Água põe fogo no campo

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Aproximadamente mil pessoas entraram nas fazendas Igarashi e Curitiba em Correntina, Bahia, quebraram os pivôs centrais de irrigação das empresas e derrubaram as instalações elétricas.

Bastou para que a mídia falasse em vândalos, invasores, e a senadora Ana Amélia (Golpista) chegou a falar em exército de Lula no Senado, referindo-se ao MST. Quanta estupidez na boca de uma só senadora!

O MST não estava lá e nem precisava, porque a reação foi das comunidades ribeirinhas, mães e pais de família. É bom a senadora saber que a Bahia é governada por um petista e o INEMA, organismo que concede as outorgas de água no Oeste Baiano, tem grande responsabilidade nessa monstruosa outorga do Arrojado para as empresas beneficiadas.

Há décadas participo da reflexão sobre a água no mundo. Na Campanha da Fraternidade de 2004 já levantávamos a questão do novo discurso da água, de sua privatização, mercantilização, da oligarquia internacional da água, mas também da necessidade de defender a água como direito fundamental da pessoa humana e de todos os seres vivos, além de defendermos que a água, muito além do que querem os hidrólogos, tem múltiplos valores além dos múltiplos usos. Chamamos todos os negócios da água de hidronegócio.

Um dos principais prognósticos levantadas mundialmente é a questão da “guerra pela água”, já que a redução de um bem imprescindível à vida a uma mercadoria qualquer só pode transformar-se em guerra, como aconteceu em Cochabamba, na Bolívia.

Esses dias lancei o artigo “Hidrocídio Brasileiro” (http://robertomalvezzi.com.br/2017/10/09/845/), falando da matança de nossos mananciais, principalmente nossos rios, citando a decadência visível do Tocantins, Araguaia, Javaés, Araguari no Amapá, além do São Francisco e seus afluentes. É bom lembrar que o assassinato de uma grande bacia sempre começa por seus afluentes. Assim é a morte do São Francisco, que depende de rios como o Arrojado, esse saqueado pelas empresas, a tal ponto que as comunidades ribeirinhas ficaram sem água. A ocupação foi uma reação ao processo predador das empresas.

Quem está destruindo as florestas brasileiras – sobretudo a Amazônia que produz os rios voadores e o Cerrado que armazena as águas desses rios aéreos – é o agronegócio da senadora Ana Amélia (Golpista), apoiado por mais uns 50 senadores e mais de 200 deputados. Todos reforçados pelos meios de comunicação, sobretudo a Globo. É o agronegócio que está promovendo esse hidrocídio e a guerra pela água no campo.

Vale repetir que a água é bem vital e seu maior valor é o biológico, isto é, só há vida onde tem água. Deputados e senadores podem fazer muitas leis, mas não conseguem mudar as leis básicas da vida.

Ou mudamos nossa política hidrocida, ou a água vai pôr fogo no campo brasileiro.

Quem tiver interesse em assinar a nota em apoio às populações atingidas, contactar

comunicacao@cptba.org.br

7133284672 ou 7133295750

NOTA DAS ENTIDADES DA REGIÃO: Cansado do descaso das autoridades, o povo de Correntina reage em defesa das águas

A mídia está a noticiar que na manhã de quinta-feira, 02/11/2017, feriado de Finados, houve manifestação de populares nas Fazendas Igarashi e Curitiba, no distrito de Rosário, município de Correntina. Segundo imagens e áudios que circulam pela Internet, estas fazendas teriam sido invadidas e parte de suas máquinas, instalações e pivôs quebrados e incendiados, e que os autores destas ações são populares de Correntina. Segundo os relatos participaram da ação entre 500 a 1.000 pessoas.

O Oeste da Bahia tem se destacado como produtor de grãos para exportação, referência para o agronegócio nacional, cada vez mais de interesse internacional. Está inserido no MATOPIBA – projeto governamental de incentivo a esta produção nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – atual fronteira agrícola brasileira, onde estão localizados os últimos remanescentes de Cerrado no Brasil. É nesta região onde se encontram os rios Carinhanha, Corrente e Grande, suas nascentes, subafluentes e afluentes, principais contribuintes com as águas do rio São Francisco na Bahia, responsáveis por até 90% de suas águas no período seco. São estas águas que abastecem milhares de comunidades rurais e centenas de municípios baianos e dos outros estados do Submédio e Baixo São Francisco.

Os conflitos causados pela invasão da agropecuária, desde os anos 1970, no que eram os territórios tradicionais das comunidades que habitam o Cerrado, têm sido pauta de uma intensa discussão, e de dezenas de audiências públicas. A gravidade destes conflitos é de conhecimento regional, estadual, nacional e até internacional. Contudo, ao longo de décadas o agronegócio nunca assumiu a responsabilidade por sua nefasta atuação, alicerçada num tripé que tem como eixos centrais: a invasão de terras públicas por meio da grilagem e da pistolagem; o uso de dinheiro público para implantação de megaestruturas e de monoculturas de grãos e pecuária bovina; o uso irresponsável dos bens naturais, bens comuns, com impactos irreversíveis sobre o ambiente, em especial, sobre a água e a biodiversidade, além de imensuráveis impactos sociais.

A ação do povo de Correntina não é de agora. Assistindo à sequência de morte de suas águas essenciais, diante do silêncio das autoridades, ações do tipo e outras vêm sendo feitas há mais tempo. Em 2000, populares entupiram um canal que pretendia desviar as águas do mesmo rio Arrojado agora ameaçado pelas fazendas no distrito de Rosário. O canto fúnebre das “Alimentadeiras de Alma”, antiga tradição religiosa de rezar pelos mortos, passou a ser realizado para chamar a atenção para a morte das nascentes e rios às centenas na região. Romarias com milhares de pessoas vêm sendo feitas nos últimos anos em cidades da região em protesto contra a destruição dos Cerrados.

As ações do agronegócio possuem a chancela do Estado baiano e brasileiro, que age como incentivador e promotor, é insuficiente ou omisso nas fiscalizações e tem sido conivente com a sua expansão por meio da concessão de outorgas hídricas e licenças ambientais para o desmatamento, algumas sem critérios bem definidos. Estes critérios que vêm passando por intensas flexibilizações com as mudanças radicais na legislação ambiental. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA concedeu à Fazenda Igarashi, por meio da Portaria nº 9.159, de 27 de janeiro de 2015, o direito de retirar do rio Arrojado uma vazão de 182.203 m³/dia, durante 14 horas/dia, para a irrigação de 2.539,21 ha.

Este volume de água retirada equivale a mais de 106 milhões de litros diários, suficientes para abastecer por dia mais de 6,6 mil cisternas domésticas de 16.000 litros na região do Semiárido. Agrava-se a situação ao se considerar a crise hídrica do rio São Francisco, quando neste momento a barragem de Sobradinho, considerada o “coração artificial” do Rio, encontra-se com o volume útil de 2,84 %. A água consumida pela população de Correntina aproximadamente 3 milhões de litros por dia, equivale a apenas 2,8% da vazão retirada pela referida fazenda do rio Arrojado.

Alegar que as áreas irrigadas no Oeste da Bahia representam apenas 8% da região, ou seja, 160 mil hectares num universo de 2,2 milhões de hectares, não minimiza seus impactos. Megaempreendimentos e suas obras de infraestrutura em plena construção com vistas à expansão das áreas irrigadas determinam uma rota de cada vez maior devastação. Alguns exemplos: Fazenda Santa Colomba, em Côcos, Fazendas Dileta; Celeiro e Piratini, em Jaborandi; Fazendas Sudotex, Santa Maria e Igarashi, em Correntina. Algumas destas fazendas estão construindo centenas de quilômetros de canais, dezenas de reservatórios (piscinões), perfuração de centenas de poços tubulares e instalação de centenas de pivôs. Quanta água está sendo comprometida com tudo isto? Se a irrigação não fosse uma tendência regional, como explicar tantos investimentos neste modelo de agricultura? Comitês e Planos de Bacia e outras medidas no campo institucional, antes promovem esta rota insana, do que preservam os bens comuns da vida, hoje e de amanhã.

A ganância do agronegócio e as conveniências dos que representam o Estado são os responsáveis pelo desespero do povo. Não há ciência no mundo que possa estimar um valor monetário para o rio Arrojado, e isso o povo de Correntina parece compreender bem. Os próceres do agronegócio agem com hipocrisia e continuam se negando a assumir o passivo socioambiental existente no Oeste Baiano. Não resistem a uma mínima comparação com o modo de produzir dos pequenos e médios agricultores, que fornecem os alimentos diversos que a população consome com impactos infinitamente menores e muito mais cuidados de preservação. Não há como evitar a pergunta: os equívocos dos processos para outorgas hídricas e licenciamentos ambientais e a falta de fiscalização eficiente dos órgãos responsáveis são garantias para a legalidade e legitimidade do agronegócio?

Diálogo com os representantes do agronegócio tem sido um simulacro de democracia e honestidade.  Na audiência pública havida em Jaborandi, no dia 27/10/2017, para discutir a questão das águas, outorgas e legislação ambiental, com interessados dos municípios de Jaborandi, Coribe e Correntina, populares foram impedidos de questionar a tese, na ocasião defendida por conhecido cientista aliado do agronegócio, de que não há relação entre a ação humana e as mudanças climáticas.

Flagrantes contradições do modelo de desenvolvimento regional são inúmeras e precisam ser evidenciadas. Por exemplo, a de que é muito maior a área preservada de Cerrado em relação à explorada. Omite-se que as áreas de Reserva Legal das fazendas do Oeste da Bahia estão sendo regularizadas por meio da “grilagem verde” sobre os territórios das comunidades tradicionais, e que a função ecológica cumprida pelas Áreas de Preservação Permanente – APPs, aos longo dos cursos d’água, nas áreas de descarga, são diferentes das funções ecológicas que cumprem os chapadões responsáveis pelo abastecimento do aquífero Urucuia, áreas de recarga, que já foram dizimadas pelo agronegócio.

A luta em defesa da vida mais uma vez é marcada pelo protagonismo popular de quem faz com as mãos a história e sabe que a água não é mercadoria, como quer convencionar o agronegócio, inclusive utilizando-se da Lei 9.433/1997, a “Lei das Águas”. As águas do rio Arrojado abastecem comunidades centenárias e não podem servir apenas aos interesses dos irrigantes como o grupo Igarashi, que chega à região com a má fama de ter que migrar da Chapada Diamantina, uma das regiões da Bahia que sofrem com a crise hídrica, em especial, na bacia do rio Paraguaçu, justamente por conta dos impactos de sua exploração. Os conflitos ambientais parecem não findar com o caso das fazendas deste grupo, pois esta é apenas uma fazenda num universo de inúmeras do Oeste da Bahia. Tudo indica, portanto, que o cansaço do povo frente ao arrojo do agronegócio e ao descaso das autoridades e a urgência da defesa da vida seja o argumento que impõe esta reação.

Deste modo e diante da notória crise hídrica, somada à irresponsabilidade arrogante do agronegócio e à incompetência do Estado, tal cenário coloca o povo em descrença e desespero, ao ver o rio Arrojado, base para sua convivência e modo de vida, com tamanhos sinais de morte, assim como inúmeros riachos, nascentes, veredas e rios da região. E, então, partem para alguma reação concreta, que chame a atenção dos responsáveis públicos e privados. Não há palavras para descrever o sentimento coletivo que tomou conta do povo de Correntina, que num ímpeto de defesa agiu para defender-se, pois sabe que se não mudar o modelo de “desenvolvimento”, baseado no agronegócio, estarão comprometidas as garantias de vida das populações atuais e futuras.

Novembro de 2017.

Agência 10envolvimento

Articulação Estadual dos Fundos e Fechos de Pasto da Bahia

Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais da Bahia – AATR/BA

Coletivo de Antônia Flor – Assessoria Técnica e Popular em Direitos Humanos

Comissão Pastoral da Terra – CPT/BA

Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP/MG

Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco – FUNDIFRAN

GeograFAR/UFBA

Levante Popular da Juventude

Licenciatura em Educação do Campo: Ciências Agrárias/UFRB

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Movimento Estadual dos Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia – CETA

Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP – Diocese de Bom Jesus da Lapa

Pastoral do Meio Ambiente – PMA – Diocese de Bom Jesus da Lapa.

Programa de Pós- Graduação em Educação do Campo/UFRB, Mestrado Profissional em Educação do Campo

Rede Nacional de Advogados e Advogadas Popula

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Nona Noite do Novenário

Nona Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário

A última noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário foi presidida pelo bispo da Diocese de Juazeiro, Dom Carlos Alberto Breis (Dom Beto), e concelebrada pelos padres José Benedito, Edmundo, Josemar Mota e João Borges. O subtema escolhido para a reflexão foi “Maria, a Mãe do Rosário, nos quer cultivando e guardando a Criação”. Noiteiros: famílias, ECC, Ministros (as) da Eucaristia, Comunidades do Interior, Visitantes, Filhos (as) de Remanso residentes em outras cidades e pescadores e pescadoras.

Nona Noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário

Refletindo o Evangelho de domingo (Mt. 22, 34-40), Dom Beto afirmou que amar não é simplesmente gostar. “Amar é sair de si. Amar é colocar-se no lugar do outro”. Deus não apenas gosta de suas criaturas; Ele as ama profundamente e verdadeiramente. “Todo amor é sem medida”.

Quando os fariseus questionaram Jesus sobre qual seria o maior mandamento da Lei, eles não o interrogaram como discípulos que querem aprender com seu mestre; pelo, contrário questionaram Jesus para experimentá-lo, isto é, colocá-lo numa contradição para depois poderem condená-lo. E Jesus respondeu: “Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todo o seu entendimento e ao seu próximo como a si mesmo”.

Com essa resposta, afirmou Dom Beto, Jesus quis mostrar que o amor possui duas dimensões: uma vertical (a relação da pessoa com Deus) e uma horizontal (a relação da pessoa com o outro). Essas duas dimensões, continuou o bispo, não podem ser separadas, ou seja, não podemos dizer que amamos a Deus sem sermos capazes de nos colocarmos no lugar do outro para poder sentir a sua dor.

“O cuidar da Criação é uma forma de amar o outro”, afirmou Dom Beto. Não há expressão de amor a Deus que não passe pelo cuidado e guarda da Criação. “A festa da padroeira é essa grande ocasião de a gente olhar para Maria e dizer: queremos como ela entrar numa lógica diferente [que rompa com a lógica do egoísmo, do utilitarismo]. E a relação com as criaturas é um caminho indispensável para a gente viver a intimidade com Deus, o amor a Deus, amando tudo aquilo que Ele fez, cultivando, guardando todas as suas criaturas”.

Texto: Marcos Paulo.

Fotos: Tovinho Régis

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Oitava Noite do Novenário.

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O subtema da penúltima noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário foi “No Brasil, quero ver o direito brotar e correr a justiça qual riacho que não seca”. Noiteiros: Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, profissionais da saúde, grupo AA, CAPS, Vicentinos e quadras 07 e 10. A reflexão foi feita por Pe. Josemar Mota.

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Refletindo um trecho do Evangelho de Lucas (4, 14-21), Pe. Josemar afirmou que todo o projeto de Jesus se resume na promoção da dignidade da pessoa humana. Dessa forma, é dever de todo cristão assumir este projeto, pois ao ser batizado, ele recebe o Espírito Santo de Deus para dá continuidade a missão libertadora de Jesus.

Mas em que consiste a missão de Jesus?, questionou Pe. Josemar. Ela consiste em anunciar a Boa Notícia aos pobres, proclamar a libertação aos presos, recuperar a vista dos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do senhor. É por isso que a Igreja faz uma opção preferencial pelos pobres, pois são eles os preferidos de Deus, aqueles que mais necessitam de justiça e de direitos.

O que deve distinguir a comunidade católica é seu compromisso com a justiça e com o direito, destacou Pe. Josemar. Ele disse também que devemos nos organizar, enquanto sociedade, nas associações, sindicatos, pastorais e movimentos sociais tendo em vista a promoção da justiça e do direito.

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Maria é fonte de inspiração na luta por uma sociedade justa, fraterna e solidária, pois no seu canto Ela garante que Deus realiza proezas com seu braço, dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos, eleva os humildes, aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias.

Texto: Marcos Paulo.

Fotos: Tovinho Régis

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Sétima Noite de Novena

Sétima Noite do Novenário de Nossa Senhora do Rosário

Com o tema “Praticando os Valores do Reino, cooperamos com Deus na guarda e proteção da Criação”, aconteceu, nesta sexta-feira, 27/10, a sétima noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário. O celebrante foi o padre Bernardo Hanke, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, de Campo Alegre de Lourdes, Bahia.

Os noiteiros foram: Grupo de Idosos, CRAS, NAPI, CREAS, Centros Comunitários, Creche São José, Centro Juvenil São Leão Magno e Quadras 16 e 17.

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Sexta noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário

Sexta Noite - Novena de Nossa Senhora do Rosário

Aconteceu nesta quinta-feira, 26/10, a sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Remanso.

Tema da noite: Jovens, escutem o grito da Terra e dos pobres que sofrem com os desequilíbrios ecológicos! O celebrante foi o padre Cícero Diego, coordenador do Setor Diocesano da Juventude, da Diocese de Juazeiro, Bahia.

Noiteiros: Funcionários Públicos, Jovens, Grupo de Capoieira, SCFV, kEstudantes, Grupo Demolay, Grupo Filhas de Jó, Grupo Hip-Hop, Professores, Quadra 08 e Vila Celso Campinho.

Sexta Noite - Novena de Nossa Senhora do Rosário

Foi uma noite com grande participação da juventude remansense, com apresentações ligadas ao tema da noite feitas pelas jovens estudantes da Escola Girassol.

Vejam mais algumas fotos, todas de Tovinho Régis:

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I Encontro Jovem – Eu sei quem sou

O evento “Eu sei quem sou” realizado por psicólogas para adolescente na Cidade de Remanso-BA, tem como objetivo ampliar a percepção dos adolescentes diante dos seus sentimentos, emoções, medos, incertezas e questionamentos existenciais que marca essa fase intensa da adolescência, na qual, é permeada por mudanças e transformações tanto físicas quanto psicológicas. Nesse etapa o adolescente tenta se adequar e se autoajustar diante do vasto mundo cheio de cobranças, normas e padrões socioeconômicocultural que o levará para a próxima fase que é a idade adulta. Assim, pensando na existência de tamanha vulnerabilidade emocional e práticas destrutivas dos adolescentes , surgiu então o “Projeto em busca da identidade”respaldado em atividades que desenvolvam autonomia, conhecimento subjetivo e autoajustamento criativo em meio a seu contato com o mundo e suas vivências.# Conheça a ti mesmo para aprender a lidar com seus conflitos e emoções# Pois, o que pensoreflete no que sinto e as minhas emoções interferem no que faço e como vivencio o mundo🌍 Venha conferir o nosso evento e saia com um olhar holístico🌍🌍🌌#Euseiquemsou@😘
🌟LOCAL: Chácara minha Jóia.
🌟Data: 10 de Dezembro 2017.
Horário: 8:00 às 19:00 horas.
🌟Valor do evento : R $ 70
🌟Público e Faixa etária: Adolescentes e jovens de 12 à 18 anos.
🌟Metodologia utilizada: 🔸monólogo teatral .
🔸Atividade recreativa com oficina de Hip-Hop ip -Hop (pof°Ismael).
🔸 Diálogos e intervenções sobre a busca da identidade e seus conflitos.
🔸Roda de conversa.
🔸Dinâmica reflexiva .
🔸Formação de grupos com roda de violão (Prof° Fábio Willian)
🔸Luau do Eu com desfile dos participantes caracterizados com fantasias que melhor se adeque a sua personalidade. Com premiação em dinheiro para os três colocados . 1° lugar – R💲150
2° lugar- R💲70
3° lugar R💲50 💫Para adquirir o ingresso e informações pelos número:
(74) 99063014.
(74) 988373888.
(75) 92503947.

Quinta Noite do Novenário

Roberto Malvezzi (Gogó) - Nona noite do Novenário de Nossa Sen

“O que fazer para revitalizar o rio São Francisco que agoniza?” Esse foi o subtema da 5ª noite do novenário de preparação para a festa de Nossa Senhora do Rosário. O pregador da noite foi Roberto Malvezzi (o Gogó) e os noiteiros: dizimistas, Pastoral Catequética e Crianças, Jardim Santo Afonso, Loteamento Jardim Explanada, Rádio Comunitária Zabelê FM, Pascom e Quadras 19 e 20.

Refletindo o Evangelho de Lucas (12, 42 – 48), Roberto Malvezzi lembrou que é muito comum as pessoas se darem conta dos problemas apenas depois que eles acontecem. Porém, o Evangelho vem mostrar que a comunidade cristã deve estar sempre atenta aos desafios que se apresentam, como, por exemplo, o de cultivar e guardar a Criação, bem como o de preservar as águas, em especial, as águas do Velho Chico.

“A figura de Maria, na piedade popular, está muito ligada aos elementos da natureza”, afirmou o pregador da noite. Ela sempre aparece às pessoas mais humildes e simples, como é o caso de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Grotas, Nossa Senhora de Guadalupe e Nossa Senhora de Nazaré. Disse ainda, citando o papa Francisco, que “Deus nos fala através de suas criaturas”.

Ademais, Gogó lembrou o desmatamento, que fere de morte o rio São Francisco e as criaturas que vivem nele. Cada pessoa pode e deve fazer sua parte no sentido de cuidar e preservar o rio São Francisco, no entanto é sempre bom lembrar que as empresas que mais ganham com a exploração do Rio São Francisco são as que menos contribuem com a sua preservação.

Nona noite do Novenário de Nossa Senhora do Rosário

A despeito da dimensão do desafio de revitalizar o rio São Francisco, não podemos perder a esperança; pelo contrário, devemos agir hoje tendo em vista a qualidade de vida das gerações futuras.

Um dos momentos mais significativos da 5ª noite do novenário foi, sem sombra de dúvidas, a súplica à água, quando dos devotos de São José cantaram pedindo chuva para a nossa região.

Texto: Marcos Paulo.
Fotos: Tovinho Régis

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Quarta Noite do Novenário.

Quarta Noite do Novenário de Nossa Senhora do Rosário

A quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário foi bastante especial, porque contou com a presença, pela primeira vez, de Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana. Segundo ele, “é motivo de alegria e graça presidir este momento maior da comunidade católica de Remanso”.

O subtema escolhido para reflexão foi “Testemunhar a Fé cristã preservando os biomas brasileiros” e os noiteiros foram os carroceiros, garis, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindserv, SASOP, IRPAA, Rede de Mulheres e quadras 02, 03, 05 e Vila Santana.

Refletindo o Evangelho de Mateus (5, 13-16) e destacando as palavras do papa Francisco, que pede uma Igreja em saída, Dom Zanoni afirmou que “uma Igreja isolada do mundo não pode ser sal e luz”. Dessa forma, é preciso ter em mente o subtema da noite, o qual nos desafia enquanto cristãos, pois o mundo insiste em desafiar a vida. “O pecado humano fez deteriorar a Criação de Deus”, pregou Zanoni.

A nossa missão é sair pelo mundo para testemunhar o projeto de libertação de Deus, que se expressa na Boa-Nova de Jesus, pois “ser cristão é aceitar que a salvação definitiva de Deus se realiza, se concretiza em Jesus Cristo”. Além disso, o verdadeiro seguidor de Jesus é aquele que promove relações fraternas e se compromete com a defesa da vida.

Texto: Marcos Paulo.

Fotos: Tovinho Régis

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Terceira noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário.

3ª Noite de Novena

Com o tema “Alegrar-se com a bondade de Deus vivendo e convivendo na Caatinga”, aconteceu nesta segunda-feira, 23/10, o terceiro dia de novena da Padroeira de Remanso, Nossa Senhora do Rosário. Os noiteiros foram os comerciantes, comerciários, feirantes, Vila São Francisco, Vila Santo Agostinho, Área Industrial, Vila Matilde e Quadras 01 e 04.

3ª Noite de Novena

Padre João Sena, celebrante desta terceira noite.

O celebrante da noite foi o Padre João Sena, da Paróquia Bom Jesus e São Benedito, de Curaçá-BA, e contou com a participação de vários padres de cidades vizinhas (padre Valdimiro, padre Ibis Cassius, padre Donizete), além do padre Edmundo e do padre José Benedito, pároco de Remanso.

3ª Noite de Novena3ª Noite de Novena

Como sempre, as novenas de Remanso são muito bonitas, com a participação ativa dos noiteiros e da comunidade como um todo. Sempre tem uma bela apresentação relacionada ao tema da noite encenada pelos jovens remansenses.

3ª Noite de Novena

Um problema que provocou a falta de energia na cidade acabou fazendo com que a noite ficasse mais bonita ainda. As milhares de pessoas presentes ligaram as lanternas dos seus celulares, iluminando a praça e todos cantaram à capela algumas canções, encerrando com o hino da Padroeira de Remanso (veja um pequeno trecho abaixo).

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Segunda Noite do Novenário de Nossa Senhora do Rosário.

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Guiados pela luz de Deus, continuamos o nosso Novenário em honra à nossa querida padroeira, Nossa Senhora do Rosário.

Neste domingo (22), celebramos a Segunda Noite, em que refletimos o seguinte subtema: Biomas brasileiros: Dons de Deus e responsabilidade nossa.

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Tivemos a honra de ter como pregador da noite o nosso querido amigo padre Aloísio, que ressaltou a importância do cuidado com os nossos biomas, comprometendo-se com sua preservação. Foi uma noite cheia de muitas emoções, fé, amor e partilha.

Texto: PASCOM / Fotos: Tovinho Régis

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