Campanha da Fraternidade 2016: terminou o carnaval, ficou o Zika vírus.

00_Coluna_do_Gogo

Roberto Malvezzi (Gogó)

Quarta de cinzas começa a Quaresma. Vem de quarenta, isto é, o povo de Deus 40 anos no deserto, Jesus 40 dias no deserto antes de começar sua pregação.

O deserto é o lugar do nada, onde você está só com você e você só. Então, pode ser que aí, absolutamente desamparado, você se lembre de Deus. Portanto, biblicamente, deserto não é só um lugar geográfico, mas um lugar teológico. Você pode estar no meio de uma multidão e se sentir no deserto.

As Campanhas da Fraternidade sempre nos trazem temáticas de interesse maior do que a Igreja Católica ou outras Igrejas. Essa campanha é ecumênica (várias Igrejas), macro ecumênica (outras religiões) e para todas as pessoas de boa vontade (toda sociedade, mesmo os ateus com fome e sede de justiça). Para as Igrejas está no contexto maior do cuidado com a criação.

A proposta fundamental está no saneamento básico, que segundo a legislação brasileira compreende: abastecimento de água; coleta e tratamento de esgotos; manejo dos resíduos sólidos e drenagem das águas de chuva.

Só a Bahia tem um item a mais, que agora se revela fundamental, isto é, o controle de vetores, esses bichinhos que espalham doenças como mosquitos, baratas, ratos, helmintos, etc.

O Brasil já teve a SUCAM. Brincávamos que nos lugares mais remotos só íamos nós – pastorais sociais – e a SUCAM. Com esse organismo de saúde pública, tínhamos posto sob controle grande parte das doenças transmitidas por vetores como chagas, dengue, malária, etc. Foi só abandonar o campo de luta que elas voltaram com toda intensidade.

O Prof. Moraes, da UFBA, que esteve conosco na elaboração dos fundamentos do texto base da Campanha, escreveu em outro livro que há um século 45% de nossas mortes eram por doenças infectocontagiosas como varíola, malária, etc. Hoje correspondem a apenas 5%. Mas, se o descuido e descaso continuarem, sabemos que voltarão a ser de grande porte. Afinal, àquela época éramos 40 milhões de brasileiros, 80% vivendo no meio rural e nossa média de vida era de 35 anos de idade. Hoje somos 200 milhões, 80% nas cidades e nossa média de vida está em torno de 75 anos da idade.

O bom é que hoje temos um Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), uma legislação e uma política de saneamento, além do que cada município deve elaborar seu Plano Municipal de Saneamento (PMSB) se quiser receber dinheiro público para aplicar em seu território. A proposta federal é investir aproximadamente 500 bilhões de reais em 20 anos e, nesse prazo, sanearmos o Brasil. Será que dessa vez sairemos da insalubridade?

O plano deve ser integral (todas as dimensões) e universal (meio urbano e rural).

Pergunta chave: seu município elaborou esse plano municipal? O prazo de entrega era o final de 2015. Portanto, chamem os vereadores, os prefeitos, o Ministério Público, mobilizem as comunidades, a mídia, façam o plano municipal acontecer.

Essa é a tarefa básica das pessoas, comunidades e do país inteiro. Não adianta ficarmos nos problemas, temos que avançar nas soluções.

Um país sem saneamento não é civilizado, multiplica as doenças e passa vergonha internacional. Os Estados Unidos liberaram os atletas olímpicos que não quiserem vir ao Brasil por medo do Zika vírus.

 

As reportagens sudestinas sobre a seca do Nordeste.

00_Coluna_do_Gogo

Roberto Malvezzi (Gogó)

É duro ter que ler ou assistir as reportagens da mídia sudestina sobre a seca do Nordeste. Só mesmo pelos ossos do ofício.

De fato, a seca não muda. Ela só se agrava, ainda mais com as mudanças climáticas.  Afinal, esse é o erro mortal de todas as reportagens: aqui não é a Mata Atlântica, a Amazônia ou o Pantanal, mas é o Semiárido. Aqui seca é normal, seja a anual de seis ou sete meses, seja essa mais severa que acontece em períodos mais prolongados, já previstos pelos climatologistas.

Esse é o ABC do Semiárido, que repetimos exaustivamente: “ninguém acaba com as secas, assim como não se acaba com a neve. É preciso aprender a viver no ambiente que estamos”.

A mídia sudestina é mestra em confundir o fenômeno natural das secas com as tragédias sociais e humanitárias que as acompanhavam até pouco tempo. Sem esse discernimento o erro é fatal.

A caatinga é inteligente, quando falta água ela adormece, não morre. Então, é preciso avisar aos repórteres do Sul – e até daqui mesmo – que árvores secas e retorcidas aqui são normais, não sinais de tragédia, muito menos a social e humanitária.

Algumas reportagens dizem que nada mudou – ou quase nada – nessa região no último século. Estão falando do ambiente natural ou das tragédias sociais e humanitárias?

Como nada mudou se já não temos migrações em massa? Se já não temos mais saques de famélicos nas cidades? Se já não precisamos das famigeradas frentes de emergência? Se a mortalidade infantil que era de 120 por mil na seca de 1982 agora não passa de 16 por mil, encaixando-se no padrão aceito internacionalmente pela ONU?

Por que será que Fortaleza precisou fazer campos de concentração de famélicos no século passado e hoje ninguém sequer sabe que eles existiram? Exatamente porque seca e desgraças humanitárias não são sinônimos.

Tânia Bacelar fez um estudo e constatou que a região que mais cresceu no Brasil nos últimos anos, que mais elevou seu IDH, foi justamente o meio rural do Semiárido. Foi preciso pouco dinheiro, mas investido com inteligência e acuidade, obra da sociedade civil (ASA), além dos programas sociais do governo federal e alguns estaduais. Mas, Dilma, sem visão absolutamente nenhuma, como qualquer sudestina, cortou os recursos dos programas da ASA que deram certo aqui nessa região.

As cisternas para beber e produzir, algumas adutoras – tão necessárias! – a agroecologia, a criação de pequenos animais adaptados ao clima, a apicultura, a expansão da energia elétrica, da telefonia, da internet, das estradas, da motorização da população, das faculdades, das tecnologias de convivência com o Semiárido, além dos programas sociais, tudo contribuiu para mudar a face do Semiárido. Essa seca é a pior de muitas décadas em termos de pluviosidade, entretanto, a tragédia social e humanitária que as acompanhava já não existe mais, a não ser em casos pontuais, não como fenômeno social.

Poderíamos e deveríamos avançar muito mais, com a produção de energia solar descentralizada, gerando renda para as famílias. Por que não podemos ser produtores de energia, se temos 12 horas de sol por dia, durante 360 dias ao ano, se já temos as tecnologias de conversão para despejar diretamente na rede nacional?

Sim, temos muito que avançar. Mas, o caminho novo está aberto. É o que chamamos de “paradigma de convivência com o Semiárido”. Basta aprofundar e investir nesse novo paradigma.

O Nordeste – particularmente o Semiárido – mudou, e muito, e para melhor.

O que não muda é a abordagem da mídia sudestina sobre o Nordeste.

As brumas de Remanso

BLOG_IMG_9305

Nesta sexta-feira, 04/12, Remanso viveu um dia atípico, com um nevoeiro leve, mas que fez a cidade mudar a sua paisagem e fez desaparecer as montanhas que pintam o cenário nos dias normais. E isto numa temperatura de 35° C. Todos que encontrava pela rua me diziam: “Pensei que estava ficando cego”, ou “Nossa eu achava que eram meus óculos que estavam embaçados”. Vejam as fotos e digam se não estamos vivendo mementos de “as brumas de Remanso”:

Saneamento: das Olimpíadas ao Zika vírus.

00_Coluna_do_Gogo

Reberto Malvezzi (Gogó)

Que o Brasil ainda é um país de ponta cabeça, todos sabemos. Tanto é que realizou copa do mundo, vai bancar uma Olimpíada, mas a lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía da Guanabara, escolhidas para esportes aquáticos, estão contaminadas por esgotos e assusta atletas do mundo inteiro por riscos de doenças.

Ao mesmo tempo temos o mosquito Aedes Aegypty, que transmite dengue, Chikungunya e agora o Zica vírus, capaz de causar microcefalia e doenças no sistema nervoso central. Assim, uma das maiores economias do mundo patina sobre um alicerce erguido sobre areia movediça.

O saneamento básico será tema da Campanha da Fraternidade de 2016. Realizado pelo Conselho Nacional das Igrejas (CONIC), com espaço cedido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai abordar essa temática fundamental para qualquer país civilizado, mas que não tem padrinho político algum no Brasil.

A situação começou a mudar – ao menos no papel – quando Olívio Dutra foi ministro das cidades e, em seu mandato, foi elaborado o Plano Nacional de Saneamento Básico. Agora, ao menos, temos um plano e uma lei.

O PLANSAB está propondo sanear o Brasil em 20 anos, exigindo cerca de 500 bilhões de reais nesse período. Para tal, cada município deveria elaborar até final de 2015 (sic!) seu Plano Municipal de Saneamento, sob pena de não poder acessar os recursos federais. Não sabemos quantos municípios o fizeram, nem se teremos dinheiro para investir nos próximos anos.

O conceito é excelente. Por saneamento básico se entende “o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, manejo dos resíduos sólidos e a drenagem da água de chuva”. Na Bahia, temos um item a mais, fundamental para entender o que se passa, isto é, “o controle de vetores”.

Vetores são esses bichinhos como o Aedes, ratos, baratas, que vivem e proliferam no lixo e difundem doenças.

A questão é simples e nem precisamos nos delongar: país sem saneamento está sujeito a essas doenças transmitidas por esses vetores, seja por descuido dos cidadãos, seja pela falta de uma política pública efetivada.

Hoje, com pequenas melhoras, cerca de 50% de nossos lares ainda não tem coleta de esgoto e cerca de 62% ainda são lançados diretamente nos rios e corpos d’água. O lixo, a drenagem da água de chuva, variando de região para região, costumam ter índices ainda piores.

Portanto, bem-vinda a Campanha da Fraternidade. Quando os governantes não assumem, o povo precisa assumir.

Sem saneamento não há saúde pública.

País precisa restaurar ‘ciclo das águas’ para enfrentar crise de dimensão nacional

MICHEL_IMG_4216

Cais de Remanso-BA, no Lago (seco) de Sobradinho, Rio São Francisco. Foto: Tovinho Régis


por Helder Lima, da RBA publicado 25/11/2015 09:43, última modificação 25/11/2015 16:40

“A crise não é produto de um só fator, mas resulta de um processo histórico de destruição dos elementos fundamentais que garantiam o ciclo das águas”, avalia Roberto Malvezzi, da Pastoral da Terra

São Paulo – A crise de abastecimento de água vivida hoje pelo país, que também afeta a produção de energia hidrelétrica, tem um horizonte que vai além da seca histórica pela qual o país passa. “A crise não é produto de um só fator, mas resulta de um processo histórico de destruição dos elementos fundamentais que garantiam o ciclo das águas”, avalia Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Juazeiro, na Bahia.

Nascido no interior de São Paulo e formado em Filosofia, Estudos Sociais e Teologia, Malvezzi luta em defesa do direito à água desde os anos 1980, quando se mudou para a região das comunidades rurais de Campo Alegre de Lourdes, na divisa da Bahia com o Piauí, área em que a única água disponível era o líquido barrento dos açudes, em que o uso humano e para animais era partilhado.

Desde então, Malvezzi lutou contra a ditadura e defendeu as populações realocadas pela barragem de Sobradinho. Tudo isso convivendo com amebas da água barrenta durante 20 anos. Ele foi também coordenador nacional da CPT por mais de seis anos. Atualmente, Malvezzi vê entre os principais resultados de luta pela água no semiárido nordestino a consolidação de cerca de 1 milhão de cisternas, que mudou a realidade das populações rurais difusas do sertão, extinguindo processos como os de migrações, de saques e também de mortalidade infantil. Mas isso é um dado positivo resultado da mobilização, frente ao modelo econômico de exploração que está afetando a produtividade dos rios do país.

“A impressão que eu tenho é que o governo e o poder econômico abandonaram totalmente a ideia da revitalização”, afirma, ao referir-se ao rio São Francisco, que de uma vazão histórica de 3 mil metros cúbicos por segundo, hoje conta com apenas 900 metros cúbicos por segundo. “Em Juazeiro e Petrolina, a mídia local está defendendo a transposição do Rio Tocantins para o Rio São Francisco. Esse é a pauta da mídia aqui no momento”, afirma o ativista, atualmente morador de Juazeiro, na Bahia, e para quem o sucesso das obras de transposição do rio São Francisco depende também de sua revitalização.

Nesta entrevista à RBA, Malvezzi traça um panorama da crise das águas no país, e arrisca o prognóstico de que somente uma mudança de modelo, e portanto de mentalidade, poderá resgatar a preservação de recursos hídricos. Ele também critica a insistência dos neoliberais em defender o mercado de outorgas, que transformaria definitivamente a água em um produto fundamentalmente voltado ao lucro, e lamenta a morte do Rio Doce, com a ruptura das barragens de rejeitos em Mariana. “O modelo econômico parece que tem ódio, eu diria, um ódio entre aspas, de florestas e rios. Não se sabe conviver”, afirma.

Cais de Remanso - Lago Seco

Cais de Remanso, Bahia – Lago de Sobradinho, Rio São Francisco. Foto: Tovinho Régis

Como o sr. avalia de forma geral a situação das águas no país hoje?

A crise não é produto de um só fator, mas resulta de um processo histórico de destruição dos elementos fundamentais que garantiam o ciclo das águas. Com o desmatamento da Floresta Amazônica, segundo cientistas como o Antonio Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Amazônia está perdendo o poder de injetar água na atmosfera, o tal rio aéreo, que leva a umidade para a região dos Andes, de São Paulo, Buenos Aires, e até a Patagônia. Então, essa é uma consideração interessante.

O segundo fator é a destruição do cerrado, porque grande parte das origens das nossas águas está na Amazônia, mas o grande depósito que reserva as águas provenientes da Amazônia é o cerrado, pelas próprias características do bioma de solo poroso, e muitos rios que nascem ali na bacia dos rios Araguaia e Tocantins, rios que vão na direção da Bacia do Pantanal, do Paraná, inclusive rios e aquíferos que abastecem o Rio São Francisco. Então, é interessante perceber que a água que a gente bebe do Rio São Francisco de alguma forma tem origem na própria Amazônia.

E no ciclo geral das águas, no processo de evapotranspiração, pluviosidade e armazenamento essas águas alcançam o resto do Brasil. Não vêm apenas daí, tem algumas águas que vêm diretamente dos oceanos, mas grande parte vem desse processo na Amazônia. Com a destruição da Amazônia e do cerrado nós temos a fragilização, pelo menos até agora, com o risco da ruptura do ciclo das águas brasileiras. O desmatamento basicamente atende às madeireiras, a agricultura e o ciclo do gado.

IMG_4255-Editar2

Lago de Sobradinho, Rio São Francisco, em Remanso, Bahia. Foto: Tovinho Régis

E a seca histórica que se abateu no país nos últimos tempos? Isso não seria um fator a ponderar nessa análise?

Há mais fatores além desse processo de fragilização do ciclo das águas. Nós temos essa seca, que se espalha por todo o território nacional, mas a dúvida que vai ficando é se as mudanças climáticas estão fazendo com que essa seca seja uma parte do ciclo histórico das águas, ou se as mudanças climáticas vão tornar isso cada vez mais constante e mais frequente. Esta última hipótese é a opinião de muitos especialistas. Aí você tem três fatores: o desmatamento, com tudo o que acarreta no cerrado e na Amazônia para o ciclo das águas; o segundo é uma coincidência de uma seca histórica, mas que pode estar sendo agravada pela própria mudança climática, que é o terceiro fator, que pesa sobre todo o globo terrestre e que vai ter efeitos diferenciados em cada região do planeta…

Roberto Malvezzi "Gogó" - Sétimo dia de Novena

Roberto Malvezai “Gogó”. Foto: Tovinho Régis

E não dá para saber quanto essa seca é agravada pela mudança climática…

Não temos noção exata, mas uma coisa é certa. O El Niño, esse fenômeno que aquece as águas do Pacífico e faz com que chova muito no Sul e Sudeste está mais severo. A temperatura é mais alta e também as águas do Pacífico estão mais quentes. É um fenômeno grave que pode ser acelerado e intensificado pelo aquecimento global.

Por que o sr. defende que estamos em uma crise civilizatória, se considerarmos o ponto de vista da questão das águas?

A crise hídrica é uma das expressões de uma crise de civilização. É uma civilização que demanda mais da natureza do que ela é capaz de repor. O consumo é muito mais rápido do que o tempo que a natureza precisa para se recompor. Esse processo é global, de consumo intenso dos combustíveis fósseis, que provocam o aquecimento global. A derrubada das florestas e das matas no munto inteiro também contribui para a liberação de CO² na atmosfera, todo esse processo também resulta na mudança e nas alterações do ciclo das águas.

É o que está acontecendo na Amazônia. Você tem um processo de destruição da floresta para a entrada do gado, das madeireiras, então, você tem também o uso intenso da água de uma forma que nós não tínhamos, sobretudo na irrigação, o uso múltiplo da água, como no Rio São Francisco. É um modelo que está sendo estendido agora aos territórios do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, em que o agronegócio pretende intensificar o cultivo de grãos, e para isso precisa devastar mais ainda o cerrado – fala-se em mais 160 milhões de hectares. Quando você devasta o cerrado, você compacta o solo e as águas da chuva já não penetram no solo, não abastecendo os aquíferos. A crise hídrica não é isolada da crise climática, do empobrecimento dos solos, nem da erosão da biodiversidade. Ela faz parte desse processo destrutivo que o modelo civilizatório causa sobre a natureza.

Quanto o modelo de gestão das águas criado pelo Fernando Henrique Cardoso tem a ver com a crise que estamos vivendo?

Quando o Fernando Henrique era presidente, ele criou as chamadas agências reguladoras, entre elas, a das águas. Mas nós já tínhamos uma legislação, feita inclusive no governo dele. É a Lei 9.433, de 1997, que criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e também criou a política de águas brasileiras. Depois, por influência dos organismos internacionais, como do Banco Mundial e do FMI, eles criaram a agência (Agência Nacional de Águas). Essa agência não estava no sistema, ela foi introduzida posteriormente. A ideia básica que vinha do governo FHC se reproduz hoje em dia, porque são as figuras que estão na Sabesp: Kelman (Jerson, presidente da empresa) e outras figuras que trouxeram para o país essa ideia da criação do mercado de águas, de as águas serem gerenciadas pelo mercado, o preço da água, o valor da água, enfim, aquela ideia neoliberal na chamada gestão das águas.

Só que na minha opinião, esse modelo não foi aceito totalmente, houve resistências, a água no país continua como um bem da União na Constituição, um bem público na lei de recursos hídricos; houve resistência porque no Brasil, na Constituição de 1988, a água continuou como um bem público ou da União. Não pode ser privatizada, mas houve a tentativa logo no começo de se criar o mercado de outorgas, concedendo determinado volume para uma empresa, ou para determinado usuário, e depois se essa água não é utilizada ela volta para o Estado.

Eles tentaram criar a possibilidade de quem receber uma outorga pudesse transferir essa outorga para outro usuário, inclusive vendendo. Mas não conseguiram isso até hoje. A gente vive essa ambiguidade, essa tensão entre a água como um bem público e a água como um bem privado, com valor econômico, preço. A gente vive no Brasil essa tensão, e não perdemos totalmente essa batalha – e eu me coloco do lado da água como bem público –, mas também corremos o risco constante de que esse viés de interpretação seja viabilizado por meio de algum mecanismo meio que escuso.

Como se dá a resistência à criação ao mercado de outorgas?

A resistência tem a sociedade organizada, sobretudo, igrejas, ONGs, sindicatos; e favorável a isso você tem o setor empresarial, que tem os seus intelectuais orgânicos a serviço dessa ideia. Só que essa experiência deu errado no mundo inteiro: na Bolívia, Argentina e França.

Em Paris, o serviço de água foi privatizado e depois voltou para o controle público. Hoje em dia, essa legislação não dá mais conta da realidade, porque atualmente na questão da crise hídrica você tem a exigência de ter outros especialistas, você teria de ter gente da climatologia e o modelo que nós temos, com a Agência Nacional de Águas e o sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos, eles não trabalham por exemplo com a questão das florestas, dos mananciais, no sentido do ciclo das águas, onde a água se origina; eles simplesmente pegam aquele manancial que está diante dos olhos, criam um comitê de bacia, os poderes econômicos disputam aquela água, e depois se as águas forem federais é a ANA que vai carimbar essa outorga.

Sem ela, as águas federais não podem ser outorgadas. E as águas estaduais dependem das secretarias de Recursos Hídricos dos estados ou do órgão correspondente. O que está acontecendo no Brasil hoje é que nós não temos uma chamada governança hídrica. Os elementos necessários, os especialistas necessários, inclusive, o poder de decisão necessário para preservar o ciclo das águas, os mananciais e as áreas que deveriam ter florestas e matas, tudo isso foi profundamente alterado com o Código Florestal, que destruiu a proteção aos mananciais. O código necessariamente alterou o regime de proteção do ciclo das águas brasileiras. Nós estamos pagando o preço por isso e cada vez mais nessa lógica não há salvação para os rios brasileiros.

A experiência da Sabesp, com gestão voltada à rentabilidade, não nos dá uma dimensão de como funcionaria o mercado de outorgas, ou sr não vê relação?

O que foi criado na Sabesp é uma certa privatização. Embora a empresa ainda tenha o poder público como acionista, e o restante de capital privado, o fato é que a empresa começou a distribuir dividendos aos seus acionistas.

Mas essa distribuição de dividendos estaria presente também no mercado de outorgas?

No caso do mercado de outorgas, vamos supor que na Sabesp em determinado momento tenha água sobrando em alguns reservatórios. Então, alguma empresa, algum irrigante ou alguma fábrica diz ‘venda para mim parte de sua outorga, que vocês estão com água sobrando’. A Sabesp poderia vender essa parcela – ou seja, trata-se de um outro sistema de mercado em que se faz a tentativa da privatização do serviço de água. Você passa os serviços de água, que às vezes são municipais e outras estaduais, para empresas privadas que vão gerenciar isso como um produto qualquer, segundo as leis do mercado.

O sr. é crítico do projetos de transposição do Rio São Francisco. Qual o maior problema do projeto em sua opinião?

A gente sempre foi crítico desse projeto de transposição, mas ao mesmo tempo também é favorável que a água seja distribuída para as populações necessitadas como prioridade, como está na lei brasileira, e nas convenções internacionais, que é questão de bom senso, que a pessoa e os animais têm prioridade sobre os demais usos. Então, desde o começo a gente defendia que em vez de fazer uma grande obra fossem feitas adutoras de médio e pequeno portes captando água também do São Francisco, mas não precisava ser só dele, por tubulação e não por imensos canais. Isso já estava no chamado Atlas do Nordeste, da Agência Nacional de Águas.

Então, em vez de uma megaobra seriam cerca de 500 obras fazendo essa distribuição. Mas prevaleceu o projeto grande com finalidade duvidosa, porque ninguém vai fazer uma obra desse porte para o abastecimento humano, e no próprio projeto dizia que a maior parte era para uso dos setores de irrigação, com 70% para irrigação, 26% para o meio urbano (e aí leia-se empresas, comércio e serviços, além do abastecimento humano) e só 4% para a população rural difusa, que era a mais necessitada no semiárido nordestino – hoje a realidade dessa população está bastante mudada, com a questão da captação de água de chuva.

A nossa oposição à obra se dá por conta de seu gigantismo e porque sua finalidade com certeza não é o abastecimento humano. Se você perguntar para o governo ele vai dizer que não, mas estava escrito no projeto que a maior parte é para irrigação. Nossa preferência seria por obras mais simples, com menos impacto ambiental, com menos perda de água, e com o abastecimento humano como prioridade. Mas prevaleceu a grande obra e dizem atualmente que está mais ou menos 70% da transposição concluída.

Esses são os dados oficiais. A gente acha que esse número não é verdadeiro, mas eles estão falando que vão colocar essa água em 2017 pelo menos na Paraíba, que é o chamado eixo Leste, e nós achamos que há uma coincidência eleitoral nisso, só que agora, do jeito que estamos com a situação do Rio São Francisco, está faltando água em Juazeiro e Petrolina, na Bahia, para irrigação local. A Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) deixou de gerar energia elétrica na barragem de Sobradinho, porque não tem água e nós estamos propondo um plano de emergência do rio por um ano, junto com o Ministério Público e estamos propondo que se cancele a geração de energia e grande parte da irrigação para poder ter água para o abastecimento humano.

A viabilidade da transposição depende muito da situação real do São Francisco, além do que a obra depende também da tecnologia de elevação dessa água a 360 metros de altura, do consumo de energia, do preço que essa água vai chegar do lado de lá e de como será feita a distribuição dessa água. Então, a obra é questionável, mas é o que está sendo feito, embora o governo tenha feito depois várias adutoras porque a obra não contempla: teve emergência em Irecê, na Bahia, onde fizeram uma adutora, e em Guanambi (BA), Ouricuri, no Pernambuco, e na região de Serra Talhada.

Na prática, foram dando razão ao que a gente defendia e que a Agência Nacional de Águas tinha proposto. Mas evidentemente a transposição é algo emblemático, simbólico, e depois que surgiram todas essas questões com empreiteiras (na Operação Lava Jato) evidentemente ficou muito mais claro o porquê da opção pela megaobra e não por obras práticas de pequeno e médio portes, o que resolveria a demanda das populações e o abastecimento humano.

Bem, de qualquer modo, a obra já está em sua maior parte concretizada e é agora um dado da realidade. Essa obra para ser eficiente precisa também da revitalização do São Francisco, pois existe um projeto para isso?

A informação que eu tive do Ministério Público da Bahia é que este ano foram reservados R$ 500 mil para a revitalização do rio. Ou seja, você está expandindo o uso do rio, mas a revitalização na prática não existe, a não ser obras de saneamento, isso pode melhorar a qualidade da água, mas não a quantidade que seria necessária na bacia. A impressão que eu tenho é que o governo e o poder econômico abandonaram totalmente a ideia da revitalização. Em Juazeiro e Petrolina, a mídia local está defendendo a transposição do Rio Tocantins para o Rio São Francisco. Esse é a pauta da mídia aqui no momento. E aí a gente diz: ‘De quê adianta?’ Você era um rio que tinha 3 mil metros de água por segundo e hoje só tem 900. De quê adianta buscar cem ou duzentos metros de água no Tocantins, se é que isso é viável, quando você perdeu 2 mil metros cúbicos no São Francisco. Então, você vai de loucura em loucura nesse modelo que não se sustenta, e agrava cada vez mais a situação da crise hídrica brasileira.

Mas haverá um momento em que a revitalização do rio São Francisco vai se impor…

O problema é que para alguns especialistas, inclusive da Universidade do Vale do São Francisco, como o professor José Alves, e também da Universidade de Goiás, como o professor Aldair Sales, o rio está esgotado. Eles foram coordenadores de uma obra monumental chamada Flora das Caatingas do Rio São Francisco, feita por encomenda do Ministério da Integração Nacional sobre o impacto dos canais de transposição na biodiversidade das caatingas. E a conclusão deles, que fizeram percursos de pesquisa diferentes, um sem saber do outro, é que o São Francisco não tem mais retorno.

A frase que eles usam é que ‘o São Francisco está inexoravelmente condenado à morte’. E por quê? Porque se trata de um rio que depende do cerrado e uma vez devastado o cerrado não tem mais volta. Os outros biomas brasileiros têm capacidade de regeneração, a Amazônia, a própria caatinga tem capacidade de regeneração, mas o cerrado não, porque ele é um dos biomas mais antigos da Terra, com cerca de 65 milhões de anos. Então, uma vez eliminado, o cerrado não volta mais. Diante dessa situação, esses professores, por caminhos diferentes chegaram à mesma conclusão. E se o cerrado não tem volta, os rios que dependem do cerrado estão morrendo, não é só o São Francisco.

Em 2004, ainda, a gente tinha informação de 1.200 pequenos afluentes do São Francisco mortos e sabemos que 90% dos afluentes do rio estão secos em algum lugar. Corremos o risco de o São Francisco se tornar um rio como outros do semiárido, que correm no tempo que chove, mas quando passa a chuva ficam secos, são rios sazonais, ou intermitentes, como a gente chama aqui no Nordeste. Parece que o destino do São Francisco, segundo esses especialistas, é que ele se torne também um rio intermitente.

Como o sr. vê a situação do Rio Doce depois do rompimento das barragens de rejeitos da mineradora Samarco?

Isso segue a mesma lógica dos outros rios. O modelo econômico parece que tem ódio, eu diria, um ódio entre aspas, de florestas e rios. Não se sabe conviver. Quando eu passava pelo Rio Doce, eu sempre achava ele muito mais devastado do que o São Francisco. Ele era muito mais assoreado, com a lâmina de água mais rasa e suas águas muito mais contaminadas. Eu já tinha passado nessas barragens de contenção de rejeitos de mineração, mas achava que eram algumas barragens e agora se fala em mais de 500 barragens e o cuidado como foi mostrado ali é totalmente inexistente. Até que a barragem estourou e cumpriu todo o percurso do Rio Doce, indo até a foz em um processo de devastação sem precedentes.

No São Francisco você tem também muitas lagoas de rejeitos de mineração. A pergunta que a gente faz é ‘vai saber em que situação essas barragens estão’? Qual risco real elas oferecem para os rios brasileiros, sobretudo essas barragens de contenção de mineração? Isso já aconteceu em outros momentos, aconteceu na Bacia do Paraíba anos atrás e agora no Rio Doce e provavelmente, pela situação que está sendo levantada, pode acontecer em qualquer rio, a qualquer momento, desde que você tenha mineração na bacia do rio em questão. Vamos dizer assim, do ponto de vista civilizacional brasileiro, eu vejo isso como perfeitamente lógico, natural, consequente com a mentalidade que impera no trato com os nossos rios e florestas.

O sr. defende com bastante veemência que o primeiro passo seria restaurar o ciclo das águas, por meio de suas nascentes, reverter o desmatamento e tudo o mais. É isso mesmo, seria preciso deixar a natureza respirar um pouco?

Isso vem inclusive dos nossos climatologistas do Inpe, da USP, as pessoas que têm uma noção de como o ciclo das águas acontece e como a natureza cobra respeito. Uma vez ferida, machucada, ela vai tomar outros caminhos que a gente nunca sabe exatamente quais. Quando foi feito o Código Florestal, não era para deputado definir qual é a área de preservação de cada manancial. Isso é a natureza que diz. Você tem no São Francisco lagoas que ficam a sete, oito quilômetros da margem do rio, quer dizer, quando você define que o São Francisco vai ter 100 metros de matas ciliares…

Quem é você para definir algo que é a natureza que define? Você tem de fazer um estudo caso a caso, rio a rio, aquífero a aquífero, para saber qual é a área de recarga de cada um desses recursos. Qual é a área de proteção ambiental de cada nascente, em cada cabeceira de rio, trata-se de respeitar esses processos naturais, que evidentemente não obedecem à ordem da propriedade privada e nem à ordem decretada pelos deputados.

Os processos naturais são autônomos em relação ao que o ser humano define. O professor Antonio Nobre diz que a gente precisaria ter uma verdadeira economia de guerra para você poder dar um descanso para a natureza, para ela poder se refazer. Temos de aprender a lidar com esses processos naturais de uma forma mais respeitosa. Eu costumo lembrar que quando Pero Vaz de Caminha chegou no Brasil e escreveu aquela carta ele disse aquela frase: ‘neste país em se plantando tudo dá’, mas a frase não termina aí, tem um complemento: ‘neste país em se plantando tudo dá por conta das muitas águas que ele tem’.

Esse detalhe do complemento da frase foi esquecido. Nós que já fomos o país com mais água em termos de abundância, com a maior malha de rios do mundo, hoje é preciso colocar em dúvida tudo isso. A Nasa disse há poucos dias, e isso me chamou a atenção, que o Sudeste perdeu cerca de 53 bilhões de metros cúbicos de água e nós aqui no Nordeste perdemos nos últimos anos cerca de 49 bilhões de metros cúbicos. Em um processo devastador como esse nós vamos ter crise hídrica permanente em muitas regiões do país.

Texto publicado originalmente no site da Rede Brasil Atual, por Helder Lima, em http://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2015/11/pais-precisa-restaurar-ciclo-das-aguas-para-enfrentar-crise-hidrica-de-dimensao-nacional-8780.html

Remanso e Uruçuca ficam no 0 a 0 no primeiro jogo das quartas de final

Joel Goiano salva um gol debaixo da trave.

O atacante Mateus não teve sossego na partida.

Num jogo muito disputado as seleções de Remanso e de Uruçuca ficaram no zero a zero na primeira partida (jogo de ida) das quartas de final, realizado no estádio municipal Walter Dias Ribeiro neste domingo, 01/11, em Remanso. O nervosismo inicial da equipe remansense fez com que os uruçuquenses tomassem conta da partido durante o primeiro tempo. O goleiro Valtinho fez várias defesas importantes, tornando-se o destaque da primeira etapa.

Grande defesa de Valtinho nos instantes finais do jogo.

Grande defesa de Valtinho nos instantes finais do jogo.

O time de Uruçuca é bastante perigoso, com atacantes muito rápidos, e por pouco não abriu o placar na primeira etapa. A seleção de Remanso, num dos raros momentos em que foi ao ataque no primeiro tempo, perdeu uma grande chance num contra ataque. Mas a grande chance do primeiro tempo foi perdida por Uruçuca, por volta dos 40 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro Joel Goiano salvou um gol debaixo das traves, numa bola em que o atacante e artilheiro de Uruçuca, o camisa 9 Kaká, já havia vencido o goleiro Valtinho. Foi uma jogada meio polêmica, com alguns uruçuquenses pedindo pênalti, alegando que o Goiano teria tirado a bola com a mão. Eu não tive como observar, porque estava seguindo a jogada pelo visor da câmera e as fotos (como vocês podem ver abaixo) não mostram o momento em que ele tocou na bola, mas o árbitro estava em cima da jogada e não assinalou a penalidade.

Joel Goiano salva um gol debaixo da trave.

Joel Goiano salva um gol debaixo da trave.

O jogo foi bastante disputado, mas não houve jogadas desleais. São duas seleções que jogam sem praticar o antijogo. Bem diferente da seleção de Conceição do Coité, que é uma seleção bastante desleal, joga com certa violência e bateram bastante, tanto no jogo de Remanso como no de Coité. Os uruçuquenseses mostram bastante profissionalismo e nesta partida funcionou bastante o “fair play”. Espero que em Uruçuca seja como em Remanso, no que diz respeito tanto por parte dos jogadores quanto dos torcedores.

Hércules, treinador da seleção de Remanso.

Hércules, treinador da seleção de Remanso.

O treinador Hércules mexeu bastante na equipe remansense em busca de um melhor resultado e a nossa seleção jogou bem melhor no segundo tempo. Entretanto, como os gols não aconteceram, a decisão ficou mesmo para o jogo da volta em Uruçuca. Vamos torcer para que desta vez Remanso faça como das outras vezes e jogue melhor fora de casa trazendo de lá a tão sonhada classificação para as quartas de final.

Moisés, treinador da seleção de Uruçuca.

Moisés, treinador da seleção de Uruçuca.

A equipe de Uruçuca tem na sua equipe técnica um dos pontos fortes, contando com o experiente Moisés, ex-zagueiro do Vasco da Gama (fez parte do elenco campeão brasileiro de 1997) e do Internacional de Porto Alegre, e de dois auxiliares técnicos, um preparador físico e um treinador de goleiros. Mas Remanso tem o nosso Hércules e muita garra dos seus jogadores para ir lá e buscar a classificação.

Repórteres das rádios presentes.

Repórteres das rádios presentes.

Nestes últimos jogos, quando começaram as partidas entre seleções do norte e de outras regiões do Estado, o número de rádios transmitindo os jogos demonstra a importância deste campeonato intermunicipal, que é o maior do Brasil. Só neste último jogo foram cinco rádios transmitindo direto de Remanso: a Rádio Comunitária Zabelê FM, a Transamérica de Remanso, a Rádio Cidade, de Juazeiro, a FM Cidade, de Uruçuca, e a Rádio Jornal, de Itabuna.

O próximo jogo acontecerá no próximo domingo, 08/11, em Uruçuca, às 15 horas.

Nos demais jogos na disputa pelas vagas nas semifinais do Intermunicipal Baiano de 2014, duas seleções saíram vitoriosas: Santo Amaro ganhou de Santo Antônio de Jesus, em Santo Antônio de Jesus, por 4 a 1 e Itamarajú venceu Catú por 2 a 0 jogando em casa. O outro jogo, entre Eunápolis e Feira de Santana, ficou no 1 a 1, em Eunápolis.

Árbitros da partida.

Árbitros da partida.

A arbitragem foi das melhores que já apareceu por aqui neste Intermunicipal 2015, não comprometendo em nada a partida. O árbitro central foi Adenilton Piedade Carigé, FBF/Salvador; assistente 01: José Sidnei Ferreira de Jesus, FBF/Serrinha; assistente 02: Antônio Carlos Conceição Ferreira, FBF/Feira de Santana; 4º árbitro: Josivan Mendes das Montanhas, FBF/Juazeiro e 5º árbitro: Bartolomeu Silva Moura, FBF/Remanso.

Torcida remansense.

Torcida remansense.

A torcida fez a sua parte, incentivando bastante os nossos jogadores. A arquibancada estava completamente lotada, mesmo com a temperatura elevadíssima os torcedores compareceram em grande número. Neste jogo, inclusive, foi montado um camarote por trás do gol oposto ao do lado dos vestiários.

Torcida remansense.

Torcida remansense.

Uma foto panorâmica da torcida pode ser vista em http://www.flickr.com/photos/tovinhoregis/22538907190/sizes/o/ e, se você lembrar da sua localização na arquibancada, você poderá se ver na foto.

Veja como está a classificação neste momento (http://www.fbf.org.br/competicoes/43/intermunicipal-2015.html):

Classificação das Quartas de Final.

Classificação das Quartas de Final.

Remanso: Valtinho, Diego, Élio, Goiano, Coran, Marcelo, Panga, Rômulo, Mateus, Clerinho e Buiú. Suplentes: Robinho, Dedeco, Brian, Léo, Mamá, Rodrigo, Gugú, Lucílio e Bruno. Treinador: Hércules.

Seleção de Remanso - Remanso 0 x 0 Uruçuca.

Seleção de Remanso – Remanso 0 x 0 Uruçuca.

Uruçuca: Gu, Dedeu, Alex, Nino, Inho, Fabio, Elton, Pey, Lei, Kaká e Elvis. Suplentes: Lupinha, kTiago, Jadson Lucas, Juracy, Bicudo, Piula, Rai, Putuca e Júnior Camamú. Técnico: Moisés Alves dos Santos.

Seleção de Uruçuca - Remanso 0 x 0 Uruçuca

Seleção de Uruçuca – Remanso 0 x 0 Uruçuca

Local: Estádio Municipal Walter Dias Ribeiro, em Remanso, Bahia.

Vejam mais algumas fotos:

Aquecimento da seleção de Remanso.

Aquecimento da seleção de Remanso.

Aquecimento da seleção de Remanso.

Aquecimento da seleção de Remanso.

Remanso x Uruçuca.

Remanso x Uruçuca.

Remanso x Uruçuca.

Remanso x Uruçuca.

Remanso x Uruçuca.

Remanso x Uruçuca.

Joel Goiano, zagueiro da seleção de Remanso.

Joel Goiano, zagueiro da seleção de Remanso.

Gu, goleiro da Seleção de Uruçuca.

Gu, goleiro da Seleção de Uruçuca.

Valtinho, goleiro da seleção de Remanso.

Valtinho, goleiro da seleção de Remanso.

Buiú na jogada.

Buiú na jogada.

Dedeu, zagueiro de Uruçuca.

Dedeu, zagueiro de Uruçuca.

Paulinho e Cia.

Paulinho e Cia.

Torcida remansense.

Torcida remansense.

Assistente do portal Remanso.Net

Assistente do portal Remanso.Net

Joel Goiano, Buiú e as crianças.

Joel Goiano, Buiú e as crianças.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário

Sexta noite do Novenario

O sub tema da novena desta segunda-feira, 26/10, foi “Servir na construção de uma cultura de respeito ao meio ambiente (nossa casa comum) é comprometer-se com a vida. O celebrante foi o Padre Guilherme Mayer, da paróquia Santo Antônio, de Pilão Arcado-BA.

Padre Guilherme Mayer, da paróquia de Pilão Arcado, Bahia.

Padre Guilherme Mayer, da paróquia de Pilão Arcado, Bahia.

Houve também uma bela encenação para cumprir a “penitência do pote”. Hoje foi a vez dos jovens ligados à PJMP de Remanso levarem a sua cota de água para o grande pote colocado próximo do altar.

Jovens fazem encenação para levar sua cota de água...

Jovens fazem encenação para levar sua cota de água…

...cumprindo a "penitência do pote" nesta sexta noite de novenário.

…cumprindo a “penitência do pote” nesta sexta noite de novenário.

Foi mais uma bela noite cheia de surpresas, com muitos jovens fazendo coreografias alertando para os problemas que estão matando o rio São Francisco.

Salvem as nossas matas...

Salvem as nossas matas…

...salvem os nossos bichos...

…salvem os nossos bichos…

...salvem o Rio São Francisco.

…salvem o Rio São Francisco.

Como me esqueci de levar o gravador ontem, não teremos a transcrição da fala do padre Guilherme. Mas ficam aqui umas belas imagens dele fazendo a sua pregação.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Os noiteiros de hoje foram os Dizimistas, Pastoral Catequética e Crianças, Jardim Santo Afonso, Loteamento Jardim Esplanada, Rádio Comunitária Zabelê FM, Rádio Transamérica Hits, Pascom, Quadras 19 e 20.

Vejam mais algumas fotos:

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Procissão do Santíssimo.

Procissão do Santíssimo.

Procissão do Santíssimo.

Procissão do Santíssimo.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA.

Quinta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário

00_IMG_2463

Neste domingo, 25/10, quinto dia do novenário de Nossa Senhora do Rosário, tivemos o padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, na direção da novena. Ele fez a sua homilia baseada no Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos, episódio “A cura do cego Bartimeu” (Marcos 10. 46-52) e, como disse o padre Josemar, “providencial este tema em relação à proclamação do Evangelho desta noite”: A promoção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária exige a disponibilidade servidora de todos.

Ivone Clementino, Lucíola Libório e Iracy Ferreira de Castro

Ivone Clementino, Lucíola Libório e Iracy Ferreira de Castro

A penitência da água hoje foi cumprida pelas senhoras Ivone Clementino, Iracy Ferreira de Castro e Lucíola Libório, representantes da quadra 06 e fieis defensoras das causas de Jesus Cristo.

Coral Infantil Irmã Joana Margarida.

Coral Infantil Irmã Joana Margarida.

Outro destaque da noite foi a participação do coral infantil Irmã Joana Margarida que deu um brilho todo especial à noite deste domingo.

Como já fiz em outros dias do novenário, aqui segue a transcrição da homilia do padre Josemar Mota:

Preparação para a leitura do Evangelho.

Preparação para a leitura do Evangelho.

“Meus queridos irmãos, minhas queridas irmãs, os rádio-ouvintes, os internautas que nos acompanham de tantos lugares do mundo inteiro, os noiteiros de hoje, a comunidade Extensão Nova, os motoristas, mecânicos, motociclistas, Vila Ayrton Sena, loteamento José Clementino, Quadras 6, 14 e 15; a minha saudação às irmãs de São José presentes aqui em nossa comunidade; aos padres José Benedito e padre Edmundo.

Padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, BA.

Padre Josemar Mota, vigário geral da Diocese de Juazeiro, BA.

Meus irmãos e minhas irmãs, a festa do padroeiro e da padroeira é um momento importante na vida da comunidade, quando esta comunidade se reúne em torno de Jesus para ouvir a sua palavra a fim de que a caminhada desta comunidade seja iluminada pela palavra do Senhor, que é o próprio caminho apresentado para que nós vivamos a sua proposta de salvação e de libertação. O tema desta festa nos leva a refletirmos sobre o dom do serviço dado à Igreja, à comunidade pelo próprio senhor. E o subtema desta noite muito bem escolhido e providencialmente para esta noite, ‘A promoção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária exige a disponibilidade servidora de todos’. Providencial este tema em relação à proclamação da palavra do Evangelho que nós acabamos de ouvir. Para compreendermos a proposta deste tema de hoje temos que estarmos atentos à palavra do Evangelho que nos foi proclamada. Primeiro, diz a leitura do Evangelho, que Jesus vai passando junto com seus discípulos e uma grande multidão, certamente os mais diversos interesses ali em torno de Jesus, e ali surge alguém à beira do caminho, um cego, mendigo, um pedinte, alguém que era totalmente dependente dos outros que porventura lhe desse umas pequenas moedas. Alguém que era dependente de tudo, porque tinha sido excluído, marginalizado da vida social da comunidade. E aquele homem que está à beira do caminho, Bartimeu, escuta dizer que Jesus de Nazaré está passando por ali. E, naquele momento, digamos que mesmo cego fisicamente, aquele homem conseguiu ver a luz que era Cristo Jesus passando naquele momento, passando ali onde ele estava. E qual a atitude daquele pobre homem? ‘Jesus filho de Davi tende piedade de mim’. E ele gritava pedindo clemência, misericórdia, colocando a sua esperança, a sua vida naquele que certamente tinha ouvido falar das suas palavras, das suas obras e as pessoas queriam que ele se calasse. Mas ele gritava mais alto. Meus amados irmãos, a oração não passa despercebida ao coração de Deus. A oração feita com fé e confiança não passa despercebida aos ouvidos de Deus, porque principalmente a oração dos pobres e abandonados, dos tristes… a oração daqueles que vivem excluídos e marginalizados à beira do caminho. Lembremos que no livro do Êxodo, quando o povo de Deus está escravo no Egito, Deus chama Moisés e lhe diz: ‘eu vi a miséria do meu povo, eu ouvi o seu clamor e desci para libertá-los’. Este deus que tem sentimento, que age em favor do seu povo, que escuta o clamor do seu povo, ouviu o clamor daquele homem que estava à beira do caminho e no clamor daquele homem nós vemos milhares e milhares de irmãos que foram excluídos, marginalizados, porque a sociedade não entendeu a proposta de Deus. Naquele homem milhares e milhares de irmãos à beira do caminho, porque a nossa falta de amor, de solidariedade de compromisso em fazer com que sua vida seja valorizada, a nossa falta de amor, de solidariedade, de compaixão o excluiu. Quantos irmãos e irmãs vivem à margem da sociedade porque a nossa falta de amor e de solidariedade os excluiu? Quantos irmãos que estão á beira do caminho e nós nos tornamos surdos aos seus apelos aos seus gritos? Nós nos tornamos indiferentes à vida daqueles que sofrem e que clamam pela nossa misericórdia, pela nossa solidariedade. Assim como aquele homem, milhares de pessoas ou algumas pessoas chegaram querendo que ele se calasse. Quantas vezes também nós encontramos na sociedade pessoas que querem que os pobres não se organizem. Pessoas que querem que aqueles que estão sofrendo continuem sofrendo. Pessoas que visam apenas o poder e a riqueza como meio para usufruir dos irmãos e das irmãs, tirando-lhes aquilo que é necessário para a sua sobrevivência, porque a sua busca desenfreada pelo poder, pela riqueza, movidos pela ganância, não consegue ouvir o seu clamor e não consegue enxergar aquele que está caído à beira do caminho. E, assim como alguns tentaram calar aquele homem, nós também encontramos na sociedade pessoas que querem que aqueles que estão sofrendo, que aqueles que vivem no submundo da marginalidade também se calem, não se organizem. Uma sociedade onde as pessoas, as minorias não se organizam é muito mais fácil quem está no poder mandar e desmandar do jeito que bem entender. Mas, como nós vimos no evangelho, Jesus em dado momento manda chamá-lo e vejamos que gesto bonito de alguns que também estavam lá. Quando Jesus disse chamai-o, alguém ou algumas pessoas chegaram para aquele homem e tornaram-se um instrumento, um bom samaritano, um instrumento de Deus. ‘Coragem! Levanta-te! Êle está te chamando!’ São palavras de fé e esperança que fazem com que os irmãos se reanimem, que fazem com que aqueles que sofrem, aqueles que estão à beira do caminho, passem a refletir e coloquem-se de pé numa atitude de alguém que está disposto a lutar para que a vida seja plena. E quando aquele homem escuta o chamado daqueles irmãos que lhe foram solidários, obedecendo a palavra de Jesus, diz o evangelho que ele deu um pulo e foi até Jesus e Jesus lhe perguntou: ‘O que você quer que eu faça por voce?’ E vejamos que ele não pediu nem poder nem riqueza, pediu uma única coisa: ‘Senhor que eu veja’, e Jesus lhe diz: ‘A tua fé te curou’. Meus amados irmãos, em nossa sociedade para que vivamos o dom do serviço dado por Jesus à comunidade como continuadora da sua missão, nós somos convidados a pedir ao senhor que cure as nossas cegueiras do individualismo, do egoísmo, da indiferença. Que cure a cegueira da nossa vida que nos impede de ver aqueles que estão à beira do caminho. Que cure a cegueira da nossa vida que nos impede de sermos irmãos e irmãs uns dos outros e vejamos que diante daquele homem a palavra de Jesus realizou-se quando o senhor anuncia a sua missão: ‘eu vim para evangelizar os pobres, libertar os cativos, dar vista aos cegos, anunciar o ano da Graça do Senhor’, é uma nova maneira de viver, porque ser seguidor do Cristo é uma maneira de ser e de viver e se colocar no mundo como testemunha da sua palavra, ajudando aqueles que estão à beira do caminho a ingressar no caminho, no caminho da vida, no caminho da paz, para que a sociedade torne-se, segundo o grande sonho de Deus, uma sociedade de irmãos, onde não haja excluídos nem marginalizados, onde não haja desigualdade, onde a renda seja distribuída, para que não haja pessoas sofrendo, passando fome ou na miséria. Mas, irmãos e irmãs, porque a palavra de Deus nos une para que sejamos irmãos e nos comprometamos com a palavra de Jesus, com a sua proposta de salvação, porque meus queridos irmãos, não basta ter fé em Jesus é necessário termos a fé de Jesus agindo para que a Igreja seja continuadora da sua missão, impulsionada pelo Espírito Santo; uma Igreja que coloque-se a serviço de todos , principalmente dos mais pobre e marginalizados; daqueles que foram excluídos e que esta igreja seja a presença de Jesus salvando, resgatando, devolvendo a dignidade às pessoas que estão privadas do direito à vida. Meus amados irmãos e irmãs, no término desta palavra do Evangelho, São Marcos nos diz que aquele homem tornou-se um discípulo de Jesus. Ele não somente viu Jesus, entendeu que Jesus estava passando; não somente o encontrou, mas tornou-se um discípulo dele e é preciso que nós também nos tornemos cada vez mais discípulo do Senhor, pedindo a Deus que cure, como eu já disse, a nossa indiferença o nosso egoísmo, a nossa maneira de estar diante do outro com um olhar que discrimina, que ridiculariza, que o exclui e que cure também os nossos ouvidos para, como Jesus, ouvirmos o clamor daqueles que sofrem, para que a nossa igreja seja uma igreja a serviço da vida e da dignidade. Celebrando, meus amados irmãos, a festa de Nossa Senhora do Rosário, a nossa querida mãe e Padroeira, que identificou os seus sonhos com os sonhos de Deus, que proclamou as maravilhas de Deus, uma nova humanidade onde a igualdade, a fraternidade e a justiça não sejam palavras bonitas, mas sejam palavras colocadas em prática em nossa vida, em nossa sociedade. Que Nossa Senhora, nossa mãe, nossa companheira desta caminhada, interceda a Jesus para que nós estejamos cada vez mais a serviço da vida, solidários das pessoas, comprometidos com o Evangelho de Jesus para que todos tenham vida e a tenham em abundancia. Amém.”

Vejam mais algumas fotos:

IMG_2418 IMG_2592 IMG_2590 IMG_2562 IMG_2556 IMG_2555 IMG_2551 IMG_2549 IMG_2545 IMG_2525 IMG_2523 IMG_2518 IMG_2514 IMG_2505 IMG_2467 IMG_2453 IMG_2452 IMG_2431 IMG_2425

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário

Quarta noite - Novena de Nossa Senhora do Rosário

O subtema da noite foi: “Comprometer-se com a vida, servindo na defesa da dignidade humana” e o palestrante deste sábado, 29/10, quarta noite do novenário, foi o padre José de Erimateia, pároco da Paróquia de Uauá.

Preparação para a leitura do Evangelho: chegada da Bíblia.

Preparação para a leitura do Evangelho: chegada da Bíblia.

A fala do Padre José de Erimateia foi baseada na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10. 30-35). “Percebemos que o tema de hoje nos remete um pouco à campanha da fraternidade e também à dimensão pastoral da igreja. Uma dimensão que vai buscar justamente edificar a pessoa, resgatar a sua dignidade, valorizar aquelas pessoas que são excluídas pela sociedade e essa dimensão pastoral, da pastoral social da igreja, que visa justamente esse resgate, essa valorização da vida, humana busca esses elementos suficientes para que haja mais vida na sociedade e vida em abundância” e a parábola do bom samaritano nos mostra o resgate dessa dignidade humana, quando o bom samaritano faz o papel que o levita e o sacerdote deveriam cumprir. É este compromisso “em favor da vida, protagonizando essa libertação, que é tão esperada por todos nós, que já foi tão anunciada de todas as formas e nós temos que ser protagonistas dessa transformação, dessa nova vida, desse novo mundo, a nossa fé é algo fundamental para que haja transformação, uma fé comprometida com as pessoas necessitadas, com as questões sociais uma fé que busca razões para existir”.

Enchendo o pote.

Enchendo o pote.

Toda noite tem uma ou mais homenagens e esta noite não foi diferente. Primeiro, cumprindo a penitência de encher os potes com água, foi feita uma encenação com a participação de jovens da comunidade, alertando para o uso correto das águas do rio São Francisco, e, ao final, a jovem levou a moringa d’água e despejou o conteúdo nos potes.

Homenagem à Irmã Gecyra.

Homenagem à Irmã Gecyra.

O momento de ação de graças foi dedicado à Irmã Gecyra, com um desfile da sua imagem em forma de coração, passando pelo meio dos fieis ao tempo em que a irmã Cleide cantava uma canção para homenageá-la.

Vejam mais algumas fotos:

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário - Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Quarta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário – Celebrante: Padre José de Erimateia, pároco de Uauá.

Remanso faz a sua primeira Missa com os Vaqueiros

00_IMG_1943

Hoje pela manhã, 24/10, aconteceu a primeira missa com os vaqueiros de Remanso. Não foi ainda uma missa com grande participação da vaqueirama de Remanso, mas já foi um bom começo. Participaram vaqueiros das comunidades remansenses e fieis que sempre acompanham as celebrações durante a festa de nossa Padroeira.

Padre Benedito celebra a primeira Missa com os vaqueiros remansenses.

Padre Benedito celebra a primeira Missa com os vaqueiros remansenses.

Como foi a primeira vez, a missa foi realizada dentro da Igreja Matriz, mas se vislumbra, a partir do próximo ano, a participação dos vaqueiros como noiteiros do novenário e, como sugeriu o Padre Benedito, deve ser estudada a possibilidade da criação de um dia reservado para uma missa campal exclusivamente para os vaqueiros, em uma data diferente das datas reservadas para a festa da padroeira. É uma sugestão bastante louvável e, como disse o padre Benedito: “Uma missa assim deve ajudar a resgatar a tradição dos vaqueiros na nossa cidade, apesar de muitos vaqueiros hoje atuarem muitas vezes num sentido bem diferente do que deveria ser”. O padre Benedito alertou ainda para o cuidado que se deve ter no sentido de não tornar a missa do vaqueiro num ato de politicagem como acontece em outros lugares já conhecidos de todos.

O vaqueiro remansense participa cantando uma toada.

O vaqueiro remansense participa cantando uma toada.

Foi uma missa bastante participativa, com uma cantoria feita por um vaqueiro, além da ação de graças, onde os vaqueiros ofereceram seus acessórios de trabalho e uma pose para fotografia com os vaqueiros presentes para marcar o início do movimento de resgate da tradição dos vaqueiros remansenses.

Ação de Graças: Os vaqueiros e Nossa Senhora.

Ação de Graças: Os vaqueiros e Nossa Senhora.

Depois da missa houve a bênção dos vaqueiros, feita pelo padre José Benedito Rosa, e os vaqueiros e vaqueiras saíram em cavalgada pelas ruas de Remanso, encerrando o movimento no parque de vaquejada Carlos Amâncio.

Os vaqueiros são abençoados pelo padre Benedito.

Os vaqueiros são abençoados pelo padre Benedito.

Veja m mais algumas fotos:

IMG_2022

As vaqueiras também marcaram presença.

ZZ_IMG_1956 IMG_2027 IMG_2018 IMG_2008 IMG_2007 IMG_2006 IMG_2004 IMG_1961 IMG_1959 IMG_1946 IMG_1925 IMG_1897-Editar