as) da Eucaristia, Terço dos Homens e Quadras 09, 11, 13 e BNH.

A primeira noite já contou com a presença de muita gente e a tendência e aumentar a participação à media em que os dias vão passando.

Quem quiser acompanhar o novenário ao vivo é só seguir um dos sites listados a seguir (vídeo e rádio):

http://www.zabelefm.com.br

http://www.remansonoticias.com.br

http://www.remanso.net

Vejam mais algumas fotos:

img_6780img_6779img_6775img_6771img_6770img_6768img_6758img_6748img_6747img_6737img_6736img_6733img_6694img_6693img_6688img_6669img_6639img_6627img_6612img_6611img_6601img_6595img_6592img_6580

Os Xerente e Michel Temer

00_Coluna_do_Gogo

xerentes_e_temer

Roberto Malvezzi (Gogó)

É interessante perceber, dar ouvidos, a outros tipos de sociedade. O Xerente Romário – não me falou seu nome indígena -, um jovem índio que estava no encontro de formação da Rede Eclesial Panamazônica (REPAM), em Miracema, me dizia:

“A gente não tem espírito de acumulação. O Tocantins dava peixe prá gente. Não ia pescar, ia buscar os peixes. Agora está diferente. Nosso território não garante nossa alimentação. Temos que comprar em supermercado”.

Numa longa conversa fomos conferindo as diferenças civilizacionais entre nós brancos e os Xerente.

A sociedade deles não tem Estado. Portanto, não tem os poderes judiciário, legislativo e executivo.

Não tem propriedade privada. A terra, a água e os bens da natureza são de todos. Como não há propriedade privada, não há classes sociais, patrões e empregados, proprietários dos meios de produção e trabalhadores, muito menos desempregados.

A sociedade deles não tem bandidos. Portanto, não tem polícia. Portanto, não tem população carcerária e presídios.

Como não tem Estado, não tem arrecadação de impostos.

Eles não têm cidades. Moram em pequenas aldeias espalhadas pelos territórios, integradas à natureza. Ainda mais: “é uma estratégia para defender nosso território”.

Poderíamos ir longe nessa comparação. Marx simplesmente chamava essas sociedades de pré-capitalistas. Os capitalistas as chamam de atrasadas e entraves para o desenvolvimento.

Na verdade, elas continuam aí bem em baixo de nosso nariz e rejeitam nosso modo “branco” de viver. Estudos recentes indicam que esses “atrasados e pré-capitalistas” nos garantiram em seus territórios o pouco que nos resta de florestas, portanto água, portanto regulação do clima, portanto de biodiversidade.

Não acho que um dia a humanidade toda viverá novamente como os Xerente. Há o mundo das tecnologias, da ciência e dos poderes. Como dizia Hanna Arendt em sua obra A Condição Humana, “a humanidade não ficará confinada na Terra”. Não vai demorar muito para começarmos a colonização de outros planetas e luas do sistema solar.

Mas, em tempos de Temer Golpista, com sua PEC 241, é fantástico ver outras sociedades, em tudo diferentes de nós e muito mais humanas que a nossa.

 

Suprimir o pensamento e os pensadores.

00_Coluna_do_Gogo

mendonca_filho

O primeiro dia que nosso grupo entrou na sala de aula de filosofia, o professor já estava sentado à mesa na posição do “O Pensador”, de Rodin. Enquanto o último aluno não entrou na sala, ele não ergueu a cabeça. Depois, filosoficamente, lançou um olhar geral sobre a turma e afirmou: “quem acha que vai ganhar a vida fazendo filosofia é melhor sair da sala e entrar na turma ao lado”.

Não sei qual era o curso ao lado. Ganhei a vida dignamente com o curso de filosofia porque ele me deu a capacidade de interpretar a sociedade, suas narrativas e as intenções que estão subjacentes a todos os discursos. Depois ainda fiz Teologia e Estudos Sociais.

Mais tarde tive que aprender que existem outras narrativas do mundo, como as cosmovisões indígenas, africanas e de outras religiões. Mesmo aqui a filosofia me ajudou a respeitar as outras visões de mundo.

O que distingue o ser humano dos demais seres é sua capacidade de pensar. Simone Beauvoir – ou Sartre? – tinha uma afirmação sobre a morte que eu nunca mais esqueci. Em outras palavras ela dizia que “aquilo que os vegetais apenas vivem, os animais vivem e sentem, o ser humano vive, sente e pensa”. Ela falava da angústia humana diante de seu destino inexorável, derivada da capacidade de pensar a fatalidade.

Todas as ditaduras, inclusive a eclesial na Idade Média, quiseram abolir os livros e a diversidade de pensamentos. Passando pelas fogueiras de livros de Hitler, esse propósito foi feito até mesmo por homens considerados sumidades de inteligência, como Ruy Barbosa, que mandou queimar os arquivos que registravam a escravidão no Brasil. A intenção era apagar a infâmia dessa página histórica, o resultado foi a destruição de grande parte dessa memória.

O atual presidente da República e seu ministro da educação querem suprimir a história, a filosofia e a sociologia do ensino médio. Há também a proposta do “pensamento único”, chamado eufemisticamente de “escola sem partido”. Bastam essas intenções para dar a medida dos atuais dirigentes do Brasil.

Alguém precisa lembrar a eles que a Igreja Medieval, Hitler e Ruy Barbosa fracassaram. Pensar é uma faculdade inerente ao ser humano, não uma concessão dos donos do poder.

OBS: Segue texto que corre na internet atribuído ao atual Ministro da Educação. Se verdadeiro ou falso – o absurdo perdeu limites – é secundário, mas sintetiza a proposta: “É uma questão de coerência extirpar o ensino de história das escolas. Nosso slogan é ‘ordem e progresso’ e temos que olhar para frente! Aprendi mais história lendo a Turma da Mônica do que nos livros e com professores petistas! Filosofia e sociologia ninguém entende nada, é inútil e um zoológico de professores excêntricos”. Mendonça Filho, Ministro da Educação

O que Temer

00_Coluna_do_Gogo

Roberto Malvezzi (Gogó) e Letícia Sabatella

O Golpe se consuma.

E a herança mais amaldiçoada que o governo com Dilma deixará para o povo brasileiro é exatamente seu sucessor, Michel Temer.

Recuaremos duzentos anos na história. Um governo de homens pálidos, hipócritas, ricos e obsoletos.

É a volta ao Império, à política do café-com-leite, governo dos paulistas da Paulista com alguns capachos espalhados pelo Brasil. O pior é para o povo. O congelamento dos investimentos em saúde, educação e saneamento por vinte anos vai gestar uma geração de analfabetos, de insalubridade permanente e até de cadáveres pelas portas de hospitais. Nenhum serviço público de qualidade sobreviverá com esta política.

Se com Dilma no governo o futuro dos bens naturais do país, das nossas tribos indígenas, quilombolas, já era preocupante, com Temer não há mais sombras, é tenebroso: é para devastar, saquear e entregar.

Eles riem e podem rir. O povo está sendo inundado de informações falsas ou duvidosas e alijado das decisões. Essas decisões foram articuladas dentro dos conchavos e ligações do Congresso, referendadas pela conivência do judiciário e divulgadas pela mídia corporativa. Esse sentimento de impotência e irrelevância do voto se abateu sobre grande parte do povo brasileiro.

Não esperem que esses políticos golpistas temam pela história, porque eles não têm história. Não esperem que eles temam por suas biografias, porque eles não têm biografia. Não esperem que se sintam envergonhados, porque não se tira a vergonha de onde ela não existe. Existe o poder e eles estão no poder.

A ignorância toma o poder de salto alto, sem argumentos legítimos e a arrogância é seu veículo de disseminação.

Mas, a melhor herança de Dilma também ficará. A dignidade tem um rosto e um nome neste país. Sua coragem, convicção e a observação ampla de que somente o povo e o voto popular podem consertar as injustiças deste processo fraudado, são marcas deste momento. O enfrentamento de tanto ódio fomentado por distorções e manipulações, com garra e crescimento pessoal, é exemplar para muitas gerações futuras. Não vamos nos suicidar, nem renunciar ao que é justo, nem fugir da luta.

O resto só a história dirá.

Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chega a Remanso

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

Neste domingo, 21/08, a imagem peregrina da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, chegou a Remanso, na região norte da Bahia, e foi recebida por milhares de fieis que aguardavam na entrada da cidade, na BR-235, na altura do Posto Hora. A imagem foi acolhida pelos remansenses e saiu em carreata pelas principais ruas da cidade. Depois da carreata a imagem foi carregada em procissão, que saiu da rotatória onde está o monumento do Rotary, e seguiu pela Avenida Eunápio Peltier de Queiroz, passando pela Praça Manoel Firmo Ribeiro, chegando à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário por volta das 19 horas, encerrando-se com a celebração da Missa no pátio da Igreja.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Missa celebrada pelo Padre José Benedito Rosa.

A peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida faz parte do projeto “300 anos de bênçãos: com a Mãe Aparecida, Juventude em Missão!”. É uma peregrinação nacional aonde os jovens conduzirão a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida em todas as Dioceses do Brasil. “Esta importante iniciativa tem, portanto, um importante fundamento na piedade popular e na devoção a Nossa Senhora. Mas deseja, acima de tudo, dinamizar os três eixos pastorais – Missão, Assessoria, Estruturas de acompanhamento – abrangendo a evangelização da juventude de modo amplo, articulado e profundo.”, disse o Arcebispo Metropolitano de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, na cartilha do lançamento do projeto.

Esta semana a imagem permanecerá em Remanso, passando por algumas comunidades no interior do município, e depois seguirá a peregrinação por outras paróquias da Diocese de Juazeiro.

Vejam mais algumas imagens:

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

Ministro do Supremo mandou avisar…

00_Coluna_do_Gogo

Um Ministro do Supremo Tribunal Federal mandou um aviso para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “preparem-se para dias difíceis”. O que será que ele sabe exatamente? Será que é para preparar o povo Brasileiro para o pior?

Mas, consumado esse golpe, o que pode vir de pior? A maioria das propostas já conhecemos: desmonte do SUS em favor da medicina privada; modificações draconianas para o povo na previdência social em favor da previdência privada; modificações dos tempos da revolução industrial na legislação trabalhista em favor do capital privado; entrega do Pré-Sal; desmonte da educação pública – inclusive universidades – em favor da educação privada; entrega das terras públicas aos estrangeiros; repressão dos movimentos sociais; supressão de verbas para pesquisas científicas; crescimento da intolerância fascista; assim ao infinito.

As políticas sociais ficarão apenas como marketing, não mais com a proposta da inclusão social. Fim dos 15 anos do desenvolvimento da política de Convivência com o Semiárido. ­­­­­­

O pior para o povo brasileiro será essa falta de perspectiva, de futuro. O Brasil volta a ser de poucos e com políticas para poucos. Verdade, com apoio de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Cristovam Buarque, Marta Suplicy e outros que jurávamos democratas.

Com Dilma era difícil, pelas ambiguidades, pelo autoritarismo, pelo obreirismo e crescimentismo, mas havia contradições e, por elas, avançamos em alguma inclusão social, sobretudo aqui no Semiárido. Mas, agora o poder dominante tende a ser monolítico. As contradições internas do bloco que chega ao poder jamais porão em risco o projeto do Brasil farto para as oligarquias tradicionais que dominam esse país, embora tornem o Brasil menor para seu povo e perante as nações do mundo.

Há horizontes? Por hora nenhum, a não ser uma tormenta formada por nuvens escuras e carregadas. Mas, como dizia o grande místico João da Cruz em sua noite escura: “é por não saber por onde vou – e nem como – que eu vou”. Nós vamos.

CPT, aquela que não deveria existir.

00_Coluna_do_Gogo

41anos-CPT-620x342

Por que um país que diz ter mais de 500 anos ainda arrasta ao longo da história seu pecado original, sem redenção?

O traço fundamental da história brasileira é o trato com a natureza e os povos originários, depois também os negros. Para controlar as riquezas e esses povos sempre foi preciso controlar seus territórios. A Lei de Terras de 1850 apenas consolidou o que estava gestado desde o princípio.

A disputa pelos territórios indígenas, de negros – despois seus remanescentes –, comunidades tradicionais, uma multidão de sem-terra num pais de 8,5 milhões de km2 , atingidos por barragens, por mineração, além de pequenos agricultores sempre agredidos por latifundiários – agora pelo agronegócio -, fazem com que a CPT permaneça há mais de 40 anos no cenário brasileiro. Não é só o passado, é o presente que se projeta para o futuro.

Num país civilizado a CPT não teria razão de existir, pelo menos na configuração que tem. Sua existência é a prova dos nove do atraso, do genocídio, da injustiça estrutural da terra que amarra o Brasil.

Em tempos de golpe a realidade se torna ainda mais obscura. O sonho senhorial de Brasil é extinguir essas populações. Quase conseguiram, mas a resiliência tem sido mais poderosa que os poderes da morte, embora as mortes ainda sejam tantas.

Papa Francisco nos pede que sejamos capazes de ver e celebrar também as pequenas conquistas. Muitas vezes precisamos de lupa para visualizá-las. Mas, a agroecologia, a organização de tantos movimentos pela terra, a resistência dos pequenos agricultores, a insurgência atual dos indígenas – aqui o CIMI tem a palavra por excelência -, dos pescadores – onde o CPP tem também a excelência -, a conquista da água no Nordeste, a conquista de tantos territórios, ainda que não tenham mudado as estruturas, ao menos ajudam tanta gente a viver melhor. A CPT, de alguma forma, está presente nessas conquistas.

O melhor seria que a CPT tivesse vida curta e desaparecesse, tendo cumprido sua missão, desde que as razões que provocam sua existência desaparecessem do Brasil. Nem olhando o horizonte conseguimos vislumbrar essa possibilidade.

Que as Igrejas – particularmente a Católica -, a sociedade civil organizada, os que tem fome e sede de justiça – inclusive a Cooperação Internacional – consigam ter visão histórica e ajudem a Pastoral a cumprir sua missão enquanto for necessário.

 

Inteligência Ambiental.

– Festa do Umbu e da Vida em Uauá –

00_Coluna_do_Gogo

umbu

Foto: Divulgação do site http://www.coopercuc.com.br

Você quer ver mel em abundância, cerveja de umbu (25 reais a longuinete), bode assado com macaxeira por todo lado, geleia de umbu, compota de umbu, suco de maracujá da caatinga, rendas, artesanatos e tantos produtos que mostram a abundância da vida no Semiárido Brasileiro? Então você deveria ter ido ao 7º Festival do Umbu em Uauá, organizado pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC).

Estamos saindo de uma seca de cinco anos, sendo dito que estamos atravessando a “maior crise econômica do Brasil da história”, que em outras épocas significaria que metade de Uauá deveria estar por outros lados do mundo, menos no sertão nordestino. E totalização dessa produção alcança cerca de 200 toneladas por ano.

Ali, onde nasce o Vaza Barris, hoje um rio seco, onde logo abaixo Conselheiro encontrou um lugar onde “jorrava leite e mel” (Canudos), às margens do Vaza Barris, sertão antigamente dito como “bravo”, a festa foi grande, cheia de vida, de produtos, de gente. O mesmo povo que começou a festa na sexta pela noite ainda estava lá 4 hs da manhã do domingo, dançando ao som da música típica da região, embora sempre apareça algum forró eletrônico para quebrar a beleza musical.

O paradigma de “convivência com o Semiárido”, intuído por homens como Guimarães Duque, Celso Furtado (Discurso de inauguração da SUDENE, 1959), foi tirada do papel e da imaginação pela sociedade civil nos últimos anos, que lhe deu carne, na troca de experiências acumuladas pela população sertaneja, com sua captação de água de chuva, o manejo da caatinga, uma agricultura conforme o ambiente, pelo cultivo do umbu, do maracujá do mato, dos animais adaptados ao Semiárido como a cabra e a ovelha. Então, a vida veio abundante, mesmo em tempos de seca.

Essas são conquistas dos últimos 20 anos, com programas construídos pela sociedade civil como a ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro), ou por componentes como o IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Adaptada). Não veio dos coronéis, nem do Estado, mesmo esse um pouco mais modernizado. O que houve foi o apoio econômico dos últimos governos, o que deu escala a esse trabalho, com mais de 1 milhão de cisternas para beber e mais de 150 mil tecnologias de produção implantadas.

A COOPERCUC tem mercado interno e externo, seus produtos vão para a Itália, França e Áustria. Essa é a prova que a “irrigação” não é o único veio produtivo do Nordeste e nem o principal. O PIB da irrigação gira em torno de 2 bilhões de reais ao ano, enquanto o PIB do sequeiro em 2008 já girava em torno de 140 bilhões de reais ao ano. Portanto, os números desmentem os mitos.

Parabéns à COOPERCUC, trabalho que mostra a beleza e a viabilidade do sequeiro nordestino, com a caatinga em pé, ambiente preservado e cheio de vida. O único caminho para os biomas brasileiros sobreviverem é o da “convivência”.

Quem tem inteligência ambiental sabe.