Dilma, é fácil superar o Bolsa Família.

Roberto Malvezzi (Gogó)*

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Dilma, se você quiser, é fácil superar o Bolsa Família. Basta observar o que foi feito aqui em Juazeiro da Bahia num programa que você mesma inventou: o Minha Casa, Minha Vida.

Com apoio da Caixa Econômica (a funcionária da Caixa que apoiou esse projeto trabalha na área social do Banco em Brasília), projeto elaborado por uma empresa privada, cada uma das mil casas do projeto ganhou no teto quatro painéis solares. Mas, ao contrário de guardar a energia em baterias, elas vieram com um conversor e plugadas na rede nacional de energia. Durante o dia as casas despejam energia na rede nacional. Pela noite invertem o interruptor e captam energia para suas casas. Resultado, o excedente é muito maior que a consumida, o que acabou gerando renda para as famílias.

Então, a associação criada passou a vender energia nos leilões comuns de energia desse país. Resultado, mesmo depois de descontada a energia captada para os períodos noturnos, cada morador tem recebido em média 80 reais por mês. Não tem subsídio, regras de mercado, portanto, rentável.

Ainda mais, as famílias não recebem toda a renda da energia, mas só 60%. Cerca de 30% vão para investimentos no condomínio e 10% para outras necessidades decididas pela comunidade.

Imagine você, Dilma, se todas as casas do Minha Casa, Minha Vida tivessem ao menos dez (10) placas de energia solar?

Que festa não seria? O pessoal deixaria de depender do Bolsa Família – prato preferido dos adversários do teu governo – e seriam simplesmente produtores de energia. Imagine se esses projetos fossem estendidos aos assentamentos de reforma agrária, às comunidades quilombolas, às comunidades tradicionais, ou até mesmo para quem quisesse produzir energia a partir do teto de suas casas?

Portanto, você tem a faca e o queijo na mão. A experiência concreta já está comprovada. E você ainda estaria contribuindo com um ambiente limpo, menos CO2 na atmosfera, inaugurando uma nova era de tecnologias sociais e um novo modelo energético para o país.

Claro que isso seria feito num processo, sem prejudicar os mais pobres que ainda dependem do Bolsa Família.

Olha, se você não fizer isso, seu próximo sucessor jamais deixará de perder essa oportunidade.

Então, Mulher, aproveite.

*Roberto Malvezzi (“Gogó”), nasceu em 1953, no município de Potirendaba, São Paulo. É graduado em Estudos Sociais e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, em São Paulo e graduado em Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo. Foi Coordenador Nacional Comissão Pastoral da Terra – CPT. Ao longo dos anos, lutou contra o regime militar, na defesa dos direitos das populações realocadas em razão da barragem de Sobradinho. Atualmente, reside em Juazeiro-BA e atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

A importância e a ruptura do ciclo das águas.

Robero Malvezi (Gogó)

Lago de Sobradinho em Remanso, Bahia.

Quando éramos crianças e estávamos no ensino médio, nos ensinavam o ciclo das águas. Parece uma descrição abestalhada, como se diz aqui pelo Nordeste, mas é fundamental nos dias de hoje.

A professora nos ensinava que o sol aquece os oceanos e outros corpos d’água, o calor a muda para vapor de água (estado gasoso), que sobe para a atmosfera, que é empurrado pelos ventos para os continentes, que depois vai cair em forma sólida (granizo, neve, etc.) ou líquida, as chuvas.

Uma parte se perde por evaporação. Outra escorre alimentando os corpos de água de superfície, para os rios, daí para o mar. Outra parte penetra na terra, formando os reservatórios subterrâneos.

Um estudo pouco mais elaborado vai nos dizer que, se as chuvas caem em terreno coberto por vegetação (florestas), as árvores ajudam a amortecer o impacto da precipitação nos solos. Ela ainda retém o fluxo das águas, desacelerando-o.

Quando é assim, o solo sendo poroso, cerca de 60% dessas águas podem penetrar e ficarem armazenadas no subsolo. São essas águas que depois vão alimentar a chamada vazão de base, que garante a perenidade de alguns corpos d’água de superfície.

Se o solo é compacto então cerca de 80% escorre rapidamente para as partes mais baixas, causando inundações repentinas. Essa água que se perde depois vai fazer falta para alimentar nossos rios.

Mesmo tendo cobertura vegetal, se o subsolo não for favorável, como o cristalino aqui do Semiárido, então a água pouco penetra. É por isso que não temos rios perenes nascidos aqui na região, a não ser o Parnaíba, exatamente porque ali está uma parte de solo poroso, que forma o aquífero do Gurguéia.

Temos pequenas nascentes em partes altas, nos chamados “Brejos de Altitude”. Por isso temos que armazenar água em açudes artificiais, de superfície, além das cisternas caseiras, barreiros, barragens subterrâneas e tantas outras tecnologias sociais criadas pelo povo e aperfeiçoadas na luta pela convivência com o Semiárido.

O ciclo das águas desperta ainda o “cio da Terra”. Em regiões como aqui no Semiárido, a caatinga que parecia morta reverdece, ressurgem nuvens de insetos, as flores se espalham de forma belíssima, os animais parecem sair do nada, como se fosse uma verdadeira ressurreição.

Meus amigos criadores de bode dizem que até as cabras entram no cio.

Portanto, sem o ciclo das águas a vida não reacontece, os reservatórios não se reabastecem e o que era cheio de vida pode se transformar num deserto.

O problema maior do Brasil nesse momento de diminuição das chuvas reside exatamente aí: para muitos especialistas estamos causando a “ruptura no ciclo de nossas águas”. Por um detalhe que merece atenção, isto é, parte do nosso ciclo de águas se origina na floresta amazônica, não só nos oceanos. Então, uma vez derrubada a floresta, diminui automaticamente a produção de vapor de água.

Outro elemento fundamental é que o Cerrado, ocupando a parte central do país, fazia o papel de armazenador de nossas águas, depois distribuindo-as para várias bacias brasileiras. Com a derrubada da vegetação, mais compactado, ele está perdendo capacidade de armazenar águas e depois alimentar os rios perenes, como é o caso do São Francisco.

Causa espanto que tantos peritos em água só falem em expandir seu consumo, ou ir busca-la mais longe para abastecer grandes centros, como São Paulo. O raciocínio é feito pela metade, sem capacidade de olhar sistemicamente nossos ciclos das águas e está nos conduzindo ao caos. Está apenas adiando a solução e causando problemas futuros em mananciais que também irão se esgotar se não forem preservados.

O Prof. Carlos Nobre (INPE) afirma que precisaríamos de um esforço de guerra para recuperarmos a eficiência de nosso ciclo das águas, replantando em áreas de encostas, margens de rios, quem sabe em trechos inteiros de bacias hidrográficas. Precisaríamos ainda, não só deter o desmatamento amazônico, mas começar a recuperação da floresta enquanto há tempo. Já para o Prof. Altair Salles (PUC Goiânia), o Cerrado não tem mais recuperação. Para o Prof. José Alves (UNIVASF) o São Francisco está inexoravelmente condenado à morte.

Mas, nada parece comover aqueles que impõem a destruição para satisfazer seus interesses imediatos. Retomando a metáfora do Titanic, a classe A dança e ouve orquestra enquanto o navio afunda.

*Roberto Malvezzi (“Gogó”), nasceu em 1953, no município de Potirendaba, São Paulo. É graduado em Estudos Sociais e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, em São Paulo e graduado em Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo. Foi Coordenador Nacional Comissão Pastoral da Terra – CPT. Ao longo dos anos, lutou contra o regime militar, na defesa dos direitos das populações realocadas em razão da barragem de Sobradinho. Atualmente, reside em Juazeiro-BA e atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

A encruzilhada da civilização brasileira

Roberto Malvezzi (Gogó)*

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O bioma Cerrado tinha 65 milhões de anos, mas nós acabamos com ele em apenas 40 ou 50 anos. Fixador das águas brasileiras e distribuidor das mesmas pelo território nacional, nossa caixa d’água natural não existe mais.

A Amazônia, bioma gerador de grande parte de nossas chuvas que caem sobre o sul e sudeste dá sinais de perda de vitalidade. Cientistas já não garantem sua sobrevivência e sua eficiência. Sem a Amazônia para gerar chuvas e sem o Cerrado para armazenar e distribuir nossas águas, é fácil entender o que está acontecendo com todas as bacias brasileiras que estão secas nesse momento: São Francisco, Grande, Doce, Piracicaba, Mogi, assim por diante.

O Brasil acaba de sair de uma eleição que não acaba. Não é por acaso. Se alguém tinha ainda alguma ilusão do “brasileiro cordial (Sérgio Buarque de Hollanda) ou do “equilíbrio dos contrários” (Gilberto Freire), não tem mais motivos para dar a essas teses qualquer credibilidade. O “brasileiro” é fruto de um liquidificador histórico de etnias que não se sustenta na prática, nem por classes sociais que vivam harmonicamente (equilíbrio dos contrários), nem por regionalismos que se respeitem, nem por intelectuais e mídias familiares que as harmonizem. O que saiu dessa eleição é o pior da alma brasileira, mas também a decisão dos mais injustiçados que esse país também é seu. Pelo menos, saímos mais verdadeiros.

Se a civilização brasileira ainda quiser ter algum fôlego precisaria redirecionar imediatamente seu modelo predador de desenvolvimento. Mesmo assim já não teremos o Cerrado, ele não tem volta e todos os mananciais que dele dependem já estão comprometidos. Não é uma questão de saber o momento final – como dizem os cientistas que estudam o bioma -, mas de saber que esse doente não tem mais recuperação.

A decisão sobre a Amazônia é agora ou nunca. Ainda temos o benefício da dúvida se ela tem a regeneração que o Cerrado não tem. Sem a Amazônia o sul e o sudeste voltam a ser o deserto que eram há 130 milhões de anos. Portanto, o momento é agora.

As chuvas mais imediatas voltarão, mas a ruptura no ciclo das águas sem o Cerrado e Amazônia não tem volta.

Mas, a civilização brasileira tem pressa de crescer e, mesmo saindo das urnas com a crise hídrica que nos assola, a pressão é dos mercados para nomear ministros, para aumentar os juros, para manter a especulação financeira, a disputa por cargos, pelo crescimentismo da economia, mesmo que ela não se sustente.

Essa grande estiagem que atinge o sudeste já impacta a economia do agronegócio, da indústria e de uma série de serviços que estão comprometidos ou mesmo ficando inviabilizados. Portanto, é fácil deslumbrar o que será um futuro sem água, inclusive para a economia. Mesmo assim, não há uma inflexão nacional para discutir uma estratégia de país. Os imediatismos dos grupos dominantes imperam sobre as questões fundamentais.

A xenofobia que emergiu das redes sociais, o jornalismo medíocre de certos meios de comunicação, pesam em favor de uma ala fascista brasileira que não tem compromissos com a democracia. Até essa democracia limitada não tem existência garantida.

Seria o momento das cabeças pensantes, dos verdadeiramente democratas, daqueles que verdadeiramente alimentam o sonho de um país mais justo e igualitário. Mas, esses parecem submersos na onda dos imediatismos.

A civilização brasileira vive o maior impasse de sua história. A tendência nesses momentos é que impere o irracional e o salve-se quem puder.

Aqui decidimos o futuro das gerações imediatas após a nossa.

*Roberto Malvezzi (“Gogó”), nasceu em 1953, no município de Potirendaba, São Paulo. É graduado em Estudos Sociais e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, em São Paulo e graduado em Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo. Foi Coordenador Nacional Comissão Pastoral da Terra – CPT. Ao longo dos anos, lutou contra o regime militar, na defesa dos direitos das populações realocadas em razão da barragem de Sobradinho. Atualmente, reside em Juazeiro-BA e atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

Remanso empata em 1 a 1 jogando em casa contra a seleção de Ipirá.

Remanso 1 x 1 Ipirá

A Seleção de Remanso inicia a quarta fase do Campeonato Intermunicipal de Futebol Amador, edição 2014, promovido pela Federação Baiana de Futebol, com um empate doloroso dentro de casa diante da Seleção de Ipirá neste domingo, 02/11, num empate de um a um, partida realizada no estádio municipal Walter Ribeiro, em Remanso, norte da Bahia.

Nitidamente a equipe de Ipirá veio determinada a arrancar o empate para buscar a classificação em casa na partida de volta. Durante todo o jogo o que se viu foi a seleção remansense sempre partir em busca do resultado e os adversários matando as jogada, às vezes com faltas duras, tentando intimidar os atacantes locais.

Seleção de Remanso.

Seleção de Remanso.

Remanso 1 x 1 Ipirá

Seleção de Ipirá (BA).

Na primeira etapa a equipe da casa teve algumas chances desperdiçadas e isso fazia a torcida ficar cada vez mais impaciente. O primeiro tempo terminou em zero a zero, mas os remansenses, pela forma como jogaram, mereciam um resultado melhor.

A segunda etapa continuou com a pressão de Remanso e os adversários sempre tentando responder em contra-ataques, sem muita objetividade. Num desses contra-ataques a equipe de Ipirá teve um escanteio a seu favor e conseguiu abrir o placar aos 33 minutos, com gol do zagueiro Fernando (04), uma grande injustiça para o goleiro Ari, que vinha fazendo grandes defesas no jogo.

Gol da seleção de Ipirá.

Gol da seleção de Ipirá.

Os remansenses não se intimidaram com o gol sofrido e continuaram partindo para cima, fazendo a partida transformar-se num jogo de meio campo, com os ipiraenses encurralados no seu campo com raras idas ao ataque. O desânimo já tomava conta da torcida, mas os meninos de Remanso não desistiram. O jogo teve 5 minutos de acréscimo anotados pelo ábitro e aos 47 minutos, numa bela jogada do ataque alvi-verde, o artilheiro Lucílio (09) marcou o gol que trouxe novamente esperança para os remansenses. A torcida foi à loucura e fez com que o time partisse para cima e por pouco, muito pouco não conseguiu a virada.

Gol da seleção de Remanso.

Gol da seleção de Remanso.

Lucílio (9) marca o gol e corre para o abraço.

Lucílio (9) marca o gol e corre para o abraço.

Dedeco (à frente), jovem zagueiro de Remanso, puxa a galera para tentar o gol da virada.

Dedeco (à frente), jovem zagueiro de Remanso, puxa a galera para tentar o gol da virada.

Agora é preparar-se para o próximo jogo e buscar o resultado na casa do adversário. A equipe de Remanso já demonstrou que não se intimida com os jogos fora de casa, como aconteceu em Cipó, onde os remansenses até os 40 minutos do segundo tempo perdiam por 2 a zero, conseguiram empatar o jogo e a classificação na disputa de penaltis, e tem chances reais de trazer um ótimo resultado de Ipirá e passar à próxima fase da competição.
Gols da partida: Fernando (04) aos 33 minutos do segundo tempo marcou para Ipirá e Lucílio (09) fez o gol dos remansenses aos 47 minutos segundo tempo.

Tony Galêgo (11), de Ipirá: a dura batalha contra os carrapichos.

Tony Galêgo (11), de Ipirá: a dura batalha contra os carrapichos.

Substituições de Remanso: Saiu o colombiano Rennê (08) para a entrada de Guina (13) aos 21 minutos do segundo tempo; saiu Panga (11) para entrar o outro colombiano da equipe, Brayan (18) aos 31minutos do segundo tempo; saiu Clerinho (10) e entrou Rodrigo (17) aos 38 minutos do segundo tempo.
Substituições de Ipirá: Saiu o camisa 10 e entrou o camisa 19, aos 28 minutos do segundo tempo. Aos 45 minutos saiu o camisa 07 para a entrada do camisa 18. Estamos omitindo os nomes dos atletas substituídos, porque a equipe de Ipirá forneceu ao blog uma relação onde a numeração da relação não coincide com a numeração dos atletas em jogo.

Cartão amarelo: Pela equipe de Remanso receberam cartão amarelo o goleiro Ari (01) e o meia Clerinho (10). Os ipiraenses Anderson (06), Erivaldo (07) e Mathias (José Pereira dos Santos) (03).

Capitães: Remanso: Ariovaldo (01); Ipirá: José “Mathias” (03)

Árbitros - Central: Reinaldo Silva de Santana; assistente 01: Carlos Roberto dos Santos; assistente 02: Josivan Mendes das Montanhas; 4º Árbitro: João Duarte da Silva Neto e 5º Árbitro: Gilmar Lima Cavalcante.

Capitães das equipes: Ari (goleiro de Remanso), Mathias (zagueiro de Ipirá) e os Árbitros – Central: Reinaldo Silva de Santana; assistente 01: Carlos Roberto dos Santos; assistente 02: Josivan Mendes das Montanhas; 4º Árbitro: João Duarte da Silva Neto e 5º Árbitro: Gilmar Lima Cavalcante.

Árbitros – Central: Reinaldo Silva de Santana; assistente 01: Carlos Roberto dos Santos; assistente 02: Josivan Mendes das Montanhas; 4º Árbitro: João Duarte da Silva Neto e 5º Árbitro: Gilmar Lima Cavalcante.

Local do jogo: Estádio Municipal Walter Ribeiro, em Remanso, Bahia.

Vejam mais algumas fotos:

Rennê, o meia colombiano, é uma das peças fundamentais na equipe de Remanso.

Rennê, o meia colombiano, é uma das peças fundamentais na equipe de Remanso.

Não faltou malabarismo no jogo.

Não faltou malabarismo no jogo.

Testando a grama do Walter Ribeiro. rsrs

Testando a grama do Walter Ribeiro. rsrs

Remanso 1 x 1 Ipirá

Rafael Muniz comandando a torcida.

Remanso 1 x 1 Ipirá

Marcação cerrada em cima de Rennê.

Remanso 1 x 1 Ipirá Remanso 1 x 1 Ipirá Remanso 1 x 1 Ipirá

Os jovens zagueiros de Remanso, Dedeco e Daniel, no encalço de Tony Galêgo.

Os jovens zagueiros de Remanso, Dedeco e Daniel, no encalço de Tony Galêgo.

Os remansenses não se intimidaram e também jogaram duro.

Os remansenses não se intimidaram e também jogaram duro.

Jogo pegado...

Jogo pegado…

E o Tony Galêgo não tinha sossego.

E o Tony Galêgo não tinha sossego.

Clerinho, meia remansense, sempre uma marcação dura em cima dele.

Clerinho, meia remansense, sempre uma marcação dura em cima dele.

O bandeira mais "perseguido" pela torcida de Remanso.

O bandeira mais “perseguido” pela torcida de Remanso.

O goleiro Ari fez importantes defesas garantindo o resultado.

O goleiro Ari fez importantes defesas garantindo o resultado.

O jogo foi bastante disputado.

O jogo foi bastante disputado.

Patrick, mais jovem talentoso da seleção de Remanso.

Patrick, mais um jovem talentoso da seleção de Remanso (e o Dedeco lá, na cola do Tony Galêgo).

Torcedora multicolorindo a torcida no estádio Walter Ribeiro.

Torcedora multicolorindo a torcida no estádio Walter Ribeiro.

Bêga, da diretoria de esportes de Remanso, entrevista para Sérgio, de São Raimundo Nonato-PI.

Bêga, da diretoria de esportes de Remanso, entrevista para Sérgio, de São Raimundo Nonato-PI.

Hercules, treinador de Remanso, sendo entrevistado por Aílton Nery.

Hercules, treinador de Remanso, sendo entrevistado por Aílton Nery.

...foi em toda parte assim: sempre com a presença de Dedeco.

Marcação cerrada em cima de Tony Galêgo… 

Marcação cerrada em cima de Tony Galêgo...

…foi em toda parte assim: sempre com a presença de Dedeco (esquerda).

Quarto dia de Novena: A DIGNIDADE HUMANA É SAGRADA PORQUE DEUS ASSUMIU A CONDIÇÃO HUMANA

Texto da PASCOM Remanso: http://www.paroquiaderemanso.com/2014/10/a-dignidade-humana-e-sagrada-porque.html
Fotos: Tovinho Régis

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Na celebração da quarta noite do novenário de preparação para a festa de Nossa Senhora do Rosário, o subtema proposto para reflexão foi “As agressões à dignidade humana são agressões a Cristo”. O celebrante da noite, padre Josemar Mota, pároco do Santuário de Nossa Senhora das Grotas em Juazeiro Bahia, refletiu o subtema a partir da leitura do trecho do Evangelho de São Mateus (Mt. 25, 31-46), em que Jesus fala do juízo final e se identifica com os pobres, sofredores, marginalizados e excluídos da sociedade.

Padre Josemar Mota, pároco do Santuário de Nossa Senhora das Grotas, em Juazeiro Bahia.

Padre Josemar Mota, pároco do Santuário de Nossa Senhora das Grotas, em Juazeiro Bahia.

Todos nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus. “Nós somos seguidores de um Deus que se tornou homem, tornou-se gente. Jesus Cristo é Deus conosco, um Deus humano”, afirma pe. Josemar em entrevista concedida a Pascom. Contemplando o mistério da encarnação, Deus, na pessoa de Jesus, assumiu a condição humana, partilhando as alegrias e o sofrimento humano, sacralizando, assim, a dignidade da pessoa humana.

Em sua missão na Terra, Jesus anunciou o Reino de Deus, resgatando com suas palavras aqueles que são marginalizados e excluídos. As atitudes e gestos de Jesus sempre foram marcados pela inclusão, lembrou pe. Josemar durante sua pregação. Recordou ainda que Jesus identificou-se com os sofredores, pobres, abandonados e excluídos da sociedade. Por isso, no dia do juízo final cada um de nós será julgado a partir da nossa prática de justiça em favor da libertação dos pobres e oprimidos, resgatando neles a dignidade de filhos e filhas de Deus.

Recordando a mensagem profética de Dom José Rodrigues, pe. Josemar afirmou que “a Boa-Nova de Jesus ou é uma palavra de libertação ou não é o Evangelho de Cristo”. “A justiça é a palavra de Deus agindo no nosso meio” e “a justiça é o primeiro caminho para a caridade e para a solidariedade”, garantiu pe. Josemar Mota. A fé cristã significa reconhecimento e compromisso com a pessoa de Jesus Cristo. Portanto, uma fé autêntica torna-se solidariedade, caridade e justiça, porque Jesus anunciou, viveu e praticou a solidariedade, a caridade e a justiça.

Os cristãos e as cristãs são os continuadores da missão de Jesus, que é anunciar as maravilhas do Reino de Deus. A Igreja deve ser, portanto, sinal do amor de Deus no mundo. Não faz sentido uma fé que somente fica no louvor. A nossa fé deve ser uma fé que “nos faz encontrar Cristo no louvor e na ação solidária para com os nossos irmãos que sofrem”, frisou pe. Josemar.

Esta quarta noite foi marcada também pela bonita homenagem que as crianças da catequese, juntamente com as catequistas de nossa paróquia, fizeram a nossa inesquecível Irª Joana Margarida. Segundo pe. Josemar Mota, “a irmã Joana foi daquelas pessoas que encontrou neste mundo a sua real vocação e viveu esta vocação na alegria, na simplicidade, doando sua vida aos outros. Ela marcou a história da cidade de Remanso. A Irª Joana é um exemplo de cristão comprometido com o Reino de Deus. A Irª Joana foi para nós um instrumento de Deus”.

Vejam mais fotos:

Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena Quarta noite de Novena

Terceiro dia de Novena: ‘‘O TRÁFICO DE PESSOAS SIGNIFICA TIRAR A LIBERDADE DO SER HUMANO’’

Texto da PASCOM Remanso: http://www.paroquiaderemanso.com/2014/10/o-trafico-de-pessoas-significa-tirar.html
Fotos: Tovinho Régis

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Remanso, Bahia.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Remanso, Bahia.

Aconteceu nesta quinta-feira a terceira noite do novenário de Nossa Senhora Rosário, padroeira da comunidade católica de Remanso. Neste terceiro dia, os fiéis presentes na praça da Igreja Matriz foram convidados a refletir a seguinte indagação: “O que é o tráfico de pessoas?” A celebração da noite foi presidida pelo padre Edilson, pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima em Dirceu Arco Verde Piauí. Ele também fez a reflexão do subtema proposto.

Padre Edilson, pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima em Dirceu Arco Verde Piauí.

Padre Edílson, pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Dirceu Arco Verde, Piauí.

Pe. Edilson iniciou sua pregação afirmando que “o tráfico de pessoas significa tirar a liberdade do ser humano”. Traficar pessoas é, portanto, desumanizá-las, pois Deus nos fez para a liberdade e não para a escravidão. O tráfico de seres humanos, que é considerado por vários especialistas a escravidão contemporânea, é fonte de lucro, ficando atrás apenas do tráfico de drogas. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o tráfico de pessoas movimenta por ano mais de 30 bilhões de dólares. O tráfico para fins de exploração sexual é responsável por 85% desse valor.

O tráfico humano possui três modalidades: ou para fins de exploração sexual, ou para a escravidão laboral ou para fins de remoção de órgãos. Reduzida à condição de simples mercadoria, a exploração da pessoa traficada garante o lucro de alguns em detrimento de muitos. Ante esta triste realidade, nós cristãos não podemos nos manter indiferentes, pois Jesus não nos quer acomodados diante das injustiças do mundo, afirmou pe. Edilson.

A leitura do Evangelho do dia (que foi o texto escolhido para a reflexão da terceira noite) nos lembra que a missão do cristão é anunciar e tornar presente a realidade do Reino entre as pessoas. Neste trecho do Evangelho (Lc. 12,49-53), Jesus nos estimula a tomar uma decisão: assumir ou não a causa do Reino, mesmo sabendo que dizer sim aos valores do Reino pode provocar divisões até mesmo no relacionamento familiar. O cristão autêntico é aquele que não “fica em paz com sua consciência diante de realidades que atentam contra a dignidade da pessoa humana [como é o caso do tráfico humano]”, alertou o pároco da paróquia de Dirceu Arco Verde.

Após a celebração, pe. Edilson concedeu entrevista a equipe da Pascom. Ele disse que sempre que vem à novena de Nossa Senhora do Rosário fica “encantado com a participação das pessoas, do povo, com o fervor das pessoas e de sua alegria em festejar a padroeira da paróquia”. Afirmou ainda “que o tráfico de pessoas é um atentado contra a liberdade da pessoa, contra a dignidade do ser humano e contra a liberdade que Deus deu ao ser humano”. O tráfico é, portanto, uma realidade que vai de encontro à vontade de Deus, pois Ele não suporta nenhum tipo de escravidão.

A denúncia sem medo a órgãos competentes, bem como a oração tendo em vista o sofrimento das pessoas humanas vítimas do tráfico humano são gestos concretos que o cristão deve praticar na luta contra o tráfico de seres humanos, sugeriu padre Edilson.

Vejam mais algumas fotos:

Luciana Guimarães e Carlos Castelo Branco.

Luciana Guimarães e Carlos Castelo Branco.

Rafaella e sua irmã.

Rafaella e sua irmã.

Em pé: Cassinha, Gildete e Carmelita Rocha. Sentadas: Miriam e Joedna Régis

Em pé: Cassinha, Gildete e Carmelita Rocha. Sentadas: Miriam e Joedna Régis

Astrogildo Miag, com participação especial de Luciana Guimarães. rsrs

Astrogildo Miag, com participação especial de Luciana Guimarães. rsrs

Terceira Noite de Novena

O casal Lília Maria e Orígenes com sua amiga pilãoarcadense.

O casal Lília Maria e Orígenes com sua amiga pilãoarcadense.

Neila e Lília Régis.

Neila e Lília Régis.

Norma e Paulo César.

Norma e Paulo César.

Fábio e Esposa.

Fábio e Esposa.

Padre José Benedito Rosa.

Padre José Benedito Rosa.

Benção do Santíssimo.

Benção do Santíssimo.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

As porta-castiçais.

As porta-castiçais.

Silvano Moura e familiares.

Silvano Moura e familiares.

Edmar Freire.

Edmar Freire.

Jefferson Baía.

Jefferson Baía.

Dandara e Maria Olívia.

Dandara e Maria Olívia.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Fátima e Bereca Ribeiro.

Fátima e Bereca Ribeiro.

As irmãs Bereca, Marildes e Eulália Ribeiro.

As irmãs Bereca, Marildes e Eulália Ribeiro.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Terceira Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Segunda noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário

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O subtema desta noite, com pregação do padre José Erimateia, da paróquia de São João Batista de Uauá, foi “Deus, autor da liberdade, não tolera a escravidão”.

Os noiteiros do dia: Grupo de Idosos, CRAS, NAPI, Centros Comunitários, Creche São José, Centro Juvenil São Leão Magno, SASOP, IRPAA, Rede de Mulheres e Quadras 16 e 17.

Nesta segunda noite o número de fieis já aumentou bastante e os remansenses “estrangeiros” vão chegando aos montes para abrilhantar a festa da padroeira de Remanso.

Segunda noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário.

Segunda noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário.

Todas as noites, como já virou tradição na festa de outubro, sempre acontecem as homenagens às pessoas e entidades que prestam serviços à comunidade remansense. A irmã Joana Margarida, por exemplo, é a grande homenageada deste ano pela sua vida dedicada aos serviços da Igreja em Remanso e à sua busca incessante pela melhoria de vida das crianças menos favorecidas da nossa cidade. Foi uma batalhadora e não mediu esforços para ajudar na formação cristã dessas crianças, principalmente na criação de alguns corais e no estímulo à criação da escola de música de Remanso, além de conseguir alguns instrumentos para ajudar na formação musical de crianças e adolescentes católicos.

Homenagem aos 25 anos do SASOP na nossa região.

Homenagem aos 25 anos do SASOP na nossa região.

Nesta noite a homenagem especial foi para o SASOP, entidade que este ano completa 25 anos de atuação em Remanso e região. Neste tempo todo o SASOP sempre esteve presente no meio rural, sempre buscando aprimorar as técnicas dos nossos irmãos sertanejos, trazendo para eles as ferramentas para livrá-los da escravidão e levá-los à liberdade, como bem indica o tema da noite. Parabéns ao SASOP e que tenham uma longa existência, sempre em favor dos menos favorecidos.

Ao final da novena a Secretaria de Saúde montou um posto de vacinação contra gripe, onde foram vacinadas uma grande quantidade de pessoas. Aproveitando, as amigas Suzie e Ivana avisam que na noite desta quinta-feira também estarão vacinando pessoas de todas as idades, mas advertem que quem já foi vacinado este ano não deve tomar uma nova dose.

Vejam mais algumas fotos da noite:

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Começa o novenário de Nossa Senhora do Rosário: Remanso em festa!

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Com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos Lebertou” (Gl 5,1), começou nesta terça feira, 21/10, o novenário de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Remanso, Bahia. O sub-tema da noite foi “A criação, fonte da dignidade humana”, celebrado pelo padre José Benedito Rosa, com coparticipação dos padres Josemar Mota (pároco da catedral de Juazeiro-BA), João Sena (vigário de Curaçá-BA), José de Erimateia (Paróquia de Uauá-BA) e padre Edmundo (Paróquia de Remanso-BA). Os noiteiros deste primeiro dia foram os Legionários e Legionárias, Rosário Permanente, Carismáticos, Ministros e Ministras da Eucaristia, Terço dos Homens, Quadras 09, 11, 13 e BNH.

Padre João Sena, vigário de Curaçá-BA.

Padre João Sena, vigário de Curaçá-BA.

O vigário de Curaçá, padre João Sena, na sua pregação, traçou um paralelo do trecho bíblico do livro de Gênesis, que trata da criação da humanidade, “onde Deus criou todas as condições para que a pessoa possa viver com dignidade para que todos possam viver na liberdade” com a realidade em que vivemos hoje, onde as mesmas condições estão colocadas. “Nós também fomos colocados no jardim e nesse jardim também tem muitas árvores com frutos saborosos…”. “Assim como nos tempos de nossos primeiros pais, o jardim também é hoje e Deus nos permite usufruir desse jardim, porém com a mesma orientação que deu aos nossos primeiros pais, a gente não pode mexer em tudo que está aí. “…Tudo que Deus fez foi bem feito e tudo que Deus fez foi exatamente para favorecer a nossa liberdade…”.
Entretanto, o mau uso da liberdade e a falta de zelo com o nosso rio São Francisco, por exemplo, onde a gente usa o rio mas não cuida, não zela, vem prejudicando tantas outras vidas. “É só lembrar que os primeiros habitantes do Brasil que viviam nas margens do rio deixaram de existir; muitos peixes que haviam nesse rio também deixaram de existir e muitas outras espécies de vida que vocês mesmos conheceram já não existem mais”.
“Onde não há vida também não pode haver liberdade”.
“Diante desse desastre que acontece aqui na nossa região com os mananciais de água, com a caatinga, com a vegetação, com o Rio São Francisco, nós somos chamados também por Deus, através da realidade, a colaborar com a criação a colaborar com a vida. Celebrar esta novena é a gente de fato se comprometer com a vida, é se comprometer com a liberdade.”
“Caríssimos irmãos e irmãs, vamos pedir pela intercessão de Nossa Senhora do Rosário, que nós sejamos sensíveis aos apelos de Deus, que nós possamos ser colaboradores de Deus para com a vida, para com a criação. Pedir à virgem do Rosário para que nós possamos ter ânimo para a gente recuperar a nossa região, para a gente recuperar o nosso rio São Francisco. Porque tudo o que foi feito foi para favorecer a vida, foi para favorecer a dignidade, foi para favorecer a nossa libertação. Então vamos dizer sim ao plano de Deus como nossa Senhora sempre disse. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.” Assim o padre João Sena encerrou a sua pregação.
Vejam mais algumas fotos:

Bíblia Sagrada.

Bíblia Sagrada.

Celina, Cecé e Nildete.

Celina, Cecé e Nildete.

Alleluia!

Alleluia!

Zezinho da Nair e Hildete Figueiredo.

Zezinho da Nair e Hildete Figueiredo.

Arlenícia e o abraço da paz.

Arlenícia e o abraço da paz.

Santíssimo Translúcido.

Santíssimo Translúcido.

Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Novena de Nossa Senhora do Rosário.

Procissão do Santíssimo Sacramento.

Procissão do Santíssimo Sacramento.

Dra. Fabiana na procissão do Santíssimo Sacratamento.

Dra. Fabiana na procissão do Santíssimo Sacratamento.

Jorge Antônio e Paula Salves: os "paulistas" de Remanso.

Jorge Antônio e Paula Salves: os “paulistas” de Remanso.

Padre João Sena, vigário de Curaçá-BA.

Padre João Sena, vigário de Curaçá-BA.

Anjinhas, uma tradição das novenas.

Anjinhas, uma tradição das novenas.

Padre Benedito e Padre João Sena.

Padre Benedito e Padre João Sena.

Cristo pregado na cruz.

Cristo pregado na cruz.

Os “sem água” de São Paulo (Na pele de Alkmin).

Roberto Malvezzi (Gogó)*

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A nordestina que assistia televisão começa a chorar quando vê o sofrimento de uma mulher paulistana da periferia, com a pia cheia de pratos, o vaso sanitário cheio de outras coisas, há dois dias sem tomar banho e sem saber como lidar com essa penúria de água.
Essa história ouvi na cidade de Canudos nesse sábado passado, aqui no sertão da Bahia, local simbólico da luta nordestina pela terra e pela água. Quem me contou foi o Pe. Alberto, pároco da cidade, durante a romaria de Canudos que acontece todos os anos.
Não queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina) ou em tantas cidades nordestinas em outras épocas, a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede. Como se diz aqui pelo sertão “a fome e a sede tem cara de herege”.
O sofrimento humano causado pela falta d’água se generaliza em todo o país. Primeiro como resultado de um processo histórico de degradação e maltrato para com nossos mananciais. Segundo pela incapacidade total de nossas autoridades que tem poder de decisão de ver o que acontece e tomar medidas preventivas contra o pior. Terceiro porque a questão eleitoral não permite o debate sério que a cidade de São Paulo e outras regiões do país – como o São Francisco – terão que tomar ao menos para sobreviver, causando até piedade de uma senhora nordestina que sabe o que é passar uma vida labutando por um pouco de água. Hoje, no sertão de Canudos, ela está muito melhor que a paulistana.
O sofrimento humano deveria gerar solidariedade, não preconceitos e raivas. Prefiro a sensibilidade da nordestina de Canudos que todos os discursos feitos nessa eleição contra o Nordeste e seu povo. A voz das redes sociais, então, mesmo vindo de médicos, advogados, políticos, intelectuais, etc., espelha o que há de pior no ser humano. A lágrima da nordestina o que há de melhor no Nordeste e no povo brasileiro.
Mas, Alckmin que se proteja. Basta um palito de fósforo e essa água pega fogo.

*Roberto Malvezzi (“Gogó”), nasceu em 1953, no município de Potirendaba, São Paulo. É graduado em Estudos Sociais e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, em São Paulo e graduado em Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo. Foi Coordenador Nacional Comissão Pastoral da Terra – CPT. Ao longo dos anos, lutou contra o regime militar, na defesa dos direitos das populações realocadas em razão da barragem de Sobradinho. Atualmente, reside em Juazeiro-BA e atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

O “pão de cada dia” e o salário mínimo.

Roberto Malvezzi (Gogó)*

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Nesse segundo turno votarei no salário mínimo.

As informações nos dizem que 80 milhões de brasileiros vivem desse salário. Outros 40 milhões sequer recebem um mínimo.
Nele eu vejo o rosto de trabalhadores do campo e da cidade, desde os aposentados rurais, pescadores, a maioria dos dependentes da previdência social, balconistas de lojas e redes de supermercados, inclusive a juventude dependurada nos telefones dos call centers. Vejo inclusive gente da minha própria família.
Nas grandes cidades essas pessoas gastam quatro horas nos ônibus, trabalham duro oito horas por dia, se arrebentam a semana inteira para ao final do mês ganhar um salário mínimo. É o povão brasileiro, cujas referências não vão muito além da família, do grupo de amigos, ou de alguma igreja do bairro.
No tempo de FHC o salário mínimo valia em torno de 60 dólares, correspondendo hoje a cerca de 150,00 reais. Mesmo com a desvalorização do dólar, hoje ele não passaria de 400,00 reais. Muito distante dos 724,00 reais do mínimo atual. E esse longe do cálculo do DIEESE, pelo qual o mínimo deveria estar em 3.079,00 reais para sustentar uma família de cinco pessoas.
Armínio Fraga, o homem que será o dirigente econômico caso Aécio seja eleito, já disse que o “salário mínimo do Brasil está muito alto” (Youtube, TV Estado). Aécio disse que o importante é a economia, não o salário mínimo. Portanto, quando for fazer os ajustes econômicos tão pedidos pelo mercado, já sabemos por onde ele vai começar.
Quando as pessoas votam normalmente olham seus interesses. A classe média tradicional quer estabilidade para poder fazer suas viagens, manter o nível de seus salários, poder comprar o carro do ano, assim por diante. Digamos que, numa sociedade como a nossa, seus interesses sejam legítimos.
A elite, aquela que pode ter dinheiro na especulação financeira, pensa se os juros permanecerão altos, se o governo central vai ter dinheiro para honrar seus compromissos com os pagamentos da dívida pública, se teremos exportações para garantir a entrada de dólares e assim garantir o superávit primário, que no fundo redunda na manutenção do status bilionário de aproximadamente 2% da população brasileira.
O povo quando vota quer saber se o que ganha vai pôr a comida na mesa, pagar o aluguel, o gás, a luz, a água, se vai sobrar algum dinheiro para a roupa, para o celular, para a TV ou um lazer de fim de semana. Os mais idosos e doentes pensam inclusive no dinheiro dos remédios. Enfim, trabalham por necessidades básicas e algum desejo de consumo da sociedade contemporânea.
Então, para mais de 100 milhões de brasileiros o salário mínimo é seu pão de cada dia, para utilizar uma expressão evangélica.
Nesse sentido, parafraseando Gandhi, simplesmente voto no salário mínimo para que multidões simplesmente vivam.

OBS: não iria escrever esse texto depois do escrito por Pedro Ribeiro de Oliveira…Mas, ainda assim achei conveniente.

*Roberto Malvezzi (“Gogó”), nasceu em 1953, no município de Potirendaba, São Paulo. É graduado em Estudos Sociais e em Filosofia pela Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, em São Paulo e graduado em Teologia pelo Instituto Teológico de São Paulo. Foi Coordenador Nacional Comissão Pastoral da Terra – CPT. Ao longo dos anos, lutou contra o regime militar, na defesa dos direitos das populações realocadas em razão da barragem de Sobradinho. Atualmente, reside em Juazeiro-BA e atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.