As perspectivas de um Brasil de párias.

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Esses dias, por questões familiares, tenho andado muito no setor de oncologia do Hospital Regional de Juazeiro. Ali vejo pessoas sendo atendidas pelo SUS. É o diagnóstico, os exames, os remédios para tratamento, assim por diante.

Qualquer tentativa de ir para a medicina privada se torna impossível para a esmagadora maioria daquelas pessoas e famílias. Tudo é absolutamente caro e inalcançável.

O espaço é simples e digno. O atendimento é muito humanizado. As atendentes, enfermeiras e o próprio médico muito gentis. O problema, como sempre, é uma certa lentidão no atendimento, fator que pode ser melhorado com um pouco mais de capricho na gestão.

Saio dali e fico pensando como será a situação de pessoas com câncer daqui a 4 ou 5 anos, que dirá vinte anos!!! O que restará da saúde pública depois da aprovação da PEC 241? O que me faz ferver o sangue é ver, mais uma vez, nomes como do senador Cristóvão Buarque e Marta Suplicy (Golpista) votando a favor de uma perversidade política desse porte.

E a educação? Se hoje as escolas são precárias, se ninguém mais quer ser professor pelo baixo nível dos salários, se um país precisa de educação para ser considerado como tal, o que restará da educação desse país daqui a vinte anos?

E o saneamento? Fernando Henrique fez um acordo com FMI e Banco Mundial e, por consequência, o Brasil ficou 10 anos sem investir em saneamento. O resultado é que hoje nosso padrão de saneamento é considerado nos mesmos níveis de Londres e Paris, só que em 1400. Congelando os investimentos em 8 bilhões ao ano – é o que foi feito -, vamos levar mais de 60 anos para resolver um problema elementar que torna civilizado um pais e um povo. Isso se houver o investimento e se ele for bem feito.

Mas, duvido que os esmagados se calem e se conformem. A revanche virá.

Tal como está, é impossível imaginar esse país em perspectiva, sem pensar numa sociedade de privilegiados e o restante de párias. A diferença brutal desse governo em relação aos anteriores é que eles se propunham ser mais inclusivos, esse é declaradamente excludente.

Uma das bandeiras de luta para os próximos passos é anular, através de um plebiscito nacional, as decisões tomadas pelos traidores.

Vice-Prefeito Hugo Régis é homenageado na 2ª Conferência Municipal de Saúde

Nesta terça-feira, 19/07, iniciou-se a 2ª Conferência Municipal de Saúde no auditório da  Unifan, em Remanso, Bahia, e será encerrada nesta quarta-feira, 20/07. Com o tema “A ampliação do acesso ao SUS na Promoção à Saúde” a conferência foi aberta com as boas vindas aos participantes e com a formação da mesa, onde estiveram presentes a secretária de educaçao Veraneide Brito, o vice-prefeito Hugo Régis, o secretário de saúde Cristiano, o prefeito Zé Filho, o secretário de saúde de Juazeiro-BA Ubiratan Pedrosa Moreira e o representante do conselho municipal de saúde Moisés Alves. Presentes ainda os secretários da Administração, Luis Carlos Reges Barbosa; da Ação Social, Thelma Castelo Branco Clementino; de Obras e Infra-estrutura, José Marcelino Coelho Régis; do Trabalho, Emprego e Renda, Pedro Alves da Costa e vários delegados escolhidos nas comunidades remansenses.

A servidora da saúde, Ana Paula, fez a homenagem...

...ao vice-prefeito Hugo Régis pela sua atuação nas conferências.

O vice-prefeito Hugo Régis foi homenageado pela secretaria de saúde por sua participação ativa em todas as conferências realizadas em Remanso, de forma especial nas conferências de saúde. Hugo Régis agradeceu a homenagem e falou da importância do SUS para a população carente de Remanso e do Brasil e também da realização das conferências que são fundamentais para definir as políticas públicas, porque são nestes momentos que se colocam os problemas e que se buscam as soluções para os mesmos.

O secretário de saúde de Remanso Cristiano Marques fez a abertura da Conferência.

Cristiano José Moura Marques, secretário de saúde de Remanso-BA.

O secretário de saúde do município de Juazeiro, o médico sanitarista Ubiratan Pedrosa Moreira, fez uma palestra sobre o processo de implantação do SUS e falou dos percalços que as diversas secretarias têm para fazer funcionar o sistema aqui na nossa região.

Dr. Ubiratan Pedrosa Moreira, secretário de Saúde de Juazeiro-BA.

Uma constatação: os nossos vereadores não dão a mínima importância para as conferências que são realizadas aqui no nosso município. A única presença nesta foi do vereador Renatinho. Já participei de várias outras conferências, em todas as áreas e nunca apareceram, inclusive várias aconteceram no auditório da Câmara Municipal. Será que nossos edis não dão importância às causas do nosso povo? Só querem os votos? É bom lembrar que todas as políticas públicas postas em prática, tanto pelo Governo Federal, quanto pelo Governo Estadual, têm seu início nestas conferências, o que é uma marca dos governos democráticos do Partido dos Trabalhadores e têm surtido efeito, porque são formas republicanas de dar os rumos para gerir os recursos públicos.

Primeira dama Thelma Castelo Branco Clementino e o prefeito Zé Filho.

Renatinho Oliveira: único vereador presente no primeiro dia da Conferência.

Vejam mais algumas cenas do primeiro dia da conferência:

Brisa Castro - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Secretário de Saúde Cristiano Marques - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Edinalva e Aldeci Domingos - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Vice-prefeito Hugo Régis e secretário José Marcelino Régis.

Das Dores, representante da comunidade Novo Marcos - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Pedro Alves da Costa, secretário de Trabalho, Emprego e Renda.

Tallita, Bruna e Suzi Queli - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Aldeci Domingo, Arilton Campos e o secretário de Saúde Cristiano Marques.

Dramatização - Pacientes do CAPS - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Juliana, Acleciana e Brisa - 2ª Conferência Municipal de Saúde.

Mais fotos em: http://www.flickr.com/tovinhoregis