Remanso bate Morro do Chapéu por 2 a 1 e se classifica em primeiro lugar no Grupo 1 do Intermunicipal 2016

Remanso 2 x 1 Mundo Novo

No último domingo, 25/09, a Seleção de Remanso venceu a seleção de Morro do Chapéu pelo placar de 2 a 1 e se classificou em primeiro lugar no Grupo 1 do Campeonato Intermunicipal Baiano de 2016. Com esta vitória a seleção de Remanso confirma a sua posição de destaque na competição e termina a primeira fase como quarta colocada no geral (ver tabela abaixo).

O Jogo

O primeiro tempo do jogo foi dominado pela seleção de Morro do Chapéu que partiu para cima de Remanso e conseguiu marcar um gol que foi anulado pela arbitragem por o atacante estar em impedimento. Aos 25 minutos o atacante Tatá (11) aproveitou a sobra de bola após jogada do atacante João (9) e marcou o primeiro gol da partida. A primeira etapa terminou 1 a 0 para Morro do Chapéu.

Remanso 2 x 1 Mundo Novo

Gol de Morro do Chapéu, Tatá (11) – Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

No segundo tempo a seleção de Remanso melhorou bastante e passou a dominar o jogo com o apoio da torcida e chegou ao empate aos 34 minutos. Numa cobrança de falta o atacante Brenner (21), que acabara de entrar na partida, marcou de cabeça. Os remansenses viraram o jogo apenas dois minutos após o primeiro gol. Com um chute certeiro da intermediária, o outro atacante, Gú (19), que também acabara de entrar, marcou um golaço selando a vitória de Remanso.

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Primeiro gol de Remanso, Brenner (21).

Uma coisa que me chamou a atenção: NENHUM CARTÃO aplicado no jogo, que foi muito bem conduzido pelo árbitro bonfinense Carlos Roberto dos Santos, apesar da reclamação pelo gol de Morro do Chapéu anulado ainda no primeiro tempo, mas que foi bem anulado pelo bandeirinha, porque o atacante estava voltando em impedimento.

Na próxima etapa de mata-mata Remanso vai enfrentar a seleção de Tanquinho, jogo que acontecerá no próximo sábado, 01/10, na cidade de Tanquinho.

Súmula:

Remanso 2 x 1 Morro do Chapéu

Remanso 2 x 1 Mundo Novo

Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

Seleção de Remanso: Valtinho, Diego, Alex Buzina, Daniel, Max, Léo, Die, Bita, Henrique, Mamá e Rodrigo. Reservas: Robinho, Marcelo, Edijan, Elio, Jaílson, Roge, Brenner, Gu, Dedeco, Tiago e Colômbia.

Remanso 2 x 1 Mundo Novo

Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

Seleção de Morro do Chapéu: Biano, Cleriston, Dany, Davi, Formiga, Gel, Geo, Goiano, Ítalo, Jader, João, Júnior, Leuzinho, Mar, Marcel, Marco, Paulo, Samuel, Tatá, Testa, Teus, Tourão e Zenga.

Gols: Morro do Chapeu: Tatá (11); Remanso: Brenner (21) e Gú (19).

Arbitragem: Árbitro: Carlos Roberto dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 01: Hilton Carlos dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 02: João Batista Silva (FBF/Juazeiro); 4º Árbitro: Francisco Francelino Almeida (FBF/Remanso), de acordo com escalação da FBF.

Quem quiser ver/rever o jogo completo é só entrar no link da TV Chapada no Youtube:

Classificação no Grupo 01:

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Classificação Geral da primeira fase:

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Falta de Mamá:

Entrevista de Gú:

Entrevista de Janílson:

Mais fotos:

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Remanso 2 x 1 Mundo Novo

Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

Suprimir o pensamento e os pensadores.

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O primeiro dia que nosso grupo entrou na sala de aula de filosofia, o professor já estava sentado à mesa na posição do “O Pensador”, de Rodin. Enquanto o último aluno não entrou na sala, ele não ergueu a cabeça. Depois, filosoficamente, lançou um olhar geral sobre a turma e afirmou: “quem acha que vai ganhar a vida fazendo filosofia é melhor sair da sala e entrar na turma ao lado”.

Não sei qual era o curso ao lado. Ganhei a vida dignamente com o curso de filosofia porque ele me deu a capacidade de interpretar a sociedade, suas narrativas e as intenções que estão subjacentes a todos os discursos. Depois ainda fiz Teologia e Estudos Sociais.

Mais tarde tive que aprender que existem outras narrativas do mundo, como as cosmovisões indígenas, africanas e de outras religiões. Mesmo aqui a filosofia me ajudou a respeitar as outras visões de mundo.

O que distingue o ser humano dos demais seres é sua capacidade de pensar. Simone Beauvoir – ou Sartre? – tinha uma afirmação sobre a morte que eu nunca mais esqueci. Em outras palavras ela dizia que “aquilo que os vegetais apenas vivem, os animais vivem e sentem, o ser humano vive, sente e pensa”. Ela falava da angústia humana diante de seu destino inexorável, derivada da capacidade de pensar a fatalidade.

Todas as ditaduras, inclusive a eclesial na Idade Média, quiseram abolir os livros e a diversidade de pensamentos. Passando pelas fogueiras de livros de Hitler, esse propósito foi feito até mesmo por homens considerados sumidades de inteligência, como Ruy Barbosa, que mandou queimar os arquivos que registravam a escravidão no Brasil. A intenção era apagar a infâmia dessa página histórica, o resultado foi a destruição de grande parte dessa memória.

O atual presidente da República e seu ministro da educação querem suprimir a história, a filosofia e a sociologia do ensino médio. Há também a proposta do “pensamento único”, chamado eufemisticamente de “escola sem partido”. Bastam essas intenções para dar a medida dos atuais dirigentes do Brasil.

Alguém precisa lembrar a eles que a Igreja Medieval, Hitler e Ruy Barbosa fracassaram. Pensar é uma faculdade inerente ao ser humano, não uma concessão dos donos do poder.

OBS: Segue texto que corre na internet atribuído ao atual Ministro da Educação. Se verdadeiro ou falso – o absurdo perdeu limites – é secundário, mas sintetiza a proposta: “É uma questão de coerência extirpar o ensino de história das escolas. Nosso slogan é ‘ordem e progresso’ e temos que olhar para frente! Aprendi mais história lendo a Turma da Mônica do que nos livros e com professores petistas! Filosofia e sociologia ninguém entende nada, é inútil e um zoológico de professores excêntricos”. Mendonça Filho, Ministro da Educação

A relativização da grande mídia

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Roberto Malvezzi “Gogó”

Tempos atrás, quando éramos agredidos pela grande mídia, tínhamos que cobrar na justiça uma resposta no mesmo espaço, do mesmo tamanho, com um conteúdo sem retoques por parte dos editores. Claro, conseguíamos um direito de resposta em um bilhão.

Hoje a grande mídia critica e é criticada, opina e é opinada, ataca e é atacada. Melhor, praticamente em tempo real, através dos meios que a internet nos disponibilizou.

Enfim, chegamos efetivamente ao direito da livre opinião, da livre expressão, mesmo com todos os problemas que atravessam esse direito na internet. Se primeiro havia um emissor e um receptor, hoje todos somos receptores e podemos ser emissores. Basta querer. Os meios são inúmeros e podemos escolher qual é o de nossa preferência.

Claro que os grandes meios corporativos ainda têm muita influência, em alguns momentos ainda são determinantes. Porém, pesquisa recente dizia que o facebook já detém 51% de influência sobre a formação da opinião em relação aos outros meios. A tendência, inclusive, é que esses meios absorvam mais verbas de publicidade que os meios tradicionais.

Portanto, é preciso ser compreensivo com o desespero dos tradicionais barões da mídia. O auge de sua influência já ficou no passado. Daqui para a frente a tendência é mesmo da livre opinião generalizada.

O presidente impostor disse esses dias que é preciso “combater as redes sociais”. A afirmação vinha no contexto que “esse governo não é estúpido de atacar os direitos dos trabalhadores como as redes divulgam”. Hora, os ministros impostores é que disseram em alto e bom som que a aposentadoria viria aos 75 anos de idade, 50 anos de contribuição, que o salário mínimo seria desvinculado da previdência, além de outras afirmações estúpidas. Hoje temos outros meios para nos defender de governos estúpidos.

Aliás, os golpistas calcularam mal. Achavam que ainda estavam na década de 1960. O golpe não cola porque o povo sabe. O que levamos 30 anos para saber do golpe militar, hoje sabemos em tempo real o que acontece nos bastidores. Ainda mais, até a mídia internacional, inclusive a tradicional, tendo senso do ridículo, sabe que aqui houve um golpe.

Portanto, seja um jornalista, um juiz do Supremo, um deputado, um empresário, ou mesmo um promotor público exibicionista, se disser asnices, será exposto ao ridículo através dos meios hoje disponíveis.

Enfim, podemos tranquilamente dar adeus ao jornalismo político dos grandes meios. Além do mais, é provável que sem vê-los ou ouvi-los, melhore nossa taxa de colesterol, de triglicerídeos e a pressão sanguínea.

A internet livre faz bem à saúde.

O que Temer

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Roberto Malvezzi (Gogó) e Letícia Sabatella

O Golpe se consuma.

E a herança mais amaldiçoada que o governo com Dilma deixará para o povo brasileiro é exatamente seu sucessor, Michel Temer.

Recuaremos duzentos anos na história. Um governo de homens pálidos, hipócritas, ricos e obsoletos.

É a volta ao Império, à política do café-com-leite, governo dos paulistas da Paulista com alguns capachos espalhados pelo Brasil. O pior é para o povo. O congelamento dos investimentos em saúde, educação e saneamento por vinte anos vai gestar uma geração de analfabetos, de insalubridade permanente e até de cadáveres pelas portas de hospitais. Nenhum serviço público de qualidade sobreviverá com esta política.

Se com Dilma no governo o futuro dos bens naturais do país, das nossas tribos indígenas, quilombolas, já era preocupante, com Temer não há mais sombras, é tenebroso: é para devastar, saquear e entregar.

Eles riem e podem rir. O povo está sendo inundado de informações falsas ou duvidosas e alijado das decisões. Essas decisões foram articuladas dentro dos conchavos e ligações do Congresso, referendadas pela conivência do judiciário e divulgadas pela mídia corporativa. Esse sentimento de impotência e irrelevância do voto se abateu sobre grande parte do povo brasileiro.

Não esperem que esses políticos golpistas temam pela história, porque eles não têm história. Não esperem que eles temam por suas biografias, porque eles não têm biografia. Não esperem que se sintam envergonhados, porque não se tira a vergonha de onde ela não existe. Existe o poder e eles estão no poder.

A ignorância toma o poder de salto alto, sem argumentos legítimos e a arrogância é seu veículo de disseminação.

Mas, a melhor herança de Dilma também ficará. A dignidade tem um rosto e um nome neste país. Sua coragem, convicção e a observação ampla de que somente o povo e o voto popular podem consertar as injustiças deste processo fraudado, são marcas deste momento. O enfrentamento de tanto ódio fomentado por distorções e manipulações, com garra e crescimento pessoal, é exemplar para muitas gerações futuras. Não vamos nos suicidar, nem renunciar ao que é justo, nem fugir da luta.

O resto só a história dirá.

Só agora, Gilmar?

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Quando a Lava Jato investigava só o PT – particularmente Lula e Dilma – era um sucesso, como se diz aqui pelo sertão.

Depois chegou à Câmara dos Deputados e ao Senado. Cunha reagiu, articulou seus 200 deputados, tão comprometidos quanto ele, e derrubou Dilma do poder.

Do mesmo modo, 45 senadores já estão comprometidos com a punhalada final porque tem o pescoço na corda da Lava Jato, ou o rabo preso nas empreiteiras, o que dá no mesmo.

Quando a mídia acusava levianamente, numa verdadeira execração pública, inúmeras pessoas, só porque eram ligadas ao governo anterior, as calúnias eram debitadas na conta do direito da livre expressão.

Porém, agora, a Lava Jato chegou ao Supremo Tribunal Federal, citando o ministro Dias Toffoli.  Pode ser que a delação seja leviana, que a revista sem credibilidade mais uma vez esteja caluniando pessoas. Porém, o clima gelou.

Agora vem a acusação dos laivos autoritários do MP pelo ministro Gilmar e os perigos totalitários do que está em andamento no Brasil. A CNBB, quando examinou a proposta de lei anticorrupção do MP, percebeu logo os laivos autocráticos e autoritários e não embarcou na proposta. Nesses momentos de caça às bruxas, tudo parece ser válido.

Houve a tentativa de prender Lula, mas que se acabou numa sala de Congonhas. Uma das versões é que um coronel da aeronáutica se recusou em leva-lo preso à Curitiba.

Nos grampos vazados da conversa de Lula e Dilma por Moro, houve a tentativa de criar um clima hostil para “depor” Dilma naquele momento. Todos sabiam, menos Gilmar Mendes.

Portanto, o Brasil está namorando a ditadura há quase dois anos. O golpe é uma ditadura civil. Logo, a reação de Gilmar Mendes é porque a Lava Jato bateu à sua porta, não porque ele seja um defensor da democracia.

Portanto, os amantes dos regimes autoritários pensem bem, pois hoje a vítima é o outro, amanhã pode ser vocês.

Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chega a Remanso

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

Neste domingo, 21/08, a imagem peregrina da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, chegou a Remanso, na região norte da Bahia, e foi recebida por milhares de fieis que aguardavam na entrada da cidade, na BR-235, na altura do Posto Hora. A imagem foi acolhida pelos remansenses e saiu em carreata pelas principais ruas da cidade. Depois da carreata a imagem foi carregada em procissão, que saiu da rotatória onde está o monumento do Rotary, e seguiu pela Avenida Eunápio Peltier de Queiroz, passando pela Praça Manoel Firmo Ribeiro, chegando à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário por volta das 19 horas, encerrando-se com a celebração da Missa no pátio da Igreja.

300 anos de Nossa Senhora Aparecida

Missa celebrada pelo Padre José Benedito Rosa.

A peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida faz parte do projeto “300 anos de bênçãos: com a Mãe Aparecida, Juventude em Missão!”. É uma peregrinação nacional aonde os jovens conduzirão a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida em todas as Dioceses do Brasil. “Esta importante iniciativa tem, portanto, um importante fundamento na piedade popular e na devoção a Nossa Senhora. Mas deseja, acima de tudo, dinamizar os três eixos pastorais – Missão, Assessoria, Estruturas de acompanhamento – abrangendo a evangelização da juventude de modo amplo, articulado e profundo.”, disse o Arcebispo Metropolitano de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, na cartilha do lançamento do projeto.

Esta semana a imagem permanecerá em Remanso, passando por algumas comunidades no interior do município, e depois seguirá a peregrinação por outras paróquias da Diocese de Juazeiro.

Vejam mais algumas imagens:

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

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Passagem da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida por Remanso.

Ministro do Supremo mandou avisar…

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Um Ministro do Supremo Tribunal Federal mandou um aviso para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “preparem-se para dias difíceis”. O que será que ele sabe exatamente? Será que é para preparar o povo Brasileiro para o pior?

Mas, consumado esse golpe, o que pode vir de pior? A maioria das propostas já conhecemos: desmonte do SUS em favor da medicina privada; modificações draconianas para o povo na previdência social em favor da previdência privada; modificações dos tempos da revolução industrial na legislação trabalhista em favor do capital privado; entrega do Pré-Sal; desmonte da educação pública – inclusive universidades – em favor da educação privada; entrega das terras públicas aos estrangeiros; repressão dos movimentos sociais; supressão de verbas para pesquisas científicas; crescimento da intolerância fascista; assim ao infinito.

As políticas sociais ficarão apenas como marketing, não mais com a proposta da inclusão social. Fim dos 15 anos do desenvolvimento da política de Convivência com o Semiárido. ­­­­­­

O pior para o povo brasileiro será essa falta de perspectiva, de futuro. O Brasil volta a ser de poucos e com políticas para poucos. Verdade, com apoio de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Cristovam Buarque, Marta Suplicy e outros que jurávamos democratas.

Com Dilma era difícil, pelas ambiguidades, pelo autoritarismo, pelo obreirismo e crescimentismo, mas havia contradições e, por elas, avançamos em alguma inclusão social, sobretudo aqui no Semiárido. Mas, agora o poder dominante tende a ser monolítico. As contradições internas do bloco que chega ao poder jamais porão em risco o projeto do Brasil farto para as oligarquias tradicionais que dominam esse país, embora tornem o Brasil menor para seu povo e perante as nações do mundo.

Há horizontes? Por hora nenhum, a não ser uma tormenta formada por nuvens escuras e carregadas. Mas, como dizia o grande místico João da Cruz em sua noite escura: “é por não saber por onde vou – e nem como – que eu vou”. Nós vamos.

MOÇÃO DE APOIO ÀS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE AREIA GRANDE E DE REPÚDIO A DECISÃO DO JUIZ EDUARDO PADILHA, DE CASA NOVA (BA)

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Nós, movimentos sociais, entidades da sociedade civil, trabalhadoras e trabalhadores das mais diversas áreas, manifestamos publicamente nosso apoio irrestrito às mais de 350 famílias do território de Areia Grande, município de Casa Nova, que estão na iminência de um despejo forçado e arbitrário determinado pelo então Juiz de Direito daquela Comarca, Eduardo Ferreira Padilha.

Tais famílias são moradoras das Comunidades Tradicionais de Fundo de Pasto de Salina da Brinca, Melancia, Riacho Grande, Jurema, Tanquinho, Ladeira Grande, Lagoado, Lagoinha, Pedra do Batista, Cacimbas e Pilão e a área em conflito (conhecida como Areia Grande) integra o território tradicionalmente ocupado pelas mesmas, sendo utilizado para criação de caprinos e desenvolvimento de atividades extrativistas há varias gerações. Estudos antropológicos, acadêmicos e oficiais comprovam que as famílias que ali vivem e seus ascendentes estão na área há mais de 100 anos.

No final da década de 1970, tal conflito ganhou repercussão pública quando emergiram diversas denúncias sobre a grilagem realizada pela empresa Agroindustrial Camaragibe S/A. Na época, a empresa, acessando recursos do ProAlcool, comprou títulos de posse de pessoas estranhas ao local e registrou como se fossem propriedade. A grilagem foi utilizada como instrumento para a Camaragibe se apropriar dos recursos públicos, e pouco tempo depois, abandonar o projeto – caso que ganhou repercussão nacional no bojo do conhecido “Escândalo da Mandioca”. Os títulos ilegais obtidos com a grilagem foram repassados ao Banco do Brasil, como forma de pagamento da dívida da empresa, e, posteriormente, vendidos para os empresários Alberto Martins Pires Matos e Carlos Nisan Lima Silva.

Com base nesses títulos, tais empresários entraram com uma Ação de Imissão de Posse e, desde 2006, vem tentando expulsar as comunidades de Areia Grande de seu território. O mais grave, no entanto, é a conivência do Juiz Eduardo Ferreira Padilha, que determinou que a área seja imitida na posse em favor dos empresários, levando as comunidades a vivenciarem situações trágicas de violência,no ano de 2008.

Com a repercussão social do conflito e a proposição, pelo Estado da Bahia, de uma Ação Discriminatória Judicial, requerendo que a terra seja reconhecida como devoluta do Estado, as comunidades retomaram o uso tradicional da área.

No entanto, tomamos conhecimento que na primeira quinzena do mês de julho deste ano, o mesmo magistrado, desconsiderando diversas provas existentes na Ação Discriminatória sobre a ocorrência da grilagem e sobre a posse tradicional das comunidades de fundo de pasto, negou o pedido do Estado da Bahia de reconhecimento da terra devoluta e determinou que a área seja imitida na posse dos empresários, com o uso de força policial, inclusive.

Frente a situação exposta, solicitamos das autoridades competentes a tomada de providencias cabíveis a fim de resguardar os direitos das Comunidades tradicionais de Areia Grande, em especial que:

  1. OJuiz substituto de Casa Novamantenha a ação de imissão de posse 001175-48.2006.05.005 suspensa até o julgamento final do recurso apresentado contra a sentença de Eduardo Padilha, como determina a lei.
  2. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia suspenda os efeitos da sentença proferida por Eduardo Padilha no Processo 000155-3.2008.805.0052, evitando que tais comunidades vivenciem novas situações de violência e violação de direitos, e posteriormente, que reforme, em definitivo a decisão, reconhecendo os pedidos do Estado da Bahia e os direitos das Comunidades Tradicionais de Fundo de Pasto sobre a área.
  3. ACasa Militar do Governador não autorize o cumprimento dessa decisão, pois a mesma é completamente ilegal e viola direitos fundamentais de comunidades tradicionais, cuja proteção também é de responsabilidade do Estado, conforme previsto na legislação brasileira e Constituição Federal de 1988.
  4. Comando da Policia Militar de Casa Nova se abstenha de cumprir tal decisão, pelos mesmos motivos citados acima.
  5. Ministério Público do Estado da Bahiatomeas medidas cabíveis para que a referida decisão seja revertida, pois a mesma desconsiderou os pareceres produzidos pelo órgão no processo.
  6. O Governador do Estado da Bahia, a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), o Prefeito Municipal de Casa Nova, a Câmara de Vereadores do mesmo município, e a Ouvidoria Agraria Nacional, intervenham, dentro de suas competências, para salvaguardar os direitos das Comunidades tradicionais de Areia Grande e evitar que os episódios de terror vivenciado pelas famílias em 2008 se repitam.

O Velho Chico na Velho Chico

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando surgiu a notícia que haveria uma novela chamada “Velho Chico”, nós por aqui ficamos de orelha em pé. Nossa pergunta era: que abordagem irão fazer do rio São Francisco?

Depois os autores passaram por aqui – Edmara Barbosa e o filho Bruno -, conversaram com muita gente, inclusive comigo por umas cinco horas, e pareciam dispostos realmente a ouvir, a fazer uma novela que transparecesse a realidade do Velho Chico.

Tempos depois, por indicação de Letícia Sabatella, ainda fiz a oficina inaugural no Rio de Janeiro para atores, diretores e produtores.

Ali, no intervalo, fiquei surpreso com a procura de vários atores querendo informações, detalhes, do que poderiam fazer pela causa. Notei particularmente o interesse dos atores e atrizes nordestinos, muita gente jovem, como Lucy Alves, Irandhir Santos, mas também Domingos Montagner, Marcelo Serrado, Rodrigo Lombardi, além da própria Letícia.

O detalhe é que, na fala de seus personagens, eles podem colocar uma palavra, uma frase por decisão própria. É nesse momento que as informações precisas são fundamentais.

Depois do processo de Impeachment fiquei com tamanha aversão ao jornalismo político da Globo – e da mídia corporativa em geral – que já não suporto ligar na emissora. Além do mais, a última novela que tinha visto na vida foi Roque Santeiro.

Entretanto, por respeito a esses autores, atores e atrizes, vez em quando vejo a novela.

Boas surpresas apareceram. Uma cena do pescador (José Dumont) derramando uma lágrima nas correntezas do Velho Chico foi uma das mais belas que vi. Boas discussões sobre o saneamento, o uso do veneno na irrigação, a tentativa de alargar o papel do São Francisco para o contexto do paradigma da Convivência com o Semiárido, são questões que não esperávamos aparecer.

Não seria honesto negar que esse conjunto de pessoas – incluindo o diretor, Luiz Fernando – não esteja fazendo um esforço de trazer um quadro mais real do Velho Chico.

Um senão é a figura do coronel Afrânio. A transição do personagem não foi bem feita. Os coronéis modernos vestem Armani, andam de jatinho, tem apartamentos e mansões sofisticadas, dominam os meios de comunicação e sempre são ministros de Estado, senão eles, seus filhos. Mas, diante da expectativa, está melhor que o esperado.

Poderiam também ter incorporado a musicalidade nativa do São Francisco, particularmente a música Boato Ribeirinho, a expressão máxima da dramaticidade do Chico. Foi declamada uma vez por Yolanda – Christiane Torloni -, há uma bela música de Paulo Araújo (há um rio afogando em mim), além de outra de Geraldo Azevedo. A trilha sonora é belíssima, mas poderia ser mais nativa.

Os atores e atrizes – aí é o talento brasileiro – são excelentes em sua maioria.

Por fim, claro que uma novela é um folhetim. Não se pode esperar dela a profundidade de uma obra de arte. Porém, como diz uma jovem jornalista da CPT da Bahia, “não menosprezem a força dos folhetins”.

Golpe = Poder

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Golpe é conquista do poder. Nem mais, nem menos. Uma vez no poder, nenhum golpista está afim de abandoná-lo. A luta permanente é por sua manutenção.

O senador Requião diz que, com mudança na política econômica e proposta de plebiscito para novas eleições, Dilma pode voltar. Darcy Ribeiro preferiria “ser um democrata derrotado que um golpista vencedor”. Mas, quantas pessoas tem no senado à altura ética de Darcy?

Por outro lado, que adianta Dilma voltar, termos novas eleições, se os derrotados mais uma vez não se conformarem com a derrota? Lembremos que Lula e Marina lideram e iriam para o segundo turno. Aceitar a derrota é o pilar número um da democracia eleitoral que, se não for respeitado, não há ordem que se estabeleça.

Se o golpe for consumado, as piores consequências virão depois do desfecho, em agosto. Uma vez empoderados, vão dirigir todas suas foices sobre os direitos dos trabalhadores, alguns já sinalizados: mudanças na aposentadoria dos rurais; idade igual para aposentadoria de homens e mulheres aos 75 anos; redução nos direitos previdenciários dos professores; ataque à saúde pública; à educação pública; à política do salário mínimo, inclusive a desvinculação do mínimo como piso da previdência. A última proposta é que a jornada diária de um trabalhador seja de 12 horas, como nos tempos da revolução industrial. Será que estamos regredindo aos séculos XVII e XVIII?

O rombo fiscal já foi ampliado de 97 bilhões de reais (Dilma) para 170 bilhões (Temer). Segundo a insuspeita Kátia Abreu, 50 bilhões apenas para bancar o golpe. Para 2017 novo rombo de 160 bilhões e aumento de impostos para mais arrecadações.

Mas, não é só na dimensão social que as perspectivas são abissais, mas também na estratégia global de retorno à dependência dos Estados Unidos e de privatização do pouco que restou.

A verdade é que o quadro político brasileiro é o mesmo do século XX. A velha política agoniza, mas a nova não nasceu. Novos paradigmas só podem ser vistos em iniciativas populares – como o da Convivência com o Semiárido -, na construção de uma economia-ecológica, nas organizações sociais, nos ambientalistas, na emergência das comunidades tradicionais, nos que exigem ética na política. Mas, esses são quase invisíveis e só podem ser vistos por quem vasculha o tapete social pelo avesso.