Da Ditadura Civil para a Militar

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Antes do golpe de 2016 sobre a maioria do povo brasileiro trabalhador ou excluído, já comentávamos em Brasília, num grupo de assessores, sobre a possibilidade de uma nova ditadura no Brasil. E nos ficava claro que ela poderia ser simplesmente uma “ditadura civil”, sem necessariamente ser militar. Entretanto, como em 1964, ela poderia evoluir para uma ditadura militar. Naquele momento pouquíssimos acreditavam que o governo poderia ser derrubado.

Já escrevi sobre esse assunto antes do golpe de 2016, mas agora o assunto se atualizou.

Para mim não há dúvida alguma que estamos em plena ditadura civil. É um grupo de 350 deputados, 60 senadores, 11 ministros do Supremo, algumas entidades empresariais e as famílias donas da mídia tradicional que impuseram uma ditadura sobre o povo. As instituições funcionam, como dizem eles, mas contra o povo e apenas em favor de uma reduzidíssima classe de privilegiados brasileiros. Claro, sempre conectados com as transnacionais e poderes econômicos que dominam o mundo.

Portanto, nós, o povo, fomos postos de fora. Tudo é decidido por um grupo de pessoas que, se contadas nos dedos, não devem atingir mil no comando, com um grupo um pouco maior participando indiretamente.

Acontece que o golpe não fecha, não se conclui, porque a corrupção, velha fórmula para aplicar golpes nesse país, hoje é visível graças a uma mídia alternativa presente e cada vez mais poderosa. E a corrupção está em todos os níveis da sociedade brasileira, sobretudo nos hipócritas que levantaram essa bandeira para impor seus interesses.

Mas, a corrupção é apenas o pretexto. Segundo a visão de Leonardo Boff, o objetivo do golpe é reduzir o Brasil para 120 milhões de brasileiros. Os 100 milhões restantes vão ter que buscar sobreviver de bicos, esmolas e participação em gangs, quadrilhas e tráfico de armas e drogas.

Então, começam aparecer sinais do verdadeiro pensamento de quem está no comando, uma reunião da Maçonaria, um general falando a verdade do que vai nos bastidores, a velha mídia com a opinião de “especialistas”, nas mídias sociais os saudosos da antiga ditadura dizendo que “quem não é corrupto não precisa ter medo dos militares”.

Enfim, estão plantando a possibilidade da ditadura militar. Para o pequeno grupo que deu o golpe ela é excelente, a melhor das saídas. Nunca foram democráticos. Não gostam do povo. Inclusive nessa Câmara e nesse Senado, poucos vão perder seus cargos ou ir para a cadeia.

O pior de uma ditadura civil ou militar é sempre para o povo. As novas gerações não conhecem a crueldade de uma ditadura total.

É de gelar a alma o silêncio da sociedade diante das declarações do referido general.

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Hidronegócio: privatização da Eletrobrás, privatização das águas

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Há tempos o hidronegócio busca mecanismos de privatização das águas brasileiras. Constitucionalmente tidas como um bem da União, nossas águas não podem ser privatizadas.

A Constituição Federal no artigo 20, inciso III, estabelece que são bens da União os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.

Reza a Lei Brasileira de Recursos Hídricos 9.433/97:

Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos:

I – a água é um bem de domínio público;

II – a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;

III – em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais;

IV – a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas;

V – a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos;

VI – a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.

O mecanismo estabelecido em lei para uso privado é o da “concessão de outorga”, pelo qual o Estado Brasileiro entrega a um ente privado a exploração de determinado volume de água por um determinado tempo, sujeito à renovação.

Uma vez na posse da outorga, o uso passa a ser privado. Portanto, se não privatiza a propriedade, privatiza o uso.

Embora seja um mecanismo de aparente controle do Estado, podendo retomar a outorga caso ache necessário, o fato é que, uma vez outorgada certa quantidade de água, ela será utilizada até o fim.

Mas, agora levanta-se um mecanismo muito mais monstruoso e perigoso que uma simples outorga. A privatização da Eletrobrás transfere ao poder privado o direito de “vida e morte” sobre os rios brasileiros. O fato é que – ainda hoje – a energia de origem hídrica representa o filé mignon da energia elétrica, mesmo sob avanço das eólicas, da tímida energia solar e até mesmo das térmicas, acionadas constantemente quando falta água nos rios e reservatórios.

Portanto, quem controlar a geração da energia elétrica, controlará as águas brasileiras. Embora tenhamos hoje um Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, cujo topo é atribuído ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), Agência Nacional de Águas (ANA) e Secretaria de Recursos Hídricos da União (SRHU), vinculada ao MMA, quem está na ponta sabe que o controle efetivo é do setor elétrico. Ele se coloca acima de todos os demais usos e determina como as águas serão utilizadas.

O caso mais exemplar nessa privatização será o das Centrais Elétricas do São Francisco (CHESF). Até hoje ela reina no vale do São Francisco, embora tenha perdido poder quando o controle geral da energia passou para o Operador Nacional do Sistema (ONS). O uso das águas no São Francisco, tanto o consuntivo (quando a água é retirada do corpo d´água, caso da irrigação), como do não-consuntivo (como é o caso da geração de energia elétrica), acaba sendo determinado pelo ONS.

E os usos prioritários estabelecidos em lei, que são o uso humano e a dessedentação dos animais? A lei 9.433/97, em suas filigranas, estabeleceu que “são prioridades em caso de escassez”. Oras, no Nordeste a escassez só é decretada quando os reservatórios atingem menos de 10%, enfim, quando a maioria dos reservatórios vira uma sopa de sal, imprestável para qualquer uso. Essa é a obediência às prioridades.

Enfim, a privatização da Eletrobrás será a maior privatização de rios que já tivemos em nossa história. Os trabalhadores dessas empresas não terão mais garantia de seus empregos, o preço da energia vai subir e os cidadãos dependerão de licenças das empresas privadas até para beber água.

 

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Pobre da rica Venezuela

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando Napoleão invadiu a península Ibérica em 1808, prendeu o rei da Espanha e de todo Império Espanhol. Então, D. João VI, rei de Portugal e de todo Império Português, teve tempo e fugiu para o Brasil.

Quando Simon Bolívar e San Martin, os chamados Libertadores da América, sentiram o Reino Espanhol acéfalo, iniciaram a emancipação política dos países de língua espanhola. Por isso essa parte da América Latina tem tantos países.

O Brasil, ao contrário, tornou-se sede do Império Português. Essa é uma das razões fundamentais pela qual o Brasil permaneceu unido, embora sejamos tão diferentes e poderíamos ser ao menos cinco países de língua portuguesa, assim como são nove os países latino-americanos de língua espanhola. Para muitos, D. Pedro também é um dos libertadores da América.

Um dos berços da libertação da Espanha foi exatamente a Venezuela. Ali nasceu e iniciou o processo de libertação Simon Bolívar. Deriva de seu nome o chamado “bolivarianismo” que tanta gente odeia sem saber sequer o que é. Desses libertadores deriva também o nome do maior campeonato de futebol das Américas, a Libertadores da América que tanta gente sonha ver seu time ganhar, também sem saber de onde vem o nome.

Ao sul, San Martin vai conduzir a libertação da Argentina, Chile e Peru.

A Venezuela, uma vez livre, inicia seu difícil trajeto de se constituir como nação. Em 1976 funda sua maior empresa, uma petroleira, a PDVSA, com reservas estimadas em mais de 3 bilhões de barris de petróleo. Toda economia Venezuelana passa a girar em torno do petróleo. Uma oligarquia branca, corrupta e indiferente à miséria do povo toma conta do Estado e do petróleo. Até os ovos de galinha na Venezuela são importados, trocados pelos dólares do Petróleo.

Esse quadro de riqueza e exclusão gera insatisfações políticas medonhas. Chaves entende a realidade e chega ao poder. Derrubado uma vez pelas antigas oligarquias, volta ao poder pelos braços do povo. Funda o chamado “bolivarianismo”, retomando os ideais libertários de Simon Bolívar, embora haja tantas dúvidas sobre a seriedade das palavras, dos métodos e dos propósitos.

Mas, Chaves morre e chega Maduro. O petróleo perde valor no mercado internacional e a Venezuela, dependente economicamente desse produto, empobrece. Se tudo é importado, é fácil entender que começa faltar de tudo, inclusive para a classe média, e fica fácil também o lockout dos empresários, isto é, o ato de esconder os produtos para colocar o povo em estado de revolta contra o governo.

As antigas oligarquias venezuelanas querem o poder de volta, o controle do petróleo e a retomada da vida nababesca e indiferente ao povo que sempre tiveram. Sufocam o governo e não abrem espaço para qualquer diálogo. Muitos setores da sociedade, que antes apoiavam Chaves, hoje já não apoiam Maduro.

A Venezuela está dividida. Mas, ao contrário do Brasil, as partes vão às ruas, se confrontam, se digladiam e tantas vezes se matam. Lá o Exército, até agora, está com Maduro. Se o Exército se dividir, virá a guerra civil. Se deixar de sustentar Maduro, o regime cai de verde e de maduro.

O conflito, alimentado pelos Estados Unidos, principal consumidor desse petróleo bom, próximo e barato, não tem prazo para terminar e ninguém sabe dizer qual será o futuro desse povo irmão. O problema é que a crise política se transformou em crise humanitária. Com fome, desemprego, migrações, o futuro é uma interrogação.

OBS: Durante os 9 anos que estive na equipe de Terra, Água e Meio Ambiente do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM), debatíamos muito sobre a situação de nossos países, inclusive a Venezuela.

Rupturas nos canais da Transposição

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Mais uma vez o canal do Eixo Leste da Transposição do São Francisco se rompeu nesse fim de semana. As imagens e vídeos da ruptura estão pela internet.

Diante desses fatos até mesmo o jornalismo paraibano começa questionar a qualidade técnica da obra realizada. Afinal, com os canais expostos há tantos anos ao sol do sertão, sendo remendados várias vezes, sempre restava uma interrogação sobre a funcionalidade desses canais e barragens.

Os responsáveis estão dizendo que a correção será feita rapidamente e que não há maiores problemas. Quem sabe seja verdade e o assunto morra aqui.

Mas, os sucessivos problemas apresentados desde seu curto funcionamento, comprometendo inclusive a chegada da água ao açude do Boqueirão, em Campina Grande, reforçam as dúvidas de quem já sabia das imensas dificuldades operacionais de uma obra desse porte, sobretudo a longo prazo.

Tempos atrás se elogiava muito a engenharia brasileira por realizar uma obra de tamanho porte. Agora há um silêncio e os problemas vão se acumulando. Segundo o hidrólogo João Abner, dos 9 m3/s bombeados do São Francisco, apenas 3 m3/s estão chegando ao açude do Boqueirão, em Campina Grande. Portanto, uma perda hídrica de 70%. Quem recebe essa pouca água fica contente, mas poderia chegar muito mais com uma obra infinitamente mais barata e eficiente.

Nosso receio sempre foi que essa obra fosse inviável também tecnicamente, além de tantos outros problemas de ordem econômica, ambiental, social e até éticos.

As orelhas estão em pé. Vamos acompanhando os desdobramentos. O pior será se essa obra mostrar-se mesmo inviável. Aí teremos que recomeçar tudo do zero, pensando novamente nas adutoras, sem falar na situação do rio São Francisco.

Mas, não há como sair do zero. Já houve muito tempo e muito recurso público perdidos. Pior, muita ilusão vendida para fins que nunca ficaram devidamente claros.

As perspectivas de um Brasil de párias.

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Esses dias, por questões familiares, tenho andado muito no setor de oncologia do Hospital Regional de Juazeiro. Ali vejo pessoas sendo atendidas pelo SUS. É o diagnóstico, os exames, os remédios para tratamento, assim por diante.

Qualquer tentativa de ir para a medicina privada se torna impossível para a esmagadora maioria daquelas pessoas e famílias. Tudo é absolutamente caro e inalcançável.

O espaço é simples e digno. O atendimento é muito humanizado. As atendentes, enfermeiras e o próprio médico muito gentis. O problema, como sempre, é uma certa lentidão no atendimento, fator que pode ser melhorado com um pouco mais de capricho na gestão.

Saio dali e fico pensando como será a situação de pessoas com câncer daqui a 4 ou 5 anos, que dirá vinte anos!!! O que restará da saúde pública depois da aprovação da PEC 241? O que me faz ferver o sangue é ver, mais uma vez, nomes como do senador Cristóvão Buarque e Marta Suplicy (Golpista) votando a favor de uma perversidade política desse porte.

E a educação? Se hoje as escolas são precárias, se ninguém mais quer ser professor pelo baixo nível dos salários, se um país precisa de educação para ser considerado como tal, o que restará da educação desse país daqui a vinte anos?

E o saneamento? Fernando Henrique fez um acordo com FMI e Banco Mundial e, por consequência, o Brasil ficou 10 anos sem investir em saneamento. O resultado é que hoje nosso padrão de saneamento é considerado nos mesmos níveis de Londres e Paris, só que em 1400. Congelando os investimentos em 8 bilhões ao ano – é o que foi feito -, vamos levar mais de 60 anos para resolver um problema elementar que torna civilizado um pais e um povo. Isso se houver o investimento e se ele for bem feito.

Mas, duvido que os esmagados se calem e se conformem. A revanche virá.

Tal como está, é impossível imaginar esse país em perspectiva, sem pensar numa sociedade de privilegiados e o restante de párias. A diferença brutal desse governo em relação aos anteriores é que eles se propunham ser mais inclusivos, esse é declaradamente excludente.

Uma das bandeiras de luta para os próximos passos é anular, através de um plebiscito nacional, as decisões tomadas pelos traidores.

Trump é o muro, Francisco é a ponte.

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Francisco já repetiu várias vezes que estamos numa 3ª Guerra Mundial. Sua opinião não é fantasiosa ou irresponsável. Ele é a única liderança mundial que tem uma leitura do momento atual da humanidade.

Francisco fala a partir da guerra na Síria, no Afeganistão, em outras partes do mundo e, sobretudo, a partir das vítimas das guerras, dos imigrantes e “desplazados” pelas catástrofes socioambientais. Fala a partir dos sem-teto, sem-terra e sem trabalho. Lembra ainda dos idosos, dos doentes, das crianças, dos descartados da sociedade contemporânea.

Fala a partir das indiferenças, dos egoísmos, dos isolacionismos, dos fascismos de toda ordem. De uma sociedade baseada no consumismo, de um “producionismo” que faz da Terra uma lixeira.

Mesmo assim não se desespera. Diz que movimentos sociais do mundo inteiro, nações indígenas, lutadores da paz e da justiça são a esperança. Ele se reúne com eles, os convida a lutarem para superar a ditadura do dinheiro. Propõe a solidariedade, a partilha, a fraternidade, o acolhimento do diferente e o cuidado com a Terra como caminho para a paz.

Se Hillary tem ligação com a indústria das armas, se ajudou montar o golpe no Brasil, agora pouco interessa. Com a eleição de Trump a humanidade revela sua face mais alucinante. Quem detém a fabulosa riqueza já produzida se mostra desesperado em salvaguardar sua “qualidade de vida”. O modo é a guerra, as discriminações, os xenofobismos, os muros, a eliminação do outro, do diferente, daqueles que são os bodes expiatórios, para serem demonizados e responsabilizados pelas insanidades de quem tem o comando. Porém, nenhuma nação sozinha hoje comanda a humanidade.

Trump é o muro, Francisco é a ponte.

O saneamento foi para o esgoto

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Concluídas as eleições municipais – com a mídia saboreando a derrota do PT e a vitória do PSDB -, voltamos à política real.

A aprovação da PEC 241 pelos deputados sofreu uma crítica profunda por parte do Conselho Permanente da CNBB. Pena que a nota demorou, mas ainda há tempo, já que vai tramitar pelo Senado agora como PEC 55.

Um dos itens que teve debate zero nessas eleições municipais, tão fundamental para cada município brasileiro, foi o saneamento básico. Nem os candidatos, nem a mídia, nem mesmo a Igreja soube colocar a temática em debate. E olhem que esse é o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica desse ano. A Arquidiocese do Rio de Janeiro, por exemplo, diante do posicionamento partidário de alguns padres, preferiu lançar uma nota falando de “aborto”, como se fossem os prefeitos que decidissem sobre o tema. Não apareceu na nota da Arquidiocese nenhuma referência a uma cidade com favelas, esgoto à céu aberto, poluição das praias e da Lagoa Rodrigo de Freitas.

É nessas ciladas midiáticas que caímos como patos. Falta até seguir aquele conselho básico de Jesus: “sejam mansos como pombas e astutos como cobras” (Mateus 10,16). Será que é mesmo ingenuidade, ou astúcia invertida?

A nota da CNBB é clara. Não é só a saúde e a educação que vão ficar sucateadas em alguns anos – para D. Murilo Krueger bastarão 4 anos para percebermos o desastre -, mas o saneamento básico também terá seu orçamento congelado.

Quando FHC era presidente, fez um acordo com o FMI e o Banco Mundial, proibindo o Brasil de investir em saneamento por dez anos, e com isso poupar dinheiro para bancar a dívida externa. Era a lógica de precarizar para privatizar. O resultado é que em dez anos nosso saneamento ficou nos mesmos níveis de Paris e Londres, só que em 1400. Isso, nosso saneamento foi classificado por uma agência internacional como medieval (O Globo, 10/09/2016).

Portanto, quem acha que o que aconteceu aí foi só tirar a Dilma e pôr o Golpista, derrotar o PT e pôr o PSDB, daqui a alguns anos vai ver o resultado das decisões que estão acontecendo agora. Ainda vem aí a reforma da Previdência e a trabalhista.

O saneamento básico, literalmente, foi para o esgoto.

Praça lotada no segundo dia de Novena de Nossa Senhora do Rosário

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Nesta terça-feira, 22/10, segundo dia do novenário de Nossa Senhora do Rosário, a praça Manoel Firmo Ribeiro ficou lotada de fieis para acompanhar o Padre Guilherme Mayer, pároco da Paróquia Santo Antônio, de Pilão Arcado, na discussão do sub-tema “Sem saneamento básico, ‘nossa casa comum’ deixa de ser um bom lugar para viver”.

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Ação de Graça, hora das belas encenações durante a Novena.

Todas as noites a participação da comunidade é fundamental para o bom andamento da novena. Sempre tem alguma novidade durante a celebração, com várias encenações ligadas à temática do novenário. A hora da Ação de Graça é um dos momentos mais esperados, devido às surpresas que os noiteiros sempre trazem para este momento.

Os noiteiros deste sábado foram: Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, Profissionais da Saúde, Grupo AA, CAPS, Vicentinos e Quadras 07 e 10.

As fotos de que destaco para hoje (as outras estou postando no meu Facebook:

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Com gol de Brenner Remanso vence Santaluz por 1 a 0

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No último domingo (16/10) a seleção de Remanso venceu a seleção de Santaluz pelo placar de 1 a 0, jogo válido pela terceira fase do Intermunicipal Baiano de 2016, realizado no Estádio Municipal Walter Dias Ribeiro, em Remanso.

O Jogo

As duas seleções invictas fizeram um jogo difícil, com os luzenses catimbando bastante. A primeira etapa teve alguns lances perigosos, tendo como principal lance o gol perdido pelo meia atacante Rodrigo (11) aos 13 minutos. Os remansenses, como era de se esperar, procuravam mais o gol, enquanto os luzenses demonstravam que o empate já seria bastante para as suas pretensões.

A segunda etapa começou já com a expulsão do centroavante Marcelo Muritiba aos dois minutos. Somente aos 29 minutos saiu o único gol da partida, marcado por Brenner, após a cobrança de escanteio feita pelo lateral esquerdo Marcelo. Ambos haviam entrado no decorrer da partida. No finalzinho do jogo a seleção luzense passou a pressionar os remansenses, mas não conseguiu chegar ao empate. Já nos acréscimos da partida o técnico Beto Oliveira foi expulso e, junto com Marcelo Muritiba, serão as principais baixas para o jogo de volta no próximo domingo (23/10) no estádio Milton Góes, em Santaluz. Após o encerramento da partida o atleta Murro Pinho Santos, camisa número 04, recebeu cartão vermelho. Achei estranho o nome, mas é assim que está anotado na súmula.

Com o resultado desta partida a seleção de Remanso joga pelo empate para passar para a próxima fase. Santaluz precisa de uma vitória por mais de um gol de diferença para seguir em frente. Uma vitória dos luzenses por apenas um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

Os atletas e comissão técnica da seleção de Santaluz reclamaram muito após o final da partida. Por pouco não se formou uma grande confusão já na entrada dos vestiários.

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REMANSO

Valtinho, Diego, Alex Buzina, Daniel, Max, Leo, Diê, Giorjan “Colômbia”, Henrique, Mamá e Rodrigo. Suplentes: Robinho, Marcelo, Edijan, Elio, Jailson, Roge, Brenner, Gú, Panga, Tiago e Dedeco.

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SANTALUZ

Whallison, Samuel, André, Marcos, João, Valdemir, Marcelo Bispo, Romário Gravatá, Marcelo Muritiba, R(???), Nivaldo, Edson, M(???), Rodrigo, Jadson, André, Fábio, Welington e Fredson.

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ARBITRAGEM

Árbitro: Carlos Roberto dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 01: Hilton Carlos dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 02: André Batista dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); 4º Árbitro: Jucimar Barbosa da Silva (FBF/Remanso)

Mais fotos:

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Remanso bate Morro do Chapéu por 2 a 1 e se classifica em primeiro lugar no Grupo 1 do Intermunicipal 2016

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No último domingo, 25/09, a Seleção de Remanso venceu a seleção de Morro do Chapéu pelo placar de 2 a 1 e se classificou em primeiro lugar no Grupo 1 do Campeonato Intermunicipal Baiano de 2016. Com esta vitória a seleção de Remanso confirma a sua posição de destaque na competição e termina a primeira fase como quarta colocada no geral (ver tabela abaixo).

O Jogo

O primeiro tempo do jogo foi dominado pela seleção de Morro do Chapéu que partiu para cima de Remanso e conseguiu marcar um gol que foi anulado pela arbitragem por o atacante estar em impedimento. Aos 25 minutos o atacante Tatá (11) aproveitou a sobra de bola após jogada do atacante João (9) e marcou o primeiro gol da partida. A primeira etapa terminou 1 a 0 para Morro do Chapéu.

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Gol de Morro do Chapéu, Tatá (11) – Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

No segundo tempo a seleção de Remanso melhorou bastante e passou a dominar o jogo com o apoio da torcida e chegou ao empate aos 34 minutos. Numa cobrança de falta o atacante Brenner (21), que acabara de entrar na partida, marcou de cabeça. Os remansenses viraram o jogo apenas dois minutos após o primeiro gol. Com um chute certeiro da intermediária, o outro atacante, Gú (19), que também acabara de entrar, marcou um golaço selando a vitória de Remanso.

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Primeiro gol de Remanso, Brenner (21).

Uma coisa que me chamou a atenção: NENHUM CARTÃO aplicado no jogo, que foi muito bem conduzido pelo árbitro bonfinense Carlos Roberto dos Santos, apesar da reclamação pelo gol de Morro do Chapéu anulado ainda no primeiro tempo, mas que foi bem anulado pelo bandeirinha, porque o atacante estava voltando em impedimento.

Na próxima etapa de mata-mata Remanso vai enfrentar a seleção de Tanquinho, jogo que acontecerá no próximo sábado, 01/10, na cidade de Tanquinho.

Súmula:

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

Seleção de Remanso: Valtinho, Diego, Alex Buzina, Daniel, Max, Léo, Die, Bita, Henrique, Mamá e Rodrigo. Reservas: Robinho, Marcelo, Edijan, Elio, Jaílson, Roge, Brenner, Gu, Dedeco, Tiago e Colômbia.

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

Seleção de Morro do Chapéu: Biano, Cleriston, Dany, Davi, Formiga, Gel, Geo, Goiano, Ítalo, Jader, João, Júnior, Leuzinho, Mar, Marcel, Marco, Paulo, Samuel, Tatá, Testa, Teus, Tourão e Zenga.

Gols: Morro do Chapeu: Tatá (11); Remanso: Brenner (21) e Gú (19).

Arbitragem: Árbitro: Carlos Roberto dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 01: Hilton Carlos dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 02: João Batista Silva (FBF/Juazeiro); 4º Árbitro: Francisco Francelino Almeida (FBF/Remanso), de acordo com escalação da FBF.

Quem quiser ver/rever o jogo completo é só entrar no link da TV Chapada no Youtube:

Classificação no Grupo 01:

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Classificação Geral da primeira fase:

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Falta de Mamá:

Entrevista de Gú:

Entrevista de Janílson:

Mais fotos:

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Jogo pelo Campeonato Intermunicipal Baiano 2016, vencido pela Seleção de Remanso pelo placar de 2 a 1.

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