Água põe fogo no campo

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Aproximadamente mil pessoas entraram nas fazendas Igarashi e Curitiba em Correntina, Bahia, quebraram os pivôs centrais de irrigação das empresas e derrubaram as instalações elétricas.

Bastou para que a mídia falasse em vândalos, invasores, e a senadora Ana Amélia (Golpista) chegou a falar em exército de Lula no Senado, referindo-se ao MST. Quanta estupidez na boca de uma só senadora!

O MST não estava lá e nem precisava, porque a reação foi das comunidades ribeirinhas, mães e pais de família. É bom a senadora saber que a Bahia é governada por um petista e o INEMA, organismo que concede as outorgas de água no Oeste Baiano, tem grande responsabilidade nessa monstruosa outorga do Arrojado para as empresas beneficiadas.

Há décadas participo da reflexão sobre a água no mundo. Na Campanha da Fraternidade de 2004 já levantávamos a questão do novo discurso da água, de sua privatização, mercantilização, da oligarquia internacional da água, mas também da necessidade de defender a água como direito fundamental da pessoa humana e de todos os seres vivos, além de defendermos que a água, muito além do que querem os hidrólogos, tem múltiplos valores além dos múltiplos usos. Chamamos todos os negócios da água de hidronegócio.

Um dos principais prognósticos levantadas mundialmente é a questão da “guerra pela água”, já que a redução de um bem imprescindível à vida a uma mercadoria qualquer só pode transformar-se em guerra, como aconteceu em Cochabamba, na Bolívia.

Esses dias lancei o artigo “Hidrocídio Brasileiro” (http://robertomalvezzi.com.br/2017/10/09/845/), falando da matança de nossos mananciais, principalmente nossos rios, citando a decadência visível do Tocantins, Araguaia, Javaés, Araguari no Amapá, além do São Francisco e seus afluentes. É bom lembrar que o assassinato de uma grande bacia sempre começa por seus afluentes. Assim é a morte do São Francisco, que depende de rios como o Arrojado, esse saqueado pelas empresas, a tal ponto que as comunidades ribeirinhas ficaram sem água. A ocupação foi uma reação ao processo predador das empresas.

Quem está destruindo as florestas brasileiras – sobretudo a Amazônia que produz os rios voadores e o Cerrado que armazena as águas desses rios aéreos – é o agronegócio da senadora Ana Amélia (Golpista), apoiado por mais uns 50 senadores e mais de 200 deputados. Todos reforçados pelos meios de comunicação, sobretudo a Globo. É o agronegócio que está promovendo esse hidrocídio e a guerra pela água no campo.

Vale repetir que a água é bem vital e seu maior valor é o biológico, isto é, só há vida onde tem água. Deputados e senadores podem fazer muitas leis, mas não conseguem mudar as leis básicas da vida.

Ou mudamos nossa política hidrocida, ou a água vai pôr fogo no campo brasileiro.

Quem tiver interesse em assinar a nota em apoio às populações atingidas, contactar

comunicacao@cptba.org.br

7133284672 ou 7133295750

NOTA DAS ENTIDADES DA REGIÃO: Cansado do descaso das autoridades, o povo de Correntina reage em defesa das águas

A mídia está a noticiar que na manhã de quinta-feira, 02/11/2017, feriado de Finados, houve manifestação de populares nas Fazendas Igarashi e Curitiba, no distrito de Rosário, município de Correntina. Segundo imagens e áudios que circulam pela Internet, estas fazendas teriam sido invadidas e parte de suas máquinas, instalações e pivôs quebrados e incendiados, e que os autores destas ações são populares de Correntina. Segundo os relatos participaram da ação entre 500 a 1.000 pessoas.

O Oeste da Bahia tem se destacado como produtor de grãos para exportação, referência para o agronegócio nacional, cada vez mais de interesse internacional. Está inserido no MATOPIBA – projeto governamental de incentivo a esta produção nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – atual fronteira agrícola brasileira, onde estão localizados os últimos remanescentes de Cerrado no Brasil. É nesta região onde se encontram os rios Carinhanha, Corrente e Grande, suas nascentes, subafluentes e afluentes, principais contribuintes com as águas do rio São Francisco na Bahia, responsáveis por até 90% de suas águas no período seco. São estas águas que abastecem milhares de comunidades rurais e centenas de municípios baianos e dos outros estados do Submédio e Baixo São Francisco.

Os conflitos causados pela invasão da agropecuária, desde os anos 1970, no que eram os territórios tradicionais das comunidades que habitam o Cerrado, têm sido pauta de uma intensa discussão, e de dezenas de audiências públicas. A gravidade destes conflitos é de conhecimento regional, estadual, nacional e até internacional. Contudo, ao longo de décadas o agronegócio nunca assumiu a responsabilidade por sua nefasta atuação, alicerçada num tripé que tem como eixos centrais: a invasão de terras públicas por meio da grilagem e da pistolagem; o uso de dinheiro público para implantação de megaestruturas e de monoculturas de grãos e pecuária bovina; o uso irresponsável dos bens naturais, bens comuns, com impactos irreversíveis sobre o ambiente, em especial, sobre a água e a biodiversidade, além de imensuráveis impactos sociais.

A ação do povo de Correntina não é de agora. Assistindo à sequência de morte de suas águas essenciais, diante do silêncio das autoridades, ações do tipo e outras vêm sendo feitas há mais tempo. Em 2000, populares entupiram um canal que pretendia desviar as águas do mesmo rio Arrojado agora ameaçado pelas fazendas no distrito de Rosário. O canto fúnebre das “Alimentadeiras de Alma”, antiga tradição religiosa de rezar pelos mortos, passou a ser realizado para chamar a atenção para a morte das nascentes e rios às centenas na região. Romarias com milhares de pessoas vêm sendo feitas nos últimos anos em cidades da região em protesto contra a destruição dos Cerrados.

As ações do agronegócio possuem a chancela do Estado baiano e brasileiro, que age como incentivador e promotor, é insuficiente ou omisso nas fiscalizações e tem sido conivente com a sua expansão por meio da concessão de outorgas hídricas e licenças ambientais para o desmatamento, algumas sem critérios bem definidos. Estes critérios que vêm passando por intensas flexibilizações com as mudanças radicais na legislação ambiental. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA concedeu à Fazenda Igarashi, por meio da Portaria nº 9.159, de 27 de janeiro de 2015, o direito de retirar do rio Arrojado uma vazão de 182.203 m³/dia, durante 14 horas/dia, para a irrigação de 2.539,21 ha.

Este volume de água retirada equivale a mais de 106 milhões de litros diários, suficientes para abastecer por dia mais de 6,6 mil cisternas domésticas de 16.000 litros na região do Semiárido. Agrava-se a situação ao se considerar a crise hídrica do rio São Francisco, quando neste momento a barragem de Sobradinho, considerada o “coração artificial” do Rio, encontra-se com o volume útil de 2,84 %. A água consumida pela população de Correntina aproximadamente 3 milhões de litros por dia, equivale a apenas 2,8% da vazão retirada pela referida fazenda do rio Arrojado.

Alegar que as áreas irrigadas no Oeste da Bahia representam apenas 8% da região, ou seja, 160 mil hectares num universo de 2,2 milhões de hectares, não minimiza seus impactos. Megaempreendimentos e suas obras de infraestrutura em plena construção com vistas à expansão das áreas irrigadas determinam uma rota de cada vez maior devastação. Alguns exemplos: Fazenda Santa Colomba, em Côcos, Fazendas Dileta; Celeiro e Piratini, em Jaborandi; Fazendas Sudotex, Santa Maria e Igarashi, em Correntina. Algumas destas fazendas estão construindo centenas de quilômetros de canais, dezenas de reservatórios (piscinões), perfuração de centenas de poços tubulares e instalação de centenas de pivôs. Quanta água está sendo comprometida com tudo isto? Se a irrigação não fosse uma tendência regional, como explicar tantos investimentos neste modelo de agricultura? Comitês e Planos de Bacia e outras medidas no campo institucional, antes promovem esta rota insana, do que preservam os bens comuns da vida, hoje e de amanhã.

A ganância do agronegócio e as conveniências dos que representam o Estado são os responsáveis pelo desespero do povo. Não há ciência no mundo que possa estimar um valor monetário para o rio Arrojado, e isso o povo de Correntina parece compreender bem. Os próceres do agronegócio agem com hipocrisia e continuam se negando a assumir o passivo socioambiental existente no Oeste Baiano. Não resistem a uma mínima comparação com o modo de produzir dos pequenos e médios agricultores, que fornecem os alimentos diversos que a população consome com impactos infinitamente menores e muito mais cuidados de preservação. Não há como evitar a pergunta: os equívocos dos processos para outorgas hídricas e licenciamentos ambientais e a falta de fiscalização eficiente dos órgãos responsáveis são garantias para a legalidade e legitimidade do agronegócio?

Diálogo com os representantes do agronegócio tem sido um simulacro de democracia e honestidade.  Na audiência pública havida em Jaborandi, no dia 27/10/2017, para discutir a questão das águas, outorgas e legislação ambiental, com interessados dos municípios de Jaborandi, Coribe e Correntina, populares foram impedidos de questionar a tese, na ocasião defendida por conhecido cientista aliado do agronegócio, de que não há relação entre a ação humana e as mudanças climáticas.

Flagrantes contradições do modelo de desenvolvimento regional são inúmeras e precisam ser evidenciadas. Por exemplo, a de que é muito maior a área preservada de Cerrado em relação à explorada. Omite-se que as áreas de Reserva Legal das fazendas do Oeste da Bahia estão sendo regularizadas por meio da “grilagem verde” sobre os territórios das comunidades tradicionais, e que a função ecológica cumprida pelas Áreas de Preservação Permanente – APPs, aos longo dos cursos d’água, nas áreas de descarga, são diferentes das funções ecológicas que cumprem os chapadões responsáveis pelo abastecimento do aquífero Urucuia, áreas de recarga, que já foram dizimadas pelo agronegócio.

A luta em defesa da vida mais uma vez é marcada pelo protagonismo popular de quem faz com as mãos a história e sabe que a água não é mercadoria, como quer convencionar o agronegócio, inclusive utilizando-se da Lei 9.433/1997, a “Lei das Águas”. As águas do rio Arrojado abastecem comunidades centenárias e não podem servir apenas aos interesses dos irrigantes como o grupo Igarashi, que chega à região com a má fama de ter que migrar da Chapada Diamantina, uma das regiões da Bahia que sofrem com a crise hídrica, em especial, na bacia do rio Paraguaçu, justamente por conta dos impactos de sua exploração. Os conflitos ambientais parecem não findar com o caso das fazendas deste grupo, pois esta é apenas uma fazenda num universo de inúmeras do Oeste da Bahia. Tudo indica, portanto, que o cansaço do povo frente ao arrojo do agronegócio e ao descaso das autoridades e a urgência da defesa da vida seja o argumento que impõe esta reação.

Deste modo e diante da notória crise hídrica, somada à irresponsabilidade arrogante do agronegócio e à incompetência do Estado, tal cenário coloca o povo em descrença e desespero, ao ver o rio Arrojado, base para sua convivência e modo de vida, com tamanhos sinais de morte, assim como inúmeros riachos, nascentes, veredas e rios da região. E, então, partem para alguma reação concreta, que chame a atenção dos responsáveis públicos e privados. Não há palavras para descrever o sentimento coletivo que tomou conta do povo de Correntina, que num ímpeto de defesa agiu para defender-se, pois sabe que se não mudar o modelo de “desenvolvimento”, baseado no agronegócio, estarão comprometidas as garantias de vida das populações atuais e futuras.

Novembro de 2017.

Agência 10envolvimento

Articulação Estadual dos Fundos e Fechos de Pasto da Bahia

Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais da Bahia – AATR/BA

Coletivo de Antônia Flor – Assessoria Técnica e Popular em Direitos Humanos

Comissão Pastoral da Terra – CPT/BA

Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP/MG

Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco – FUNDIFRAN

GeograFAR/UFBA

Levante Popular da Juventude

Licenciatura em Educação do Campo: Ciências Agrárias/UFRB

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Movimento Estadual dos Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia – CETA

Pastoral da Juventude do Meio Popular – PJMP – Diocese de Bom Jesus da Lapa

Pastoral do Meio Ambiente – PMA – Diocese de Bom Jesus da Lapa.

Programa de Pós- Graduação em Educação do Campo/UFRB, Mestrado Profissional em Educação do Campo

Rede Nacional de Advogados e Advogadas Popula

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Oitava Noite do Novenário.

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O subtema da penúltima noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário foi “No Brasil, quero ver o direito brotar e correr a justiça qual riacho que não seca”. Noiteiros: Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, profissionais da saúde, grupo AA, CAPS, Vicentinos e quadras 07 e 10. A reflexão foi feita por Pe. Josemar Mota.

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Refletindo um trecho do Evangelho de Lucas (4, 14-21), Pe. Josemar afirmou que todo o projeto de Jesus se resume na promoção da dignidade da pessoa humana. Dessa forma, é dever de todo cristão assumir este projeto, pois ao ser batizado, ele recebe o Espírito Santo de Deus para dá continuidade a missão libertadora de Jesus.

Mas em que consiste a missão de Jesus?, questionou Pe. Josemar. Ela consiste em anunciar a Boa Notícia aos pobres, proclamar a libertação aos presos, recuperar a vista dos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do senhor. É por isso que a Igreja faz uma opção preferencial pelos pobres, pois são eles os preferidos de Deus, aqueles que mais necessitam de justiça e de direitos.

O que deve distinguir a comunidade católica é seu compromisso com a justiça e com o direito, destacou Pe. Josemar. Ele disse também que devemos nos organizar, enquanto sociedade, nas associações, sindicatos, pastorais e movimentos sociais tendo em vista a promoção da justiça e do direito.

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Maria é fonte de inspiração na luta por uma sociedade justa, fraterna e solidária, pois no seu canto Ela garante que Deus realiza proezas com seu braço, dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos, eleva os humildes, aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias.

Texto: Marcos Paulo.

Fotos: Tovinho Régis

Veja mais fotos:

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Sexta noite de Novena de Nossa Senhora do Rosário

Sexta Noite - Novena de Nossa Senhora do Rosário

Aconteceu nesta quinta-feira, 26/10, a sexta noite do novenário de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Remanso.

Tema da noite: Jovens, escutem o grito da Terra e dos pobres que sofrem com os desequilíbrios ecológicos! O celebrante foi o padre Cícero Diego, coordenador do Setor Diocesano da Juventude, da Diocese de Juazeiro, Bahia.

Noiteiros: Funcionários Públicos, Jovens, Grupo de Capoieira, SCFV, kEstudantes, Grupo Demolay, Grupo Filhas de Jó, Grupo Hip-Hop, Professores, Quadra 08 e Vila Celso Campinho.

Sexta Noite - Novena de Nossa Senhora do Rosário

Foi uma noite com grande participação da juventude remansense, com apresentações ligadas ao tema da noite feitas pelas jovens estudantes da Escola Girassol.

Vejam mais algumas fotos, todas de Tovinho Régis:

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Da Ditadura Civil para a Militar

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Antes do golpe de 2016 sobre a maioria do povo brasileiro trabalhador ou excluído, já comentávamos em Brasília, num grupo de assessores, sobre a possibilidade de uma nova ditadura no Brasil. E nos ficava claro que ela poderia ser simplesmente uma “ditadura civil”, sem necessariamente ser militar. Entretanto, como em 1964, ela poderia evoluir para uma ditadura militar. Naquele momento pouquíssimos acreditavam que o governo poderia ser derrubado.

Já escrevi sobre esse assunto antes do golpe de 2016, mas agora o assunto se atualizou.

Para mim não há dúvida alguma que estamos em plena ditadura civil. É um grupo de 350 deputados, 60 senadores, 11 ministros do Supremo, algumas entidades empresariais e as famílias donas da mídia tradicional que impuseram uma ditadura sobre o povo. As instituições funcionam, como dizem eles, mas contra o povo e apenas em favor de uma reduzidíssima classe de privilegiados brasileiros. Claro, sempre conectados com as transnacionais e poderes econômicos que dominam o mundo.

Portanto, nós, o povo, fomos postos de fora. Tudo é decidido por um grupo de pessoas que, se contadas nos dedos, não devem atingir mil no comando, com um grupo um pouco maior participando indiretamente.

Acontece que o golpe não fecha, não se conclui, porque a corrupção, velha fórmula para aplicar golpes nesse país, hoje é visível graças a uma mídia alternativa presente e cada vez mais poderosa. E a corrupção está em todos os níveis da sociedade brasileira, sobretudo nos hipócritas que levantaram essa bandeira para impor seus interesses.

Mas, a corrupção é apenas o pretexto. Segundo a visão de Leonardo Boff, o objetivo do golpe é reduzir o Brasil para 120 milhões de brasileiros. Os 100 milhões restantes vão ter que buscar sobreviver de bicos, esmolas e participação em gangs, quadrilhas e tráfico de armas e drogas.

Então, começam aparecer sinais do verdadeiro pensamento de quem está no comando, uma reunião da Maçonaria, um general falando a verdade do que vai nos bastidores, a velha mídia com a opinião de “especialistas”, nas mídias sociais os saudosos da antiga ditadura dizendo que “quem não é corrupto não precisa ter medo dos militares”.

Enfim, estão plantando a possibilidade da ditadura militar. Para o pequeno grupo que deu o golpe ela é excelente, a melhor das saídas. Nunca foram democráticos. Não gostam do povo. Inclusive nessa Câmara e nesse Senado, poucos vão perder seus cargos ou ir para a cadeia.

O pior de uma ditadura civil ou militar é sempre para o povo. As novas gerações não conhecem a crueldade de uma ditadura total.

É de gelar a alma o silêncio da sociedade diante das declarações do referido general.

Doze piadas de 2016 e seus humoristas

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Roberto Malvezzi (Gogó)

  1. Golpista presidente (Narrada por Michel)
  2. Não foi golpe (Aécio, Serra e FHC)
  3. O Brasil já melhorou muito (Cristovam Buarque sobre governo Golpista)
  4. Por minha família, minha pátria, minha conta na Suíça, medo da Lava-Jato, voto sim (360 picaretas da Câmara dos Deputados e mais 61 Incitatus do Senado)
  5. PowerPoint do Dallagnol  (Por ele mesmo)
  6. Pedalinho do Lula ou da Marisa (Jornal Nacional)
  7. Palestra sobre ética no farisaísmo bíblico (Sérgio Moro, cachê de 90 mil reais)
  8. Imparcialidade da Mídia Corporativa (Famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita)
  9. Derrubamos o PT e acabaremos com a corrupção, os impostos e o desgoverno (Paulo Skaf, Paulinho da Força e manifestantes de verde e amarelo da Paulista e Copacabana)
  10. Autocrítica do PT (Direção Nacional)
  11. Supremo Tribunal Federal (Por Gilmar Mendes)
  12. Os brasileiros vão se aposentar no túmulo (Eu)

Jamais seremos os mesmos.

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Roberto Malvezzi (Gogó)

Escrevo para mim mesmo e alguns milhões que comungam a mesma impotência – pelo menos por hora – perante o golpe impetrado no Brasil e seus desdobramentos.

Não tivemos chance de defesa. Falo dos 54 milhões de brasileiros que tiveram seus votos sequestrados por trezentos e poucos calhordas da Câmara e depois 60 senadores. Agora, todas as mudanças constitucionais que vão sendo operadas de costas para o povo.

Não se trata de defender os erros e até crimes do PT ou de petistas. Mas, também não se trata de cegar para a fantástica hipocrisia nacional, cabalmente demonstrada no avanço das investigações sobre outros partidos.

Agora já se questiona o resultado do golpe. A recessão econômica projetada no governo Dilma era de 3,5% do PIB. Com Golpista está projetada em 7%. A indústria caiu, o agronegócio também e o desemprego saltou de 10 milhões com Dilma para 12 com Golpista. Portanto, aquela promessa mágica que o golpe prometia não se realizou. Agora, até Fernando Henrique já fala em eleições diretas para dar alguma credibilidade a quem vai enfrentar o abismo que nos lançaram.

A fratura social do Brasil cravou na alma e vai durar muitas gerações. Vamos continuar nos cuspindo, nos enfrentando em manifestações de rua, restaurantes, nos ofendendo nas redes sociais, alimentando discriminações étnicas, sexistas, classistas, regionais e todas de outros naipes. Talvez nunca tenhamos sido uma nação, mas um aglomerado de pessoas que ocupam o mesmo território (Leonardo Attuch)

Quem tem fome e sede de justiça não pode aceitar um ajuste fiscal e econômico às custas da subtração de direitos e da miséria do povo.  A verdadeira reconciliação só se dá em cima da justiça e um passo a mais na misericórdia, que pressupõe a justiça. E o golpe está aprofundando todas as injustiças históricas do país. O ajuste não é apenas impopular, como diz a grande mídia, mas anti-humano.

Não se trata de nos alimentarmos de ódio. Ele paralisa e mata. Mas, da contínua indignação perante as injustiças estruturais e estruturantes que são impostas secularmente às vítimas de nossa história. A distância entre o ódio e a indignação é um piscar de olhos.

Jamais seremos os mesmos. Essa é a frase que mais ouvi nos últimos tempos, de pessoas tão diferentes, que nem se conhecem. Ou nos reconciliamos na justiça, ou jamais nos reconciliaremos.

Praça lotada no segundo dia de Novena de Nossa Senhora do Rosário

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Nesta terça-feira, 22/10, segundo dia do novenário de Nossa Senhora do Rosário, a praça Manoel Firmo Ribeiro ficou lotada de fieis para acompanhar o Padre Guilherme Mayer, pároco da Paróquia Santo Antônio, de Pilão Arcado, na discussão do sub-tema “Sem saneamento básico, ‘nossa casa comum’ deixa de ser um bom lugar para viver”.

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Ação de Graça, hora das belas encenações durante a Novena.

Todas as noites a participação da comunidade é fundamental para o bom andamento da novena. Sempre tem alguma novidade durante a celebração, com várias encenações ligadas à temática do novenário. A hora da Ação de Graça é um dos momentos mais esperados, devido às surpresas que os noiteiros sempre trazem para este momento.

Os noiteiros deste sábado foram: Pastoral da Criança, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, Profissionais da Saúde, Grupo AA, CAPS, Vicentinos e Quadras 07 e 10.

As fotos de que destaco para hoje (as outras estou postando no meu Facebook:

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Começa o Novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso-BA

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Ontem, 21/10, começou o novenário de Nossa Senhora do Rosário, em Remanso, Bahia. Com o tema “Iluminados pela palavra de Deus, cuidemos da ‘Nossa casa comum'”, os devotos de Nossa Senhora do Rosário estarão em festa até o próximo dia 30, quando encerra-se a festa da Padroeira com a procissão pelas ruas da cidade.

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O tema de ontem foi “Casa comum, nossa responsabilidade”. O celebrante da noite foi o padre Isael Brito, da Paróquia Catedral Diocesana Nossa Senhora das Grotas, de Juazeiro. Noiteiros: Legionários(as), Rosário Permanente, Carismáticos, Minstros(as) da Eucaristia, Terço dos Homens e Quadras 09, 11, 13 e BNH.

A primeira noite já contou com a presença de muita gente e a tendência e aumentar a participação à media em que os dias vão passando.

Quem quiser acompanhar o novenário ao vivo é só seguir um dos sites listados a seguir (vídeo e rádio):

http://www.zabelefm.com.br

http://www.remansonoticias.com.br

http://www.remanso.net

Vejam mais algumas fotos:

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Com gol de Brenner Remanso vence Santaluz por 1 a 0

Remanso 1 x 0 Santaluz

No último domingo (16/10) a seleção de Remanso venceu a seleção de Santaluz pelo placar de 1 a 0, jogo válido pela terceira fase do Intermunicipal Baiano de 2016, realizado no Estádio Municipal Walter Dias Ribeiro, em Remanso.

O Jogo

As duas seleções invictas fizeram um jogo difícil, com os luzenses catimbando bastante. A primeira etapa teve alguns lances perigosos, tendo como principal lance o gol perdido pelo meia atacante Rodrigo (11) aos 13 minutos. Os remansenses, como era de se esperar, procuravam mais o gol, enquanto os luzenses demonstravam que o empate já seria bastante para as suas pretensões.

A segunda etapa começou já com a expulsão do centroavante Marcelo Muritiba aos dois minutos. Somente aos 29 minutos saiu o único gol da partida, marcado por Brenner, após a cobrança de escanteio feita pelo lateral esquerdo Marcelo. Ambos haviam entrado no decorrer da partida. No finalzinho do jogo a seleção luzense passou a pressionar os remansenses, mas não conseguiu chegar ao empate. Já nos acréscimos da partida o técnico Beto Oliveira foi expulso e, junto com Marcelo Muritiba, serão as principais baixas para o jogo de volta no próximo domingo (23/10) no estádio Milton Góes, em Santaluz. Após o encerramento da partida o atleta Murro Pinho Santos, camisa número 04, recebeu cartão vermelho. Achei estranho o nome, mas é assim que está anotado na súmula.

Com o resultado desta partida a seleção de Remanso joga pelo empate para passar para a próxima fase. Santaluz precisa de uma vitória por mais de um gol de diferença para seguir em frente. Uma vitória dos luzenses por apenas um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

Os atletas e comissão técnica da seleção de Santaluz reclamaram muito após o final da partida. Por pouco não se formou uma grande confusão já na entrada dos vestiários.

Remanso 1 x 0 Santaluz

REMANSO

Valtinho, Diego, Alex Buzina, Daniel, Max, Leo, Diê, Giorjan “Colômbia”, Henrique, Mamá e Rodrigo. Suplentes: Robinho, Marcelo, Edijan, Elio, Jailson, Roge, Brenner, Gú, Panga, Tiago e Dedeco.

Remanso 1 x 0 Santaluz

SANTALUZ

Whallison, Samuel, André, Marcos, João, Valdemir, Marcelo Bispo, Romário Gravatá, Marcelo Muritiba, R(???), Nivaldo, Edson, M(???), Rodrigo, Jadson, André, Fábio, Welington e Fredson.

Remanso 1 x 0 Santaluz

 

ARBITRAGEM

Árbitro: Carlos Roberto dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 01: Hilton Carlos dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); Assistente 02: André Batista dos Santos (FBF/Senhor do Bonfim); 4º Árbitro: Jucimar Barbosa da Silva (FBF/Remanso)

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Os Xerente e Michel Temer

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Roberto Malvezzi (Gogó)

É interessante perceber, dar ouvidos, a outros tipos de sociedade. O Xerente Romário – não me falou seu nome indígena -, um jovem índio que estava no encontro de formação da Rede Eclesial Panamazônica (REPAM), em Miracema, me dizia:

“A gente não tem espírito de acumulação. O Tocantins dava peixe prá gente. Não ia pescar, ia buscar os peixes. Agora está diferente. Nosso território não garante nossa alimentação. Temos que comprar em supermercado”.

Numa longa conversa fomos conferindo as diferenças civilizacionais entre nós brancos e os Xerente.

A sociedade deles não tem Estado. Portanto, não tem os poderes judiciário, legislativo e executivo.

Não tem propriedade privada. A terra, a água e os bens da natureza são de todos. Como não há propriedade privada, não há classes sociais, patrões e empregados, proprietários dos meios de produção e trabalhadores, muito menos desempregados.

A sociedade deles não tem bandidos. Portanto, não tem polícia. Portanto, não tem população carcerária e presídios.

Como não tem Estado, não tem arrecadação de impostos.

Eles não têm cidades. Moram em pequenas aldeias espalhadas pelos territórios, integradas à natureza. Ainda mais: “é uma estratégia para defender nosso território”.

Poderíamos ir longe nessa comparação. Marx simplesmente chamava essas sociedades de pré-capitalistas. Os capitalistas as chamam de atrasadas e entraves para o desenvolvimento.

Na verdade, elas continuam aí bem em baixo de nosso nariz e rejeitam nosso modo “branco” de viver. Estudos recentes indicam que esses “atrasados e pré-capitalistas” nos garantiram em seus territórios o pouco que nos resta de florestas, portanto água, portanto regulação do clima, portanto de biodiversidade.

Não acho que um dia a humanidade toda viverá novamente como os Xerente. Há o mundo das tecnologias, da ciência e dos poderes. Como dizia Hanna Arendt em sua obra A Condição Humana, “a humanidade não ficará confinada na Terra”. Não vai demorar muito para começarmos a colonização de outros planetas e luas do sistema solar.

Mas, em tempos de Temer Golpista, com sua PEC 241, é fantástico ver outras sociedades, em tudo diferentes de nós e muito mais humanas que a nossa.